sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sobrinho faz fortuna à sombra de Lula

Taiguara Rodrigues dos Santos é filho do irmão da primeira mulher do ex-presidente. De pequeno empresário de Santos, ele se tornou milionário graças a privilégios obtidos na agência do governo para o comércio exterior

Veja

O personagem ao acima, com ar de Che Guevara playboy, se chama Taiguara Rodrigues dos Santos. É figura conhecida na rede de negócios de empresas brasileiras em Cuba, na África e na Europa. Até 2009, ele ganhava a vida em Santos, no litoral de São Paulo, onde se estabelecera como pequeno empresário, dono de 50% de uma firma especializada em fechar varandas de apartamentos. Taiguara tinha uma rotina compatível com seus rendimentos. Seu apartamento era um quarto e sala. Na garagem, um carro velho. A partir de 2009 a vida dele começou a mudar para melhor — muito melhor. De pequeno empresário do ramo de fechamento de varandas, ele se reinventou como desbravador de fronteiras de negócios no exterior. Abriu duas empresas de engenharia e, em questão de meses, fechou negócios em Angola. 

O primeiro contrato no país africano destinava-se a construir casas pré-moldadas e tinha o valor de 1 milhão de dólares, conforme registro no Ministério das Relações Exteriores. No segundo, de 750 000 dólares, comprometia-se a construir uma casa de alto padrão. Até aqui o que se tem é um empreendedor ambicioso que vislumbrou oportunidades de mudar de patamar vendendo seus serviços em países com os quais o governo Lula estabelecera inéditos laços de cooperação comercial. Mas a história de Taiguara é, digamos, bem mais complexa.

Conta o advogado Rafael Campos, representante da proprietária de um imóvel alugado por Taiguara: “Ele me falou que estava indo para a África no vácuo das grandes empreiteiras que expandiam negócios por aquele continente”. A vida além-mar, pelo jeito, ofereceu a Taiguara grandes dificuldades práticas. Tendo recebido o dinheiro, as obras não saíram. Seus clientes angolanos acionaram a Justiça brasileira em busca de reparação, o que combinou com um inferno astral em que ele teve dezenove títulos protestados e passou 25 cheques sem fundos. Se 2009 foi de esperança, os anos seguintes, 2010 e 2011, foram de amargura com o fracasso na África, e Taiguara teve o desgosto adicional de ver seu nome no Serviço de Proteção ao Crédito. Mas...

...a maré mudou, e mais tarde Taiguara reemergiu em glória. Havia comprado uma cobertura dúplex de 255 metros quadrados em Santos, dirigia um Land Rover Discovery de 200 000 reais e tomou gosto por viagens pelas capitais do mundo, hospedando-se sempre em hotéis de alto luxo. VEJA perguntou a Taiguara como ele explica a reviravolta em sua vida empresarial. Não obteve resposta.

Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente. Funcionários do governo e executivos de empreiteiras costumam identificá-lo como “o sobrinho do Lula”. Em 2012, uma de suas empresas de engenharia, a Exergia Brasil, foi contratada pela Odebrecht para trabalhar na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. 

O acerto entre as partes foi formalizado no mesmo ano em que a Odebrecht conseguiu no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) um financiamento para realizar esse projeto na África. Uma coincidência, certamente. Orgulhoso, Taiguara postou fotos das obras na hidrelétrica de Cambambe numa rede social. “E tome água! Vamos gerar energia!”, escreveu. A Odebrecht não quis informar o valor do contrato com a Exergia Brasil, que vigorou em 2012 e 2013. Em nota, disse que segue “padrões rigorosos de contratação de fornecedores, levando em conta sua capacidade técnica, financeira e de execução”.  


(Infelizmente, o restante desta matéria somente na edição impressa ou para assinantes online da revista)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

De fato


Foto tirada hoje pelo ex-presidente Fernando Henrique para ironizar as seguidas acusações de Dilma, que repete Lula, de que a culpa de tudo o que existe de ruim é dele.

De fato, o Real é péssimo!




Dilma e Beto: uma amostra da profundidade do precipício em que se jogaram


A que profundidade do precipício chegou a (im)popularidade de Dilma Rousseff e Beto Richa depois do tarifaço e desastres políticos, guardadas as devidas proporções, promovidos pelos dois nas últimas semanas?

Não foi divulgada ainda uma pesquisa ampla, mas o município de Cambé – 100 mil habitantes e vizinho de Londrina - pode servir de amostragem.  
  
Levantamento do Instituto Multicultural, informa a Folha de Londrina, indica que 73% dos entrevistados não confiam no governador, contra 19% que confiam. Neste caso, 8% não souberam responder. Já no caso de Dilma, o índice é ainda mais grave: 92% disseram não confiar na presidente, 5% dizem confiar e 3% não responderam.


Os governos estadual e federal também obtêm más avaliações dos moradores de Cambé. No caso do Paraná, 58,5% dos entrevistados consideram a gestão ruim ou péssima, contra 17,5% que a veem como regular e 22,5% como bom ou ótimo. Já a gestão petista é considerada ruim ou péssima por 83,5% da amostragem, regular por 8% e boa ou ótima por 6%.

Lula "fica" com Vaccari, mas o tesoureiro foge

Lula considerou “repugnante” a ação da Polícia Federal que saltou o muro da casa do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, depois que ele se negou a abrir o portão.

A PF cumpria mandado de “condução coercitiva” de Vaccari, acusado pelos delatores da Operação Lava Jato de ser o recolhedor do dinheiro sujo do PeTrolão. Ele depôs na sede da PF e - advinhem - negou tudo.

Por que levá-lo na marra se bastava convocá-lo? – queixou-se o ex-presidente.

A afirmação foi feita em Belo Horizonte, na festa-velório dos 35 anos do PT, dia 6. “Na dúvida, fico com o companheiro”, acrescentou Lula. Vaccari, presente ao encontro, foi aplaudido. 

Bastava convocar o tesoureiro do partido, é?

Os fatos desmentem esta afirmação de Lula (como tantas outras...): Vaccari não compareceu ontem à audiência em que é réu do caso Bancoop, a cooperativa fundada pelo PT, e da qual foi dirigente durante dez anos, utilizada para desviar dinheiro para o partido. Vaccari é acusado de estelionato e formação de quadrilha. A cooperativa, que se propunha a construir apartamentos para os bancários, deixou na mão cerca de 30 mil cooperados – mas Lula e Vaccari acabam de receber os deles no Guarujá, com vista para o mar...


... o do ex-presidente é um tríplex, servido com elevador interno!

O vacilo de Beto e a bandeira que o PT espera hastear

O governador Beto Richa reconheceu, em entrevista publicada ontem na Gazeta do Povo, ter errado na condução do “pacotaço”, que pretendeu ter aprovado em regime de toque de caixa pela Assembleia e que, por causa da mobilização de professores e servidores públicos, resultou no “derrotaço”.

É raro testemunhar um governante admitir o erro. Parabéns, Beto. Mas, como dizem os italianos, tra il dire e il fare c’è uma distanza di mare: entre o dizer e o fazer há uma distância oceânica.

Na mesma entrevista, o governador comete dois erros crassos: anuncia que congelará o aumento do seu salário e dos secretários e que reenviará à Assembleia a proposta de alteração do Paraná Previdência. A proposta, entre outras medidas, prevê a fusão do fundo previdenciário com o fundo financeiro e permite a livre utilização do que resultar disso.

Beto errou em relação ao aumento salarial porque não basta congelá-lo: tem de ser revogado para servir de exemplo da austeridade que impôs ao governo e contraponto à tentativa de retirada de direitos do funcionalismo, barrada pelo “derrotaço”.

A fusão e liberdade de uso do fundo previdenciário são a espinha dorsal do levante do funcionalismo, que o governo tentou desarticular após três rodadas de negociação com seus líderes. Evocar seu reenvio à Assembleia aumentou a desconfiança dos servidores em relação às boas intenções manifestadas pelo governo. E dá pretexto para que a greve dos professores continue.

A APP Sindicato, que é movida não apenas por interesses da categoria dos professores, mas, ou principalmente, por sua motivação político-ideológica – é o braço sindical mais poderoso do PT no Paraná –, encontrou nisso uma bandeira valiosa para continuar solapando a já combalida popularidade do governador.

Não se pode, contudo, promover uma greve por antecipação. O projeto tem de voltar à Assembleia, seu teor ser examinado e, se representar uma ameaça ao funcionalismo, este tem o direito de se mobilizar. O primeiro passo é fazer marcação cerrada com os deputados, desde que por vias democráticas.

Se decidir pela continuidade da greve antes mesmo de conhecer o que pretende o governador, o professorado extrapolará os limites de sua justa indignação para se curvar aos objetivos políticos de um partido. Partido que tenta de tudo para desviar a atenção do desastre administrativo, a corrupção, a manipulação inescrupulosa de corações e mentes e a truculência que promove em nível nacional.



A tropa petista obedece o chefe Lula

O Estado de S. Paulo

Após o ex-presidente Lula ter posto lenha na fogueira, pedindo que a companheirada não fugisse do embate com a oposição - mesmo que fosse preciso recorrer à briga -, a tropa petista obedeceu. O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro, e atual prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, postou em sua página no Facebook um texto que exprime bem a autoridade de que o comandante Lula ainda goza perante a sua militância.

Em sua página na rede social, Quaquá escreveu: "Contra o fascismo a porrada! Não podemos engolir esses fascistas burguesinhos de merda! Tá na hora da militância e dos petistas responderam (sic) esses fdps que dão propina ao guarda, roubam e fazem caixa dois em suas empresas, sonegam impostos dão uma de falsos moralistas e querem achincalhar um partido e uma militância que melhorou (sic) a vida de milhões de Brasileiros. Vamos pagar com a mesma moeda: agrediu, devolvemos dando porrada!".

(...) É evidente que o País vive momentos difíceis e atravessa uma séria crise política, econômica, social e também moral. Crise esta que é parte da herança maldita que o PT gerou ao longo dos seus anos no poder federal. Como também é evidente, essa crise não se resolverá pelo conflito ou pela violência, como irresponsavelmente propôs Lula aos seus comparsas no Rio de Janeiro, durante o ato em "defesa" da Petrobrás.


A lógica do conflito, que é sempre excludente, expõe uma visão distorcida da política e da vida social. Instigar o conflito social, como vem fazendo Lula e sendo cegamente obedecido por sua tropa, não acaba com a corrupção, não melhora o emprego, não torna o Estado mais eficiente, não contribui com a educação pública. É tática irresponsável de quem almeja governar sem o controle de instituições democráticas e sem o dever de prestar contas à Nação.

Uma nova versão para as andanças de Janot

Claudio Humberto – Diário do Poder

Perde o sono quem recebe pedidos de reunião do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. É que ele decidiu comunicar pessoalmente a algumas autoridades que elas estão na lista de indiciados da Operação Lava Jato. "Não quero que o senhor(a) saiba pela imprensa ou por qualquer outro meio", diz ele, ao iniciar a difícil conversa. A denúncia será enviada na próxima terça-feira ao Supremo Tribunal Federal.

Flagrante
Janot foi visto ontem saindo do Alvorada, onde Dilma mora, no banco dianteiro, ao lado do motorista. Ele jura que só foi no Palácio Jaburu.

A versão
O Jaburu é a residência do vice-presidente Michel Temer. Mas, e o que Janot foi fazer lá? "Discutir orçamento", disse ele. Ninguém acreditou.

'Inside information'

O encontro – igualmente secreto – de Janot com o ministro da Justiça terá sido para informar José Eduardo Cardozo sobre os indiciamentos.

O PAC se esfarela

O Estado de S.Paulo

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi criado em 2007 pelos bruxos do marketing lulopetista para ser o nome que resumiria o esforço de desenvolvimento do País na nova era inaugurada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Oito anos depois, às voltas com congelamento de verbas e atrasos nos pagamentos para as construtoras, o PAC consolida-se como um dos maiores símbolos do fracasso administrativo dos governos petistas, especialmente o daquela que já foi chamada de "mãe do PAC", a presidente Dilma Rousseff.

Como se sabe, a situação das construtoras no País não anda nada fácil. Desde a deflagração da Operação Lava Jato, que desarticulou um esquema de corrupção envolvendo diretores da Petrobrás e executivos das maiores empreiteiras, essas empresas amargam prejuízos, correm o risco de perder negócios com o governo e tratam de demitir pessoal e reduzir investimentos para enfrentar uma crise que, ao que parece, está só no começo. Já as construtoras médias, que não figuram entre as investigadas na Lava Jato, sofrem mesmo é com a incapacidade do governo Dilma de transformar em realidade aquilo que propagandeia. Como resultado, essas empresas também vêm sendo obrigadas a dispensar centenas de trabalhadores, transformando o PAC em sinônimo de dor de cabeça.


(...) O esfarelamento do PAC, que está em sua segunda fase sem ter terminado as obras da primeira, não parece constranger Lula, criador do programa e da "mãe" do programa. Para o ex-presidente, conforme relataram peemedebistas que com ele se encontraram ontem, está na hora de se pensar num PAC 3. Afinal, o único limite para as imposturas lulopetistas é mesmo a imaginação do chefe.

Bom dia, otários (3): Dilma reduz 60% do Jovens Talentos

É com amor e carinho que dedico esta informação de O Globo a todos e todas que acreditaram em Dilma na campanha e em sua posse, quando ela lançou o lema de seu novo (dess)governo: "Brasil, pátria educadora".

Bom dia, otários e otárias. Mas consolem-se: a culpa é do FHC!

RIO - O Ministério da Educação (MEC) cortou 64,6% (7.109) das 11 mil bolsas previstas para a edição deste ano do programa Jovens Talentos para Ciência. Isso representa um corte de R$ 34,1 milhões dos R$ 52,8 milhões do orçamento previsto para o projeto. O resultado das 3.891 candidaturas homologadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial da União (DOU), com uma semana de atraso. O programa é destinado a estudantes de graduação de todas as áreas do conhecimento e tem o objetivo de incentivar a iniciação científica.

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Bom dia, otários (2): Dilma suspende financiamentos do Minha Casa Melhor


Dedico com amor e carinho esta informação a todos e todas que acreditaram nas promessas de campanha de Dilma, sobretudo naquelas de que ela manteria as conquistas sociais.

Bom dia, otários e otárias. Mas consolem-se: a culpa é do FHC.

Informa O Globo:

BRASÍLIA — Diante do aperto fiscal, o governo decidiu suspender novos financiamentos do programa Minha Casa Melhor, criado dentro do Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O financiamento especial foi criado em 12 de junho de 2013, com uma linha de crédito de até R$ 5 mil por família, para viabilizar a compra de eletrodomésticos e móveis novos pelos beneficiários do programa MCMV, uma das principais bandeiras da presidente Dilma Rousseff durante sua campanha eleitoral à reeleição. Nesta quinta-feira, a Caixa Econômica Federal (CEF) confirmou, por meio de nota, que novos financiamentos serão discutidos no futuro e que os cartões em uso e cujo recurso foi liberado, continuam valendo.

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Bom dia, otários: Dilma limita gastos e reduz o PAC

Dedico com amor e carinho a todos e todas que acreditam no discurso de campanha de Dilma Rousseff.

Bom dia, otários e otárias.

BRASÍLIA - O governo publicou nesta quinta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União, o decreto 8.412, que define limites para gastos discricionários (não-obrigatórios) de cada ministério no primeiro quadrimestre de 2015. De acordo com o texto, o valor máximo que poderá ser desembolsado até abril é de R$ 75,155 bilhões. Deste total, R$ 59,980 bilhões são para despesas de custeio e R$ 15,175 bilhões para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). (O Globo)

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Caminhoneiros causam perplexidade ao Planalto

O Palácio do Planalto afirma, oficialmente, que não está prevista uma revisão das propostas feitas na noite de quarta-feira aos caminhoneiros. Ontem, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, cancelou uma entrevista coletiva que havia convocado para tratar do assunto. A assessoria da Secretaria-Geral afirmou que "a expectativa é de que o movimento de caminhoneiros se dissipe".

Relatos de palacianos, contudo, dão conta de que o Planalto está perdido e tenta apostar no final da paralisação, com base nas conversas mantidas na mesa de negociações nas reuniões da noite de quarta-feira. Só que, apesar das promessas, as lideranças que se sentaram à mesa com o governo não obtiveram apoio de seus liderados e mantiveram pontos de interrupção de rodovias ou se transferiram para outros pontos para não serem penalizados por descumprir ordem judicial.

O Planalto está se vendo em dificuldades porque não tem como interferir no que está efetivamente emperrando as negociações: o valor do preço do frete, pois seria uma interferência no mercado. "Não vamos regular mercado. Há uma regulação livre deste mercado pelo setor privado", disse um assessor palaciano.

O que o governo gostaria que fosse estabelecido é uma espécie de "preço referência de frete", para que se chegasse a um consenso, mas não se conseguiu obter nenhum sinal neste sentido dos responsáveis por definir este preço. Há uma nova reunião marcada para o dia 10 de março, mas o governo não pode esperar este tempo porque, até lá, com a permanência da paralisação das estradas em vários pontos no País, o caos estará instalado.

No Planalto há uma perplexidade em relação ao problema porque o governo está se sentindo de pés e mãos atados, já que as lideranças do movimento são muito difusas e a maior parte das iniciativas, até agora, tem sido em vão. Mais uma vez, todos os esforços do governo para tentar reverter a pauta negativa que toma conta da Esplanada dos Ministérios foram perdidos. (O Estado de S.Paulo)




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Por que o Planalto endurece com caminhoneiros e amolece com o MST?

Minha memória (e o Google concorda com ela) não registra, desde a posse de Lula, qualquer ação do governo federal para desbloquear estradas, vias e prédios públicos e propriedades particulares ocupados pelo MST e pela mais recente coqueluche do petismo, o MTST – Movimento de Trabalhadores dos Sem Teto.

O governo federal aciona a Polícia Federal e ameaça convocar a Força Nacional de Segurança para desbloquear as estradas em que caminhoneiros protestam contra o custo do diesel e dos pedágios, pedem o refinanciamento de seus empréstimos (a que recorreram para comprar seus caminhões) e o aumento do frete. Protestam também contra o (des)governo Dilma Rousseff e a bandalheira disseminada pelo PT nesse país de dimensões continentais e recursos bilionários.

Além disso, o governo quer aplicar multa de R$ 10 mil por hora (!) a cada caminhoneiro que mantiver o bloqueio.

Os caminheiros se insurgem contra o (des)governo e denunciam as falcatruas petistas. A eles, todo o rigor (e mais um pouco) da lei.

Os “sem terra” e “sem teto” são paus mandados do petismo e vão ser utilizados, por ordem e Lula, para se contrapor nas ruas às manifestações pelo impeachment de Dilma.

A eles, tudo... e o afago!

Lula imita Collor e conclama a população a "sair às ruas"

No segundo semestre de 1992, acossado pelo clamor provocado pela descoberta de falcatruas em seu governo, o presidente Fernando Collor fez um discurso histórico: disse que um “golpe” estava sendo urdido contra ele, que governava para os “descamisados”, e conclamou a “maioria silenciosa” a "sair às ruas" com as cores nacionais em defesa do seu governo.

Deu no que deu: dezenas de milhares se vestiram de preto e tomaram as ruas para pedir seu impeachment, consumado em 29 de dezembro.



Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 2015: o ex-presidente Lula pede para que Dilma Rousseff, acossada pelo desastre administrativo que provocou e pelo escândalo do PeTrolão, “erga a cabeça”, repetindo o conselho que dá a todos os acusados de falcatrua. E conclama “o exército do Stédile” – o MST – para sair às ruas “em defesa da democracia”, do projeto de poder do PT, das “conquistas sociais” que “eles” – a “elite” – quer destruir. “Se querem guerra, a terão”, esbravejou. Enquanto falava, a tropa de choque do PT – os PTblocs – agredia manifestantes que, do lado de fora da ABI, onde Lula participava do ato “em defesa da Petrobras”, pediam o impeachment de Dilma.

Dois contextos, personagens diversos... mas Lula imita Collor e lança Dilma e o PT, e ele próprio e seu legado (infamante), no mesmo confronto que levou à deposição do ex-presidente.

No dia 13 de março, “o exército de Stédile” promete sair às ruas para “defender a democracia”, antecipando-se em dois dias à manifestação nacional pelo impeachment de Dilma.

Quem ganhará o embate, primeiro de uma série que promete ser longa e, pela disposição manifestada pelo PT e Lula no Rio, violenta?

“O tempo é o senhor da razão”, disse Collor. Palavras proféticas: deposto por causa de um Fiat Elba, única prova material do crime de que era acusado, ele tornou-se aliado fervoroso do petismo e foi absolvido pelo STF. O PT, seu principal algoz em 1992, é acusado de crimes imensamente mais graves – e continuados – do que ele. Vários de seus líderes foram condenados à prisão por causa do mensalão, que se revelou apenas um exercício para pôr em prática o PeTrolão, o maior ataque aos cofres públicos registrados no período republicano.


O tempo é o senhor da razão. E da infâmia.

A movimentação inquietante (e agourenta) do procurador-geral

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reuniu-se ontem à noite, em seu gabinete, com o ministro da (in)Justiça, José Eduardo Cardozo, que tem dedicados prestimosos esforços para melar a Operação Lava Jato.

Coincidência do encontro: o procurador prepara a denúncia contra os políticos envolvidos no PeTrolão. Esperava-se a revelação dos acusados esta semana, mas ele a adiou para a semana que vem. Por que? Não explicou. Fecha aspas.

O encontro não constava da agenda dos dois. No caso de Janot, o procedimento é incomum; no de Cardoso, têm sido rotineiros esses encontros não agendados, todos, por sinal, relacionados ao PeTrolão...

Hoje pela manhã, vai daqui, vai dali, ambos justificaram: era pra tratar de um projeto na iminência de ser enviado à Câmara sobre a criação de uma subprocuradoria especializada em combater a corrupção (desculpem minha ignorância, mas para que serve o MP senão para isso?)

Então tá. Mas eis que o Ministério da Justiça sai a campo, logo depois, para informar que o motivo da visita foi para prevenir o procurador que a segurança dele está ameaçada por causa da Operação Lava Jato.

Opa, a coisa é grave. Ou melhor, as coisas. A primeira versão, dada por ambos, então é falsa! O procurador-geral e o ministro da (in)Justiça cometeram falso testemunho! E a outra versão, sobre a ameaça à segurança do procurador, idem. Mais que grave: é preocupante.

Mas era necessária uma vista às pressas do ministro ao procurador-geral para isso? Não bastava um telefonema, acompanhado do rol de providências que o Ministério está tomando para garantir a segurança do procurador?

Ele se tornou alvo dos investigados somente agora, por que?

Saltemos essas indagações, pois valores mais altos (ou baixos) se alevantam: Janot foi visto saindo do Palácio do Alvorada por volta das 13 horas, informa o jornalista Claudio Humberto, do Diário do Poder. Confira

O encontro também não estava agendado e surpreendeu os funcionários da Procuradoria da República.

O mistério aumenta.

A movimentação de Janot é inquietante. Que o mau agouro que prenunciam não se concretize.

Planalto ameaça com multa e chama PF para desbloquear rodovias

É a tática da porrada, oficializada - e sacramentada por Lula - na terça-feira, durante ato no Rio "em defesa da Petrobras" promovido pelo PT. Informa a Veja online:

Sem conseguir negociar com os caminhoneiros que bloqueiam estradas do país em diversos estados, o governo determinou que a Polícia Rodoviária Federal multe os motoristas parados nas rodovias. Além de notificá-los pela infração de trânsito, a decisão tem um objetivo mais importante: identificar os líderes do movimento grevista e, assim, permitir a aplicação de multas por desobediência às ordens judiciais que exigem a desobstrução das vias. Nesse caso, o valor a ser pago varia de 5 000 a 10 000 reais por hora. 

A medida anunciada pelo ministro da Justiça, José E duardo Cardozo, foi a solução encontrada pelo governo para permitir a punição dos grevistas, já que não há um sindicato ou entidade juridicamente constituída a ser responsabilizada pelo movimento. "O governo agirá firmemente no cumprimento da lei e das determinações judiciais", disse Cardozo.

O Executivo também determinou que a Polícia Federal abra inquérito para investigar a prática de crimes por participantes do movimento – entre eles, o de obstrução ao trânsito de outros veículos.

O último dado da Polícia Rodoviária Federal é que existem 97 pontos de bloqueio em sete estados.

O ministro da Justiça explicou que o governo negociou com os representantes constituídos da categoria, apesar de integrantes do movimento afirmarem que os sindicatos não os representam. "O governo reitera que a proposta que foi apresentada foi aceita pela maior parte dos trabalhadores", disse ele.

No início da tarde, três representantes do movimento dos caminhoneiros protocolaram um pedido de audiência com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto. Entre eles, está Ivar Schmidt, que esteve com o ministro nesta quarta e rejeitou a proposta do governo. O grupo pede uma redução, ainda que temporária, no valor do óleo diesel.


Hauly recusa passagem grátis para esposa de deputados

Em mensagem telefônica e em sua página no Facebook, o tucano Luiz Carlos Hauly se insurgiu contra a liberação, decidida ontem pela presidência da Câmara, de passagens grátis para esposas de deputados se deslocaram de suas cidades de residência a Brasília e vice-versa.

“Fui contra e sou contra aceitar passagens para esposas e filhos. Não usamos e nem usaremos. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, em quem não votei, mostra desprezo pela opinião e pela moralidade pública”, escreveu Hauly, acrescentando: “Acho mais, de que ele deliberadamente para ajudar Dilma/Lulla, trouxe a Câmara para o centro dos protestos.”

A atitude do deputado merece registro e elogio.

Merece registro também a ressalva, feita hoje por Cunha, que, para, para obter a passagem, a interessada terá que comprovar o casamento com o deputado. “Namorada não terá direito”, garantiu.


Ufa, que bom!

Lula estimula o conflito social

O Estado de S.Paulo

No desespero para salvar o PT de um desastre que a incompetência do governo de Dilma Rousseff torna a cada dia mais grave, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaça incendiar as ruas com "o exército do Stédile", a massa de manobra do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Lula acenou com essa ameaça em evento "em defesa da Petrobrás" promovido na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, pelo braço sindical do PT, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Basta abrir as páginas dos jornais ou assistir ao noticiário da televisão para perceber que a radicalização política começa a levar a violência às ruas das principais cidades do País. De um lado, militantes de organizações sindicais e movimentos sociais, quase sempre manipulados pelo PT, aliados a radicais de esquerda; do outro lado, sectários antigovernistas engajados na inoportuna campanha de impeachment da presidente da República. Esses grupos antagônicos se agrediram mutuamente diante da ABI, pouco antes do evento protagonizado por Lula.

Diante do sintoma claro de que o agravamento da crise política em que o País está mergulhado pode acender o rastilho da instabilidade social, o que se espera das lideranças políticas é que ajam com responsabilidade para evitar o pior. Mas Lula, assustado com a possibilidade crescente do naufrágio de seu projeto de poder, parece disposto, em último recurso, a correr o risco de virar a mesa. Não há outra interpretação para sua atitude no evento.



Receita denuncia André Vargas por ocultar valor de imóvel

Esse Vargas é esperto por um lado e estúpido por outro: compra a casa de um juiz federal e esquece de combinar com ele - que jamais aceitaria, pois é um juiz íntegro - o valor a ser declarado...

Informa a Folha de S.Paulo:

Um relatório da Receita Federal anexado à Operação Lava Jato apontou que o ex-deputado federal André Vargas (sem partido-PR) ocultou do fisco "o real valor" de uma casa adquirida num condomínio residencial em Londrina (PR) no ano de 2011. A divergência, segundo a Receita, foi de R$ 480 mil.

A Receita também concluiu pela "falta de constatação da real fonte de recursos ou origem conhecida" da maior parte do valor pago por Vargas e sua mulher, Eidilaira, pela compra do mesmo imóvel.

Segundo a Receita, Vargas, até o ano passado um dos principais nomes do PT na Câmara, e sua mulher declararam R$ 500 mil na aquisição do imóvel, mas o vendedor do imóvel, o juiz federal Eduardo Fernando Appio, declarou no seu Imposto de Renda que na verdade vendeu a casa por R$ 980 mil.


Em outro ponto do relatório, a Receita levantou dúvidas sobre as receitas obtidas pela empresa de um irmão de Vargas, a LSI Solução em Serviços Empresariais. A firma declarou receita total de R$ 1,49 milhão em 2012, dos quais R$ 1,19 milhão foram declarados como distribuição aos sócios a título de dividendos. A Receita pediu aprofundamento sobre a natureza dos serviços prestados pela empresa.