O Ministério Público Federal mobilizou a Polícia Federal (PF) para investigar o envolvimento do (por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, na quadrilha que desviou dinheiro da área de saúde por intermédio de duas oscips, os institutos Atlântico e Gálatas.
A determinação é um banho de água fria para o por enquanto, que está em plena campanha pela reeleição, e um desafio para a Polícia Federal.
O processo contra Homero Barbosa corre no Tribunal Regional Federal. O Tribunal de Justiça do Paraná considerou-se incompetente para julgar a denúncia, argumentando que, por se tratarem de recursos federais desviados, a esfera apropriada é a Justiça Federal.
A recusa do TJ em dar andamento ao processo motivou uma feroz campanha do por enquanto contra o Ministério Público - ao qual acusou de forjar provas, de estar em conluio com seus opositores políticos e até de tê-lo torturado.
E alimentou uma ofensiva publicitária, tendo como base uma mentira: que o TJ anulara as provas levantadas contra ele pelos promotores.
A entrada em cena da PF demonstra que os argumentos do Ministério Público são consistentes. No entanto, falta o elemento crucial para declarar réu o por enquanto prefeito e a primeira-dama Ana Laura Lino: a prova material.
Embora haja fartura de provas relacionadas a outros membros da quadrilha, o por enquanto prefeito é envolvido com base em testemunhas - a mais importante delas é Bruno Valverde, diretor do Instituto Atlântico, que confessou ter sido constrangido a pagar R$ 300 mil de propina ao por enquanto, à primeira-dama, ao publicitário Ruy Nogueira e a Ricardo Ramirez. Os dois últimos são apontados como intermediários na contratação da oscip.
Houve um cheque, de R$ 20 mil, repassado à primeira-dama na presença do então chefe de gabinete Fábio Góis - que se mudou de Londrina para ficar o mais distante possível da Justiça -, mas onde esse cheque foi descontado e por quem?
Eis os desafios da Polícia Federal: mostrar a cumbuca onde o por enquanto prefeito e sua dama são acusados de ter botado a mão.
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