quinta-feira, 2 de julho de 2009

Um relatório devastador

A informação, da Agência Reuter, lança uma acusação gravíssima sobre os controladores de voo brasileiros, que já carregam nas costas parte da culpa pela que da Airbus da TAM sobre a Amazônia:

O controle aéreo do Senegal não foi informado sobre o plano de voo do Airbus A330 que fazia o voo 447 da Air France e caiu no Oceano Atlântico no dia 31 de maio. A informação foi dada durante entrevista coletiva por Alain Bouillard, do Escritório de Investigações e Análises sobre a Aviação Civil (BEA), e responsável pelas investigações sobre o acidente que deixou 228 mortos.

Os controladores brasileiros deveriam ter passado o plano de voo para o centro de controle do Senegal, em Dakar. No entanto, os senegaleses não receberam o plano de voo do Airbus. Os pilotos do avião tentaram entrar em contato três vezes com os controladores do país, mas não receberam respostas.

"Isto não é normal", declarou Bouillard. O chefe das investigações também informou durante coletiva de imprensa que há investigações para apurar porquê apenas seis horas após o avião desaparecer foi declarada emergência. A demora pode ter dificultado as buscas às vítimas e aos destroços do Airbus.

Três charges de lascar



Ex-assessor confirma que recebia da Assembleia para fazer programa de TV para Barbosa Neto

Do "Jornal de Londrina" de hoje:

O jornalista João Carlos Gimenes admitiu que também produzia reportagens para o programa Barbosa Neto Show, quando exerceu o cargo de assessor parlamentar do atual prefeito de Londrina na Assembleia Legislativa. Gimenes é uma das dez testemunhas ouvidas pelo Ministério Público (MP) no inquérito civil que apura supostas irregularidades na contratação de assessores pelo ex-deputado. Barbosa representou Londrina na Assembleia de 2003 a 2006.

O jornalista disse aos promotores ter trabalhado nove meses como assessor parlamentar de Barbosa. Ele afirmou que, além do trabalho de assessoria de imagem do então deputado, produzia reportagens para o programa televisivo que Barbosa mantinha em rede nacional. O depoimento prestado por Gimenes, no dia 23, foi liberado ontem pelo MP, junto com os outros nove.

O ponto de partida da investigação é uma denúncia levada ao MP em 2003, por Aguinaldo Rosa, que coordenou campanhas de Barbosa. Em depoimento prestado em abril de 2003, Rosa afirma que funcionários que trabalhavam no programa Barbosa Neto Show eram assessores parlamentares do então deputado, remunerados pela Assembleia.

Gimenes afirma que Denise Guimarães, na época coordenadora do programa Barbosa Neto Show, também era assessora parlamentar do deputado, mas não soube explicar se “ao assumir a coordenação do programa de televisão, ela continuou recebendo por esses trabalhos por intermédio da AL”.

(a íntegra contém o disparate cabeludo de apontar que o ex-chefe de gabinete de Barbosa não sabia onde ficava o escritório político dele em Londrina. Íntegra em http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=901538&tit=Ex-assessor-admite-trabalho-particular)

O "amigo e irmão" de Lula

O discurso do presidente Lula no encontro promovido em Sirte, Líbia, pelo ditador Muamar Khadafi foi um tratado sobre surrados jargões de esquerda sobre os países ricos x países pobres. Mas estava bem enchavado.

A fala do presidente aos jornalsitas, de improviso, naturalmente, acrescenta mais terra sobre o sarcófago que embala o que restou do antigo democrata pelo que um dia se fez passar Lula da Silva.

Chamar Khadafi de "amigo e irmão", tudo bem, ninguém é culpado de ter a mãe que tem, mas classificá-lo de "líder" equivale a endossar a tirania que marca os 40 anos de seu regime ditatorial e vitalício.

Com que moral, ao mesmo tempo em que endossa o governo de Khadafi, Lula pode se associar ao clamor internacional contra o golpe de Estado em Honduras?

Mais uma máscara do senhor presidente que cai...

Manobra diversionista

Aproventidando-se do fogo cruzado sobre o presidente do Senado, José Sarney, o Conselho de Ética da Câmara rejeitou o pedido de cassação do deputado Edmar Moreira, aquele dono de um castelo não declarado do Fisco.

E assim caminha a desumanidade do Congresso: nada melhor do que um novo escândalo para abafar um velho escândalo.