O prefeito de Curitiba e favorito ao governo do Paraná, Beto Richa, está no meio de uma tempestade: sua campanha é acusada de ter recorrido ao "caixa 2" para tirar de combate uns candidatos-chinfrim de um partido-chinfrin, o PRTB, e assim engrossar o seu bloco de apoio na Câmara.
O prefeito, é claro, vai morrer jurando inocência. O que há, por enquanto, de concreto é a gravação levada ao ar no "Fantástico" de domingo. As cenas são claras - e as imagens valem por mil palavras, embora palavras há em abundância. E fica claro que o personagem que aparece distribuindo dinheiro é o mesmo que acionou a filmadora - muy amigo, esse cara.
O mundo inteiro está entrando na investigação: Ministério Público Federal, Ministério Público Eleitoral, Polícia Federal. Mais um pouco e chamam os capacetes azuis da ONU.
Richa nomeou um tal "gabinete de crise", que todas as evidências indicam está agravando no lugar de apaziguar a crise.
O prefeito errou: tem de chamar - e com urgência - o pessoal do PT, especialista em sumir com pistas de dinheiro "não contabilizado" e em emperrar na Justiça processos abertos para investigar denúncias de "caixa 2" (alguém se lembra que a reeleição de Nedson Micheleti - requiescat in pace - em Londrina foi marcada pela denúncia de caixa 2; e indícios havia de sobra? alguém se lembra que o processo foi para a polícia federal? alguém se lembra do que aconteceu? Se não se lembra, saberá agora: nada, não aconteceu nada!).
Ironias à parte, beleza só não faz fartura: se Richa não se safar, e logo, do temporal, ao invés de se molhar, vai se tostar inteiro.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário