sexta-feira, 22 de maio de 2009
O dilema Dilma Rousseff e a cartola da sucessão
A internação da candidata-chefe Dilma Roussef esta semana acendeu o sinal de alerta no governo e os partidos da base aliada sobre sua viabilidade eleitoral, desafiada por seu estado de saúde.
As dores fortes das pernas, que a levaram ao hospital, foram atribuídas à suspensão de um remédio que faz parte de seu tratamento quimioterápico. Tudo bem, qualquer tratamento de câncer é doloroso, longo e... imprevisível.
Este é o nó górdio da questão: Dilma está iniciando o tratamento, suas chances de recuperação são altas, mas sua doença é grave. E exigirá um longo e doloroso tratamento. Quanto tempo?
Dilma foi retirada em pouco tempo do traço e elevada para 22% das intenções de voto pela continuidade de sua exposição ao lado do presidente Lula, mas sua popularidade deu um salto depois da publicidade em torno de sua doença.
Dilma é forte, aguerrida e está disposta a tudo para subjugar a doença e dar continuidade ao projeto político de Lula e à sua própria realização pessoal. No entanto...
E é esse "no entanto" que deixa atônita a cúpula de governo, que depositava em Dilma as esperanças de manter-se onde está por mais quatro, oito anos – ou mais, com a eventual volta de Lula ao poder em 2014 ou 2018 -, sendo necessário, para isso, apenas uma troca de comando simbólica.
O PMDB, que há muito perdeu todos os escrúpulos, toma a iniciativa entre os aliados de pressionar por uma alternativa viável a Dilma na contingência do impedimento dela. Enquanto isso, um deputado pau-mandado articula o projeto que permite o terceiro mandato de Lula - que, é claro, finge-se de indignado em público e esfrega as mãos na companhia de seu staff.
Para o governo e seus aliados, a constatação, dura constatação: não há, no momento, nenhum coelho que não a Dilma e o próprio Lula na cartola mágica da sucessão.
Enquanto os “meigos” que a cercam se debatem sobre o que fazer diante da eventual ausência dela, Dilma confronta-se com o destino.
O destino lhe deu chance de ouro: a presidência da República. E quando ela dá os primeiros passos da caminhada para abocanhar essa chance, caminhada que teve como ponto de partida uma plástica radical para atenuar, na medida do possível, os traços autoritários e o desgaste inevitável da idade em sua face, eis que ela se depara com uma doença de extrema gravidade.
C'est la vie.
As dores fortes das pernas, que a levaram ao hospital, foram atribuídas à suspensão de um remédio que faz parte de seu tratamento quimioterápico. Tudo bem, qualquer tratamento de câncer é doloroso, longo e... imprevisível.
Este é o nó górdio da questão: Dilma está iniciando o tratamento, suas chances de recuperação são altas, mas sua doença é grave. E exigirá um longo e doloroso tratamento. Quanto tempo?
Dilma foi retirada em pouco tempo do traço e elevada para 22% das intenções de voto pela continuidade de sua exposição ao lado do presidente Lula, mas sua popularidade deu um salto depois da publicidade em torno de sua doença.
Dilma é forte, aguerrida e está disposta a tudo para subjugar a doença e dar continuidade ao projeto político de Lula e à sua própria realização pessoal. No entanto...
E é esse "no entanto" que deixa atônita a cúpula de governo, que depositava em Dilma as esperanças de manter-se onde está por mais quatro, oito anos – ou mais, com a eventual volta de Lula ao poder em 2014 ou 2018 -, sendo necessário, para isso, apenas uma troca de comando simbólica.
O PMDB, que há muito perdeu todos os escrúpulos, toma a iniciativa entre os aliados de pressionar por uma alternativa viável a Dilma na contingência do impedimento dela. Enquanto isso, um deputado pau-mandado articula o projeto que permite o terceiro mandato de Lula - que, é claro, finge-se de indignado em público e esfrega as mãos na companhia de seu staff.
Para o governo e seus aliados, a constatação, dura constatação: não há, no momento, nenhum coelho que não a Dilma e o próprio Lula na cartola mágica da sucessão.
Enquanto os “meigos” que a cercam se debatem sobre o que fazer diante da eventual ausência dela, Dilma confronta-se com o destino.
O destino lhe deu chance de ouro: a presidência da República. E quando ela dá os primeiros passos da caminhada para abocanhar essa chance, caminhada que teve como ponto de partida uma plástica radical para atenuar, na medida do possível, os traços autoritários e o desgaste inevitável da idade em sua face, eis que ela se depara com uma doença de extrema gravidade.
C'est la vie.
Dando a mão à palmatória
Esse dia chegaria, e chegou: enfim, concordo com uma frase do Lula.
Em Istambul, entre as tantas pérolas que lançou a uma plateia estupefata de empresários, o presidente justificou sua sequêcia sem fim de viagens ao exterior, afirmando que elas contribuem para diminuir os problemas internos do Brasil.
Concordo e assino embaixo: toda vez que Lula está fora, o Brasil tem um problema a menos!
Em Istambul, entre as tantas pérolas que lançou a uma plateia estupefata de empresários, o presidente justificou sua sequêcia sem fim de viagens ao exterior, afirmando que elas contribuem para diminuir os problemas internos do Brasil.
Concordo e assino embaixo: toda vez que Lula está fora, o Brasil tem um problema a menos!
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