segunda-feira, 4 de junho de 2012

Temporada de caça

Está aberta a temporada de caça ao mais predador dos seres vivos, o velociraptor (“ladrão veloz”). Ele é muito habilidoso, tem os braços longos e as pernas compridas; ataca sempre em grupos. O velociraptor tem ótima visão e um cérebro bastante desenvolvido. Nome Científico: Velociraptor mongoliensis Época: atual Local em que mais se manifesta: administração pública. Adaptado de: http://www.colegioweb.com.br/historia/velociraptor.html

O patrimônio incompatível de Homero Barbosa

Eis a declaração de bens apresentada ao TRE por Homero Barbosa quando disputou a Prefeitura de Londrina, em 2008: TERRENO QUADRA 4 LOTE 13 NO JD UNIVERSITÁRIO EM LONDRINA R$ 31.100,00 CASA NA RUA SANTIAGO 833 - JD BALA SUÍÇA EM LONDRINA R$ 400.000,00 VEÍCULO GOL 2002/2002 PLCA AKI7341 R$ 20.425,19 CONTA CORRENTE BANCO DO BRASIL R$ 1.154,70 CONTA CORRENTE CAIXA ECONOMICA FEDERAL R$ 4.866,18 PARTICIPAÇÃO CAPITAL SOCIAL DA MEPRESA HBN PROPAGANDA E PROMOÇÕES LTDA - CNPJ 81.886.269.0001-19 R$ 2.970,00 PARTICIPAÇÃO DE 75% DO CAPITAL SOCIAL DA EMPRESA RÁDIO BRASIL SUL LTDA - CNPJ 77.431.476.0001-01 R$ 247.500,00 APARTAMENTO Nº 104 NO RESIDENCIAL RENOIR NA RUA ESPIRITO SANTO Nº 1846 LONDRINA - PR R$ 12.364,00 APARTAMENTO Nº 107 NO RESIDENCIAL TOP LIFE NA RUA PIO XII Nº 766 - LONDRINA - PR R$ 24.301,20 TOTAL R$ 744.681,27 Não há, portanto, compatibilidade com sua intenção de adquirir, por R$ 4,5 milhões, uma rádio em Apucarana, oferecendo apenas imóveis para fechar o negócio. A conclusão é óbvia: ou ele sonegou capital ao fazer a declaração ou acumulou capital - ilicitamente - no exercício do mandato de prefeito. --- Conferir declaração em: http://www.tse.jus.br/sadEleicaoDivulgaCand2008/gerenciarregistrocandidatura/manterCandidato!mostrarRegistroCandidatura.action?codigoUECandidato=76678&sqCandidato=11108

Réu confesso

O (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina admitiu o interesse em comprar uma emissora de rádio em Apucarana. Ele não revelou o valor, mas ressalvou: não ia entrar dinheiro no negócio, apenas imóveis. "É bom frisar que essa negociação, nós tivemos com a emissora de rádio da cidade de Apucarana, nós não conseguimos prosperar porque nessa negociação a proposta envolvia imóveis em uma sociedade e não entrava dinheiro", disse ele à emissora de sua propriedade, a Brasil Sul (informação de odiario.com). Remember: O Ministério Público descobriu o interesse de Homero, sua intenção de associar-se a Sérgio Malucelli no empreendimento, e que o valor do negócio era de R$ 4,5 milhões. O interesse de Homero foi confirmado por Baltazar Eustáquio de Oliveira, proprietário da rádio - Tribuna FM -, que confirmou também a proposta inicial de que um apartamento em Curitiba seria dado como parte da entrada, oferta que ele recusou. E tudo isso foi confirmado por Malucelli. Eustáquio disse também que, após sua recusa, o negócio foi fechado em R$ 2,2 milhões de entrada e R$ 2,3 milhões em 24 prestações. E então Malucelli tirou o corpo, mas Homero Barbosa disse que faria a compra sozinho, mas o negócio não se efetivou. "Eu não posso negar que sou amigo do Sérgio Malucelli", reconheceu Homero, que, no entanto, não comentou a segunda proposta (em dinheiro) nem a saída de Malucelli do negócio. " (...)é só verificar a evolução do meu patrimônio", disse ele para enfatizar que a transação envolvia somente imóvel. Esta última afirmação deixa Homero Barbosa em situação delicada junto ao Ministério Público, que investiga se a evolução do patrimônio dele não configura enriquecimento ilícito. Como ele poderá explicar que dispõe de imóveis no valor de R$ 4,5 milhões, se a declaração de bens, feita ao se apresentar como candidato a prefeito, quatro anos atrás, está longe deste valor? Ao proclamar inocência, Homero Barbosa tornou-se réu confesso.

Imagina...

"Dilma é romântica e gosta de sonhar", revelou a Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, seu ex-marido Carlos Araújo. Fico cá a pensaire com meus botões: imagina se não fosse!

Blogger versus Twitter

Por determinação voluntariosa, inconcebível e inexplicável dos programadores do Blogger, que hospeda este blog, tornou-se impossível separar os textos em parágrafos. Talvez seja um claro recado para que se escreva menos... mas quando eu quiser escrever menos, vou para o Twitter!

Uma pista para a CEI da Educação

Os integrantes da Comissão Especial de Investigação sobre as falcatruas praticadas pela Secretaria de Educação de Londrina receberam no final do semana uma intrigante informação sobre a composição societária e relações não republicanas de algumas empresas envolvidas na comercialização do primeiro lote de uniformes escolares para a Prefeitura de Londrina. Os uniformes foram comprados na modalidade "carona" - dispensando, assim, licitação -, procedimento que foi condenado pelo TCE e motivou a abertura de um procedimento pelo Ministério Público. A dispensa de licitação foi defendida publicamente pelo (cada vez mais por enquanto) prefeito Homero Barbosa, que mandou o Núcleo de Comunicação divulgar release contestando a reprovação do TCE. Segundo o ex-secretário Márco Cito, Homero não apenas sabia, como autorizou a dispensa de licitação. A suspeita de superfaturamento é ululante. A informação enviada à Câmara baliza o turtuoso caminho percorrido para a compra dos uniformes.

sábado, 2 de junho de 2012

A comédia pastelão de Homero Barbosa & cia.

A série escabrosa de escândalos que tem como protagonista o (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, a primeira-dama Ana Lauro Lino e assessores do círculo íntimo de ambos tem sido pródiga em produzir fatos dignos de uma comédia pastelão. Vamos a alguns: 1. A Folha de Londrina informa hoje sobre um empréstio de R$ 1 milhão feito no final de 2010 pelo empresário Sergio Malucelli a Homero. O empréstimo foi garantido por uma promissória assinada pela primeira-dama, e até hoje não foi pago. O empréstimo serviu para que Homero pagasse propina a dois deputados federais, sem ligação nenhuma com Londrina, que enxertaram emendas no Orçamento Federal em benefício de Londrina (sic), no valor de R$ 18 milhões. Este procedimento, que embute o desejo de se apropriar de todo ou parte dos R$ 18 milhões, contém três absurdos: a) pagamento antecipado de propina b) assinatura de nota promissória c) não pagamento do empréstimo, despertando a ira do credor. Textos completos em:(http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--343-20120602 e http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1--347-20120602) 2. Propina de R$ 20 mil destinada a Homero e Ana Laura, extorquida do Instituto Atlântico (era parte dos R$ 300 mil exigidos), foi paga com cheque de um empresário. 3. O "publicitário" Ruy Nogueira, que trabalhou na campanha eleitoral de Homero, é acusado de cobrar do mesmo Instituto Atlântico outros R$ 300 mil por ter intermidiado sua contratação pela Prefeitura de Londrina. O Atlântico se recusa a pagar, Nogueira move uma ação na Justiça! Eureca: Uma ação na Justiça para cobrar propina! 4. Roberto Coutinho Mendes presidia o Sercomtel quando sacou de sua conta pessoal e na agência bancária da empresa R$ 5 mil para completar os R$ 20 mil entregues ao vereador Amauri Cardoso para suborná-lo (o vereador denunciou a falcatrua). O dinheiro foi sacado na agência bancária do Sercomtel, diante de câmaras e vigilantes, e entregue ali mesmo a Alysson Carvalho, que o repassou a Ludovico Bonato, que o entregou a Cardoso... 5. O vereador abordado pertencia ao PSDB, adversário ferrenho de Homero, e havia assumido como suplente há pouco mais de um mês. E não tem uma mancha sequer em sua biografia... 6. André Nadai, presidente da CMTU e protagonista de outra série de escândalos, compra um apartamento por R$ 350 mil, escritura-o pela metade do valor e conserva o contrato de compromisso com o valor integral... o Gaeco apreende os documentos, o processa por sonegação e investiga a origem do dinheiro! 7.O (cada vez mais por enquanto) prefeito tenta comprar, sem dispor de lastro financeiro, uma rádio na surdina e a negocia em seu próprio nome...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Ordem dos Advogados do Barbosa

"Como uma entidade apartidária, a OAB defende a legalidade do estado de direito e das garantias individuais dos direitos do cidadão. Não analisamos as questões de provas das investigações, isso cabe à CP. Buscamos apenas a garantia que a Constituição Federal concede a todo cidadão brasileiro. Respeitamos a Câmara Municipal e o executivo, que goza da presunção da inocência." Este é um trecho, talvez o mais significativo, da manifestação do presidente da OAB de Londrina, Elizandro Pellin, feita aos membros da Comissão Processante da Centronic. A informação é do portal o diario.com, que a atribui à Rádio Brasil Sul. Esta é a primeira tomada de posição oficial de um dirigente da OAB no contexto da cachoeira de escândalos que leva de roldão o (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa e seus assessores de confiança. Oficial porque ela foi feita pelo presidente da entidade, que se apresentou em nome dela. Achei que, por pertencer a Homero Barbosa, a Brasil Sul tivesse distorcido ou editado as palavras do presidente da OAB. Consultando o portal bonde.com, encontrei este complemento: "As instituições em Londrina estão funcionando e a Câmara de Vereadores tem um papel fundamental neste momento. Não queremos sacrifícios, e sim que a verdade e a justiça sejam praticadas em todos os aspectos legais. Neste sentido a Comissão Processante da Câmara de Vereadores pode contar com o apoio irrestrito da OAB". As duas manifestações se equivalem. Defendem o estado de direito, pedem que a Câmara se restrinja à legalidade ao julgar Homero (sendo que a Câmara é um fórum eminentemente político) e que se esclareça a verdade para que se pratique a justiça, partindo do pressuposto que o réu é inocente. Nem o senhor Óbvio Ululante seria tão eloquente! Em nenhum momento há referência às denúncias contra Homero e a "organização criminosa" que agia em seu círculo íntimo para preservar o mandato dele, ameaçado de cassação. Em nenhum momento o senhor Pellin se disse indignado por essas denúncias. Por não encontrar outras referências à manifestação de Pellin, baseio-me nessas duas fontes para concluir: ao visitar a Câmara em nome da Ordem dos Advogados do Brasil, o senhor Pellin comportou-se, de fato, como representante da Ordem dos Advogados do Barbosa. --- Sou fã do programa Sons do Minuano, que Pellin apresenta aos domingos pela manhã na UEL FM. Baita programa, chê! Mas em protesto, e com muita dor neste peito dilacerado pela decepção, não o ouvirei no próximo domingo... Sinto-me como o Gaúcho Triste, de Teixeirinha. http://youtu.be/8Ob0ZDamzvs

Estava demorando: e eis mais um escândalo!

Estava demorando: desde quarta-feira, quando a ex-secretária de Educação de Londrina, Karin Sabec, acusou o (cada vez mais por enquanto) prefeito Homero Barbosa de estar envolvido na maracutaia da compra dos milhares de exemplares da coleção "Vivenciando a Cultura Afro-brasileira e Indígena", que causou um prejuízo de R$ 621 mil à Prefeitura. Quinta nada, a sexta- feira avança... e eis que o portal odiario.com informa que Homero Barbosa e o empresário Sergio Malucelli, gestor do Londrina Esporte Clube, associaram-se para comprar, por R$ 4,5 milhões, uma rádio de Apucarana. Parte do dinheiro para a entrada, R$ 1 milhão, teria sido concedido pela empresa Vega-Sopave para que faturasse a "licitação" para coletar lixo por cinco anos, ao módico preço de R 126 milhões...(a licitação foi embargada pela Justiça.) Mais: Malucelli deu o cano hoje ao Gaeco. Havia se comprometido a depor, e agora será notificado. Neste caso, o tema central é outro: o que fazia esse próspero empresário no gabinete do (cada vez mais por enquanto) prefeito na hora em que Marco Cito e Ludovico Bonato foram presos em flagrante por tentarem subornar o vereador Amauri Cardoso? O gabinete foi o local de encontro dos membros da "organização criminosa", segundo o Gaeco, pouco antes do flagrante. Organização composta também por Alysson Carvalho, então diretor do Sercomtel, e Rogério Ortega, chefe de Gabinete, e Roberto Coutinho, presidente do Sercomtel, e o vereador Eloir Valença (os dois últimos em liberdade). Carvalho obteve R$ 5 mil de Coutinho para inteirar os R$ 20 mil oferecidos a Cardoso. E os outros R$ 15 mil, quem foi o mecenas da pilantragem que os forneceu?

"Enrolation"

Nilton Santos, o aposentado que teve o infortúnio de encontrar-se com o (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, num cruzamento da BR-369 no final de outubro do ano passado, acreditou. Acreditou que, ao ser recebido por Homero Barbosa ontem pela manhã, finalmente teria início o tão esperado acordo que permitisse a reforma de seu carro. Carro que está parado desde então, pois o aposentado não tem dinheiro para cobrir as despesas. Entrou esperançoso,saiu desgostoso. Segundo ele, o (cada vez mais por enquanto) prefeito não deu a menor para o seu drama. Disse apenas que o recebera para conhecê-lo... pessoalmente (e em seu gabinete, local mais do que impróprio, pois é destinado a assuntos oficiais, não para tratar de pendengas pessoais do chefe de turno do Executivo). A tática do "enrolation" praticada por Homero Barbosa poderá lhe custar ainda mais caro. Pois agora o aposentado não quer apenas indenização que permita a reforma de seu carro. Quer ser indenizado por danos morais.

Roubaram a calcinha do nobre colega!

Quinze dias atrás um deputado deixou cair, do bolso do paletó, uma calcinha no plenário da Câmara. Folha de S. Paulo: Alertado, um assessor do presidente da Casa, Marco Maia (PT-RS), recolheu a calcinha, a colocou em um envelope e indicou que levaria para o departamento de achados e perdidos. Em mais um daqueles mistérios do Parlamento, contudo, a seção nunca a recebeu. Pois é, não respeitam nem a calcinha do nobre colega! Texto completo em: http://www1.folha.uol.com.br/poder/1098063-deputados-procuram-dono-de-calcinha-perdida-na-camara.shtml

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Homero NEGO!

De tanto repetir "eu não sabia", "eu não li", "não sei de nada", "não fui eu", o (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto, pode reivindicar, e com justiça, a alteração de seu sobrenome para Homero Barbosa NEGO! (Essa é uma variante de outro nome ao qual também faz jus devido às polêmicas que provoca: oNERO Barbosa Neto... ... que também pode ser atribuído em decorrência de sua inclinação para onerar os cofres públicos com compras e contratos de serviços com valores superfaturados, vide kits e uniformes escolares, livros racistas, empresas de vigilância, etc.)

Londrina: Junker deverá disputar Prefeitura pelo PSDB

O engenheiro e professor universitário Junker de Assis Grassioto deverá disputar a Prefeitura de Londrina este ano pelo PSDB. Ele lançou seu nome há duas semanas, em carta ao partido, e na noite de quarta-feira foi informado pelo secretário do PSDB, Joselito Hajjar, que seu oferecimento havia sido acolhido pela maioria dos convencionais. Sua candidatura, segundo Hajjar, tem o apoio do senador Álvaro Dias, que vota em Londrina. Não está definida a data da convenção do PSDB que homologará candidatura própria ou coligação. O prazo final para a definição dos partidos é 30 de junho. O PSDB concorreu nas últimas quatro eleições com o deputado federal Luiz Carlos Hauly, atual secretário estadual da Fazenda. Hauly não disputará este ano. Com a recusa dele, o PSDB estava se inclinando para se aliar a Marcelo Belinati, cujo partido, PP, integra a coligação que elegeu Beto Richa governador. Marcelo é sobrinho de Antonio Casemiro, também do PP, que foi prefeito de Londrina três vezes, mas não concluiu a última: foi cassado em junho de 2000. Antonio Belinati venceu a última eleição para prefeito, mas não assumiu por decisão do TSE. A aproximação com o grupo político de Belinati desagradou um setor do PSDB, que o considera o principal adversário do partido. Junker foi secretário de Obras na gestão de Wilson Moreira (1983-88), prefeito que se notabilizou pela eficiência de gestão e obras de grande porte, entre elas o Terminal Urbano, conclusão da rodoviária e construção da avenida Leste-Oeste. Na penúltima eleição para a Prefeitura e poucos meses antes de morrer, Moreira apoiou Nedson Micheleti, do PT - outro adversário histórico do PSDB - que disputava o segundo turno com Belinati. Micheleti venceu. Junker reside em Londrina desde a década de 1950 e nunca disputou uma eleição. Na interinidade de José Roque Neto na chefia do Executivo londrinense (janeiro a abril de 1009), Junker foi secretário de Obras e presidente do IPPUL.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Até que enfim! (2)

Sete meses depois de ter se envolvido num acidente de trânsito com o advogado Nilson Silva, o (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, concordou em negociar a reparação dos danos causados ao veículo do outro. Silva, que não conseguiu arrumar o carro até agora, diz que Barbosa furou o sinal; Barbosa, que jamais erra, diz que o culpado é o outro. Mas, enfim, Homero Barbosa se comprometeu a recebê-lo amanhã, quinta-feira, às 7h30 em... seu gabinete! Pô, gabinete é para tratar de assuntos oficiais! O acidente envolveu o carro particular de Homero, quando ele transportava a família para casa após compromisso particular.

Até que enfim! (1)

Karin, Karin Demorou, demorou mas você contou. Até que enfim!

Homero Barbosa, aguenta mais esta!

Ontem foi Marco Cito, ex-secretário de Governo e de Gestão, responsabilizando o (cada vez mais por enquanto) prefeito de Londrina, Homero Barbosa, pela compra da coleção "Vivenciando a Cultura Afro-Brasileira", recolhida a mando do Ministério Público por causa de seu conteúdo impróprio. A compra custou R$ 620 mil. A Prefeitura pagou o valor integral, embora a editora, com sede em Itabuna (BA), tenha oferecido 18% de desconto. E hoje foi Karin Sabec, ex-secretária de Educação, que também apontou a responsabilidade de Homero e responsabilizou também o ex-chefe de Gabinete Fábio Góes, coincidentemente baiano - e foragido desde que foi acusado de participar da quadrilha que fraudava recursos destinados à Saúde. Karin e Cito respondem a ação por improbidade administrativa por causa dessa compra (e também pela de uniformes, feita de maneira irregular e com suspeita de ter sido superfaturada). Eles são as principais testemunhas da Comissão de Investigação da Câmara criada para investigar essas irregularidades. Até agora, ambos mantinham longe do imbróglio o (cada vez mais por enquanto) prefeito. Mas Cito está preso, acusado de participar da "organização criminosa" que subornou vereadores para preservar o mandato de Homero. E Karin, afastada da Secretaria, numa manobra para baixar a poeira, e transferida para uma assessoria especial no Sercomtel, agora tem pouco a perder: voltou à condição de servidora pública de carreira, pois a direção da Sercomtel a exonerou. Portanto, surge a possibilidade de mais uma ação por improbidade administrativa contra Homero Barbosa. E de mais uma Comissão Processante. Que talvez venha a ser desnecessária, pois Homero Barbosa está na iminência de ser cassado por outra falcatrua pela qual é responsabilizado - o caso Centronic.