terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Dois exemplos retumbantes de sofisma

Marcos Cito, secretário de Gestão de Londrina, alega que a proposta do (por enquanto) prefeito Homero Barbosa de conceder passe livre aos estudantes não fere a lei eleitoral.

A legislação proíbe qualquer benefício este ano - ano de eleição - que não esteja previsto no Orçamento.

Diz o senhor Cito que a proposta do passe livre está fora dessa restrição porque se trata de incluí-la no subsídio anual que a Prefeitura dá à empresa de transporte coletivo para atenuar o custo da tarifa.

O argumento segue a mesma lógica sofística do ex-secretário José Faraco, do Ambiente, que argumentava, em relação ao Bosque, que a Prefeitura não queria abri-lo ao tráfico de veículos. O que se pretendia era abrir o Zerinho (espaço para pedestres situado bem no meio do Bosque)...

Ambos os argumentos poderiam ilustrar qualquer conceito de sofisma. Que, adaptando-se a definição expressa na wikipedia, é o artifício empregado para proporcionar uma ilusão de verdade, apresentando-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.

Em outras palavras, o sofisma é uma mentira apresentada com alguma sofisticação...

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