A coalizão de centro-esquerda que apoia a presidente argentina Cristina Kirchner perdeu o controle do Congresso nas importantes eleições de meio de mandato. Até o marido de Cristina, o ex-presidente Néstor Kirchner, perdeu a disputa na província de Buenos Aires, onde concorria a uma vaga na Câmara de Deputados.
"A sociedade argentina mandou um recado ao governo", comentou o analista político Rosendo Fraga. "Ele tem de mudar de curso.
Néstor Kirshner fez um governo razoável, ajudado pela conjuntura internacional, que não é mais a mesma agora que sua mulher é sua sucessora na presidência.
Além disso, Cristina enfrentou o escândalo da mala com dólares enviadoso por Hugo Chávez para financiar sua campanha e bateu frente com os sojicultores, que personificam a classe média rural.
Confronto que se desdobrou em outra frente, pois o aumento dos impostos sobre os produtos agrícols foi repudiado pela poderosa classe média urbana. Desse confronto surgiu sua primeira derrota política: o projeto de aumento de impostos foi rejeitado pelo Congresso.
Os Krisher são vítima de seus erros, das circunstâncias e da arrogância. E, também, por não terem criado o Bolsa Família, capazes de mantê-los populares junto à camada mais baixa da populução, que cresce em proporção geométrica, enquanto a classe média vem há pelo menos duas décadas recuando, sufocada pela crise econômica crônica, de um país que se meteu num túnel e não encontra a luz.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
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