O Sercomtel, empresa de telefonia de Londrina, anulou a contratação da Intervox para desenvolver campanhas publicitárias nos próximos seis meses.
Que mico!
O anúncio ocorreu no mesmo dia em que vencia o prazo para a empresa se manifestar ao Ministério Público, que contestou os critérios da contratação, justificada como necessidade emergencial.
Retrospecto: a Intervox venceu licitação realizada no ano passado, mas uma das empresas concorrentes, Exclam, contestou o resultado. A Exclam ganhou em primeira e segunda instâncias. E eis que, em janeiro, o Sercomtel, alegando o que alegou, contratou a mesma empresa vencedora da licitação sub júdice.
Detalhe: a empresa está em nome de familiares de Renato Mantovani, publicitário dileto do (por enquanto) prefeito Homero Barbosa. O município detém 51% das ações do Sercomtel.
A nota oficial do Sercomtel, embora omita o questionamento do Ministério Público, garante que a "contratação da agência pautou-se na mais estrita legalidade". E justifica a rescisão como "motivada por questões de natureza técnica".
Ora, se a contratação descumpriu critérios técnicos, o Ministério Público, sujeito oculto dessa decisão, está coberto de razão - não houve critérios técnicos suficientes para basear a alegação de que havia necessidade emergencial de contratar a Intervox.
A nota oficial desvia de um obstáculo - a Promotoria -, mas choca-se com outro: a Justiça. Pois, ao alegar que a contratação emergencial da Intervox descumpriu critérios técnicos, ela reforça a tese da empresa contestatária de que o processo de licitação, do qual a Intervox saiu vencedora, foi tecnicamente imperfeito...
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