Não poderia haver momento mais inoportuno para os petralhas do que este que o governo escolheu para a primeira etapa da privatização dos aeroportos - e sabe-se lá o quê virá depois!
Pois os petralhas ainda não se restabeleceram do surto histérico provocado pelo lançamento do livro-panfleto "Privataria tucana", produzido pelo violador de sigilo fiscal Amaury Ribeiro Jr.
O livro se propõe a denunciar maracutaias no processo de privatização conduzido pelo governo de FHC, passa longe desse objetivo, mas, para os petralhas, pouco importa: importa é que tiveram um material de propaganda para cutucar seus adversários históricos e posar de bons mocinhos. E o estopim para uma eventual CPI da Privataria - que, para ser completa, deverá incluir esta recém concluída.
A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília nega tudo o que os petralhas apregoam sobre a necessidade de o governo do povo manter em seu poder e sob seu controle o patrimônio popular.
O PT estreiou, em nível nacional - já o fizera antes no municipal, com a privatização da companhia telefônica de Ribeirão Preto, quando administrada por Antonio Consultor Palocci - a privatização tão estigmatizada pela corrente radical do PT - o petralhismo.
Ora, não se trata de venda e sim de concessão, reagirão previsivelmente os petralhas.
Ótimo, mas, mesmo assim, como repassar para a iniciativa privada a maior parte da responsabilidade pela administração desses aeroportos se todos são superavitários e num contexto de expansão continuada do transporte aéreo?
A primeira consideração, inevitável, é concluir que, ao pedir arrego à iniciativa privada, o governo reconhece sua incapacidade gerencial.
A segunda, é comparar os termos da privatização dos aeroportos na era petista com a privatização na era FHC.
Os preços foram comparativamente, e respeitadas as idiossioncrasias de cada processo, maiores agora do que no governo anterior.
Sim, mas o que foi oferecido foram negócios superavitários e com potencial enorme de crescimento.
E sobre os valores:
Quarenta e nove por cento dos R$ 24 bilhões deverão ser pagos pela Infraero, que continuará participando da administração na condição de sócio minoritário.
O consórcio vencedor de Guarulhos, o mais ambicionado dos aeroportos, é composto pela empreiteira OAS e por dois fundos de pensão - Previ e Petros. Ou seja, dois santuários do poder petista e petralha (façamos a distinção) participam do processo de privatização, utilizando-se, para isso, de recursos provenientes de servidores estatais... haja coerência!
Três: quem vai bancar 80% dos 24 bilhões é o BNDES, que dispensa apresentação.
Acabamos de assistir, portanto, ao avant-première da Privataria Petralha!
4 comentários:
Pedriali : o teu comentário foi perfeito. Só há um pequeno detalhe : o Consultor Palocci era prefeito de Ribeirão Preto (SP).E, não de Campinas (SP). Isto, lá no antigamente. Quando fez a privatização de um excelente serviço de telefonia. Portanto, o Palocci é considerado como um pioneiro nesta história de privatização, principalmente dos serviços públicos de excelencia.E, de muita grana.
Obrigado pelo alerta, senhor Anônimo. A correção já foi anotada.
Os tucanos vendeu, para desviar a grana, fazendo ciranda, abrindo bancos como o Santos , Oportunity, e outros para esquentar a grana e retornar legalizados para Serra e companhia, faz favor PEdriatucano.
Os tucanos vende... e um amontoado de asneiras: o senhor é um autêntico petralha!
Postar um comentário