sábado, 31 de janeiro de 2015

PeTrolão: as digitais do tesoureiro do PT

Investigações se aproximam de João Vaccari Neto a partir da inclusão da empreiteira Schahin no inquérito da Lava Jato. O petista seria o elo com a empresa suspeita de ter integrado o esquema de desvio de recursos da Petrobras para irrigar os cofres do PT. E o ex-deputado André Vargas incluiu Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann na lista de "amigos" da empreiteira

Istoé

Na terça-feira 27, a Polícia Federal abriu dez novos inquéritos contra empreiteiras citadas no Petrolão. São suspeitas de conluio em licitações e pagamento de propina a políticos e executivos. Dentre elas, atrai especialmente a atenção da força-tarefa da Operação Lava Jato o grupo Schahin. Fundado pelos imigrantes sírios Salim e Milton Taufic Schahin, o grupo se originou numa corretora de valores, evoluiu para empreendimentos imobiliários e hoje atua em todos os setores estratégicos da economia, como telecomunicações, produção e transmissão de energia, infraestrutura portuária e até exploração de petróleo do pré-sal.

Uma das estrelas petistas mais próximas dos irmãos Schahin é o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que, agora, corre sério risco de virar réu na Justiça Federal do Paraná. Com base na recente delação do ex-gerente de Engenharia da Petrobras Pedro Barusco e em depoimentos de outros investigados, como o ex-diretor internacional da estatal Nestor Cerveró, que foi preso no início do mês, a PF suspeita que o grupo Schahin tenha integrado o esquema de desvio de recursos da Petrobras e de outras obras públicas para encher os cofres do PT. Os contratos da Petrobras com o grupo empresarial preveem o arrrendamento de plataformas e navios-sonda de exploração em águas ultraprofundas. No total, a Schahin teria recebido US$ 15 bilhões pelos contratos. Indícios levantados pela PF sugerem que o dinheiro desviado percorreu uma rota internacional complexa, escoando por meio de mais de uma centena de contas bancárias distribuídas em quase 50 offshores em uma dezena de diferentes paraísos fiscais, como Panamá, Suíça, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Marshal, Cayman e Luxemburgo. “A engenharia financeira criada pelo grupo Schahin para os contratos com a Petrobras é uma espécie de cebola, com várias camadas até o seu núcleo.


(...) No final de 2012, o publicitário Marcos Valério procurou um acordo tardio de delação premiada para tentar reduzir sua condenação no processo do mensalão. Ofereceu ao MPF denúncia-bomba de que a cúpula do PT teria recorrido a um empréstimo de R$ 6 milhões do Banco Schahin para comprar o silêncio de um empresário de Santo André que ameaçava envolver Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho na morte do ex-prefeito Celso Daniel. Segundo Valério, a ajuda de Schahin rendeu ao grupo os gordos contratos de arrendamento de sondas à Petrobras. Em abril do ano passado, para tentar preservar o mandato parlamentar e evitar a expulsão do PT, o então deputado federal André Vargas envolveu o nome da Schahin com o casal Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann em negociatas na hidrelétrica de Itaipu. Coincidência ou não, Gleisi foi tesoureira da usina e até dias atrás Vaccari tinha assento no conselho de administração.

A jogada de Aécio Neves

Além de fortalecer a aliança com o PSB e sinalizar à opinião pública a oposição ao governo, o presidente do PSDB, Aécio Neves, quer levar a eleição para a presidência da Câmara para o 2º turno. Na oposição, a postura do tucano é vista como a de quem quer ter os louros de uma vitória do líder do PMDB, Eduardo Cunha. Se este vencer de primeira, Aécio não ganha, mas, se for no 2º, o tucano pode vender a versão de que foi decisivo. 

Ilmar Franco, de O Globo, sobre o "pito" que Aécio deu ontem aos tucanos para que votem em Júlio Delgado (PSB) para a presidência da Câmara:

Beto prepara novo capítulo do “pacote de maldades”

O governador Beto Richa (PSDB) envia, no começo da próxima semana, mensagens para a Assembleia Legislativa que ampliam o que ficou conhecido como “pacote de maldades”. As medidas, embora ainda não detalhadas, tratam do corte de custeio da máquina pública.


Chefe da Casa Civil, Eduardo Sciarra (PSD) afirmou logo após a primeira reunião do novo secretariado, há dez dias, que seria necessário “ajustes nas folhas de pagamento”. Pelo o que a Gazeta do Povo apurou, o pacote inclui cortes de gratificações pagas a servidores e a redução na contratação de comissionados – todos os secretários receberam a ordem para não ampliar as equipes de trabalho. (Gazeta do Povo)

Dívida de curto prazo do PR chega a R$ 1,2 bilhão

Relatório publicado ontem pelo governo do Paraná em Diário Oficial mostra que a dívida de curto prazo do estado aumentou ao longo de 2014. No final de 2013, o débito estava em R$ 1,1 bilhão. Ao fim de dezembro de 2014, o montante chegou a R$ 1,2 bilhão – um aumento de 9% ao longo de doze meses. O número é mais um indicativo dos problemas de caixa que o Executivo enfrenta no início da nova gestão de Beto Richa. (Gazea do Povo)

“Eminência parda” da Câmara deve assumir Escritório do Paraná em Brasília

O secretário-geral da Câmara dos Deputados, Mozart Vianna (foto), 63 anos, deve ser o novo secretário do Escritório de Representação do Paraná em Brasília. Mozart é uma das figuras mais respeitadas nos bastidores do Congresso Nacional – foi braço-direito de 12 ex-presidentes da Casa. Ele se despede da Câmara no domingo, após 24 anos no cargo (o maior da Câmara, responsável por auxiliar a condução das sessões em plenário).

A sugestão do nome de Mozart foi feita pelo deputado federal Ricardo Barros (PP) ao governador Beto Richa (PSDB). O cargo é tido como estratégico na relação com o governo federal. Recentemente, Mozart, que é mineiro, também foi chefe de gabinete do senador Aécio Neves (PSDB). O atual secretário é Amauri Escudero, que deve seguir nas funções até a troca e, depois, assumir outro cargo no estado.(André Gonçalves - Gazeta do Povo)




Pequenos acionistas já sentem o prejuízo nas suas economias

RIO e SÃO PAULO - A extensão da crise na maior empresa do país ainda parece longe de ser medida. Mas um grupo considerável de brasileiros tem a exata noção do prejuízo pessoal que a sucessão de escândalos pode ocasionar. São pequenos investidores, que apostaram parte das economias de uma vida inteira em ações da Petrobras e hoje veem o patrimônio derreter. Apesar da perplexidade com o cenário, muitos mantêm a esperança de que o cenário se reverta.

(...) Outra aposentada, de 64 anos, do Paraná, decidiu entrar na Justiça pedindo indenização para reparar o prejuízo que teve com a queda do preço das ações da companhia. Empresária do ramo de turismo até 2010, ela trabalhava mais de 12 horas por dia e decidiu mudar de vida após perder um filho em um acidente de moto. Queria trabalhar menos e viver de renda.

Vendeu a agência e, como já aplicava na Bolsa de Valores, através de um homebroker, escolheu os papéis de três empresas para receber bons dividendos, além de esperar ganhar também com a valorização das ações. A maior parte do dinheiro, R$ 260 mil, foi aplicada em dez mil ações da Petrobras. Hoje, esses papéis valem pouco mais de R$ 80 mil.


— Perdi a maior parte do meu patrimônio — disse a aposentada ao GLOBO, pedindo para que sua identidade não seja revelada. — Voltei a fazer terapia. Foi um novo baque em minha vida.

Petrobras atinge o menor valor em mais de 11 anos

As ações preferenciais (sem direito a voto) da estatal caíram (na sexta-feira) 6,51%, cotadas a R$ 8,18, menor valor desde 10 de novembro de 2003, quando encerraram valendo R$ 8,07. As ordinárias (com direito a voto) recuaram 5,07%, a R$ 8,04.

— O que ocorre é que a Petrobras está contagiando o mercado. É a maior empresa do país e foi rebaixada. Isso aumenta a percepção de risco por parte dos investidores — afirmou Marco Aurélio Barbosa, analista da CM Capital Markets.

Essa derrocada nas ações da Petrobras reflete diretamente no valor de mercado da empresa. Ao final dos negócios, segundo dados da Bloomberg, ela estava avaliada em R$ 105,662 bilhões, um recuo de R$ 6,393 bilhões. No ano, a empresa já perdeu R$ 21,843 bilhões de seu valor na Bolsa, uma queda de 17,1% em relação aos R$ 127,505 bilhões do final de 2014. (O Globo)

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Fornecedora do pré-sal terá ajuda do governo para "sair da UTI"

Ecos de um descalabro administrativo e da arrogância petista, que insiste no programa de "nacionalização" da indústria petrolífera - mais caro que o estrangeiro e incapaz de se firmar com as próprias pernas. A Sete Brasil, da qual o governo brasileiro é o maior acionista, poderia incorporar dois números à sua logomarca: o 1 antes e outro depois sete! Uma sonda afundou - acidentalmente - durante o governo FHC - lamentável. O PT está afundando, por má gestão, uso político e usufruto financeiro, toda a Petrobras. Imperdoável!


Diante do agravamento da crise na indústria naval provocada pelo escândalo da Petrobras, o governo conseguiu finalizar os últimos detalhes da operação de socorro à Sete Brasil e assina na próxima semana pelo menos três contratos para financiamento de construção de sondas de perfuração de águas profundas. A informação é da Folha de s.Paulo.

Segundo um assessor presidencial, a operação vai "tirar a Sete da UTI", maior fornecedora de sondas da Petrobras na exploração do pré-sal, em dificuldades financeiras e com dívidas em atraso até dezembro passado num total de R$ 800 milhões.

O fechamento da operação veio depois de pressões do Planalto reveladas pela Folha. A presidente Dilma passou a acompanhar de perto as negociações para assinatura dos contratos, depois de convocar no dia 14 os presidentes do BNDES, Luciano Coutinho, e do BB, Aldemir Bendine, para destravar as operações, aprovadas desde o início de 2014.

O socorro para a Sete virou prioridade para a presidente diante do risco de quebra não só da empresa como dos estaleiros contratados por ela para construção das sondas, já em fase de produção. A maior parte já está com pelo menos metade concluída.




Gasto de R$ 251 bi com juros pagaria uma década de Bolsa Família

Investimento no Minha Casa, MInha Vida
equivaleu ao gasto para manter cotação do dólar
A administração petista expandiu programas sociais e investimentos no ano eleitoral de 2014, mas, entre as maiores despesas federais, a que mais cresceu foi o pagamento de juros da dívida. A informação é da Folha de S.Paulo.

Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (30), o governo Dilma Rousseff entregou R$ 251,1 bilhões no ano passado aos credores da União, numa expansão de 35,1% em relação aos R$ 185,8 bilhões do ano anterior.

O montante bastaria para quase uma década de benefícios do Bolsa Família, a principal marca das políticas oficiais de combate à miséria.

Da cifra, só os R$ 17,3 bilhões em despesas financeiras destinadas a conter a alta do dólar são praticamente equivalentes ao total destinado ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, outra vitrine do Executivo.

O aumento dos gastos com juros superou os dos investimentos em infraestrutura e dos programas mais tradicionais de transferência de renda, como os de previdência, assistência social e amparo ao trabalhador.



Empreiteiras querem levar Lula e Dilma à Justiça

Presos desde novembro, empreiteiros negociam delação premiada
Com os processos da Operação Lava-Jato a caminho das sentenças, as empreiteiras querem Lula e Dilma junto com elas na roda da Justiça


Rodrigo Rangel, Robson Bonin e Bela Megaele - Veja


 Há quinze dias, os quatro executivos da construtora OAS, presos durante a Operação Lava-Jato, tiveram uma conversa capital na carceragem da polícia em Curitiba. Sentados frente a frente, numa sala destinada a reuniões reservadas com advogados, o presidente da OAS, Léo Pinheiro, e os executivos Mateus Coutinho, Agenor Medeiros e José Ricardo Breghirolli discutiam o futuro com raro desapego. Os pedidos de liberdade rejeitados pela Justiça, as fracassadas tentativas de desqualificar as investigações, o Natal, o réveillon e a perspectiva real de passar o resto da vida no cárcere levaram-nos a um diagnóstico fatalista. Réus por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, era chegada a hora de jogar a última cartada, e, segundo eles, isso significa trazer para a cena do crime, com nomes e sobrenomes, o topo da cadeia de comando do petrolão. Com 66 anos de idade, Agenor Medeiros, diretor internacional da empresa, era o mais exaltado: “Se tiver de morrer aqui dentro, não morro sozinho”.

A estratégia dos executivos da OAS, discutida também pelas demais empresas envolvidas no escândalo da Petrobras, é considerada a última tentativa de salvação. E por uma razão elementar: as empreiteiras podem identificar e apresentar provas contra os verdadeiros comandantes do esquema, os grandes beneficiados, os mentores da engrenagem que funcionava com o objetivo de desviar dinheiro da Petrobras para os bolsos de políticos aliados do governo e campanhas eleitorais dos candidatos ligados ao governo. É um poderoso trunfo que, em um eventual acordo de delação com a Justiça, pode poupar muitos anos de cadeia aos envolvidos. “Vocês acham que eu ia atrás desses caras (os políticos) para oferecer grana a eles?”, disparou, ressentido, o presidente da OAS, Léo Pinheiro. Amigo pessoal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos tempos de bonança, ele descobriu na cadeia que as amizades nascidas do poder valem pouco atrás das grades.


Na conversa com os colegas presos e os advogados da empreiteira, ele reclamou, em particular, da indiferença de Lula, de quem esperava um esforço maior para neutralizar os riscos da condenação e salvar os contratos de sua empresa. Léo Pinheiro reclama que Lula lhe virou as costas. E foi dessa mágoa que surgiu a primeira decisão concreta do grupo: se houver acordo com a Justiça, o delator será Ricardo Breghirolli, encarregado de fazer os pagamentos de propina a partidos e políticos corruptos. As empreiteiras sabem que novas delações só serão admitidas se revelarem fatos novos ou o envolvimento de personagens importantes que ainda se mantêm longe das investigações. Por isso, o alvo é o topo da cadeia de comando, em que, segundo afirmam reservadamente e insinuam abertamente, se encontram o ex-presidente Lula e Dilma Rousseff.

(O restante da reportagem... só na edição impressa ou digital, para assinantes)


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Perto da ruína, alguma sensatez da Petrobras

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo

À beira da ruína, a Petrobras começa a recuperar a lucidez. Aliás, seria um tanto mais justo dizer que o governo soltou algemas da empresa, que, no entanto, ainda não foi libertada do cárcere da má administração pública federal. A empresa vai passar o facão nas despesas, vai juntar quanto dinheiro puder, ficando um tanto menor do que o governo a imaginava, em parte de modo delirante.

Note-se que, de 2010 para 2014, o endividamento relativo da empresa (ponderado pela receita) foi multiplicado por quase cinco.

A Petrobras enfim deixa um pouco mais claro como vai ser o seu "ajuste". Faz tal coisa à maneira dos governos federal e estaduais, que procrastinaram ou procrastinam até o abismo em vez de tomar medidas a fim de evitar a falta de água, luz e dinheiro no caixa.

Em entrevistas na tarde de ontem, a direção da Petrobras anunciou que não vai fazer dívida alguma em 2015; muito pouco em 2016 e 2017. Neste ano, vai reduzir o investimento em um terço, quase R$ 30 bilhões. Vai manter o preço de gasolina e diesel a fim de compensar, em um ano e meio ou dois, o prejuízo imposto pelo governo até o ano passado, que a obrigava a vender produto abaixo do custo. Vai vender parte menos interessante do patrimônio. Quer dar um jeito de cancelar subsídios para o gás industrial e óleo combustível. Deve recuperar uns papagaios devidos por outras partes do setor público. No limite, "talvez considere a possibilidade" de não distribuir lucro aos acionistas, caso tenha lucro, aliás.

(...) O saneamento da empresa depende do fim de outras ilusões, delírios do Planalto, como o exagero da política de conteúdo nacional, que está ruindo sob o próprio peso, ou da participação compulsória da empresa em novas explorações do pré-sal, no entanto ora em hibernação. Mas, enfim, a empresa começa a cair na real.


Janot pede a volta à prisão de ex-diretor da Petrobras

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) parecer defendendo que Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras, volte à prisão.

Segundo Janot, as medidas de substituição à prisão, como apreensão de passaporte e proibição de viajar para fora do país, são insuficientes para evitar uma fuga de Duque, que é investigado na Operação Lava Jato. (Monica Bergamo – Folha de S.Paulo)

(O petista Duque chegou ao cargo por indicação de José Dirceu e desviava, segundo Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, 3% de todos os contratos para o PT. Ele foi solto por determinação do ministro do STF Teori Zavascki).

Maduro autoriza fuzilamento de opositores

Da Folha de S.Paulo

Em meio a sinais de tensão social, o governo da Venezuela autorizou as Forças Armadas a abrir fogo contra cidadãos em caso de manifestações violentas.

A resolução 008610, que aparenta contrariar a Constituição, foi assinada pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, e entrou em vigor na terça (27), após publicação no "Diário Oficial".

O texto diz que, "diante de uma situação de risco mortal, o funcionário militar aplicará [o] uso da força potencialmente mortal, com arma de fogo ou outra arma potencialmente mortal".

A resolução ressalta, porém, que se deve recorrer a disparos apenas quando se esgotarem demais alternativas de "contenção física".

Protesto contra a repressão do ano passado,
que matou cerca de 40 opositores do regime no ano passado
Para militantes de direitos humanos, o texto viola dois artigos da Constituição: o 68, que "proíbe o uso de armas de fogo [...] no controle de manifestações pacíficas; e o 332, pelo qual os "órgãos de segurança cidadã são de caráter civil [e não militar]."

"Essa resolução é perigosa porque coloca no marco da legalidade práticas nefastas já utilizadas", diz a advogada Liliana Ortega, da ONG Cofavic. Ela acusa o Executivo de recorrer à teoria da segurança nacional, geralmente usada por regimes autoritários contra dissidentes.



Comento:

O que muda? A matança – que já ocorre desde o início do governo de Maduro – agora fica “legalizada”. 


Gostaria muito de ouvir a opinião da ex-ministra dos direitos humanos (sic) Mária do Ossário...

Os petralhas - que devem estar morrendo de inveja de Maduro - vão reclamar do título? Ele corresponde à realidade e utiliza as palavras apropriadas.

Simbiose tucanopetralha

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Aécio ressurge de barba no Congresso: ele fica com a cara de um petista clássico, enquanto o governo do PT fica cada vez mais parecido, na área econômica, com o dos tucanos.


É a simbiose tucanopetralha!

Pelo menos o Aécio nunca prometeu jamais usar barba nem afirmou que, se eleitos, seus inimigos ficariam barbudos!

Dirceu quer contabilizar clandestinidade como tempo de serviço

E quando a gente acha que eles já chegaram ao fundo do poço da indignidade, sempre nos surpreendemos: José Dirceu, o mensaleiro, quer incluir os 11 anos que passou na clandestinidade na contabilidade de tempo de serviço para requerer a aposentadoria!

O período vai desde sua prisão em Ibiúna, durante congresso da UNE, em 1968 até a anistia, em 1979. Nesse período ele fez treinamento de guerrilha em Cuba e se refugiou, com cara e nome falsos, em Campo Mourão, Paraná.


Mamma mia: nuncanatesnahistóriadestepaís se ousou tanto!

Procura-se um ex-prefeito de Londrina

Micheleti: em lugar incerto e não sabido
De tanto dar com os burros n’água, ou com a cara na porta, a Câmara de Vereadores de Londrina publicou hoje edital na imprensa intimando o ex-prefeito petista Nedson Micheleti (requiescat in pace) a prestar esclarecimentos sobre a prestação de contas de 2007, glosada pelo Tribunal de Contas do Paraná.

Tentaram na presidência da Caixa Econômica, da qual se diz assessor?

Certamente.

Tentaram no apartamento funcional do companheiro cassado André Vargas, em Brasília, onde se hospedava?

Certamente.

É compreensível o apelo da Câmara. Se nem quando ocupava a função de prefeito Nedson era encontrável, imagina agora, que está em lugar incerto e não sabido e desempenhando função que nem seu próprio chefe é capaz de especificar!

Essas são as irregularidades detectadas pelo tribunal, aprovadas por unanimidade pela Segunda Câmara: “Falta de repasse ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de valores retidos na folha de pagamento dos servidores e omissão no pagamento de precatórios.”


Governo do PR não paga terço de férias dos servidores

Em crise financeira, o governo do Paraná anunciou ontem que não conseguirá cumprir com todos os pagamentos que deveriam ser feitos hoje aos funcionários públicos. O salário dos servidores será depositado normalmente, mas estão adiados o pagamento do abono de férias e a rescisão de todos os professores que haviam sido contratados em regime temporário (conhecidos como PSSs). No total, deixarão de ser pagos R$ 110 milhões.


Informados da inadimplência, sindicatos de professores e de outras categorias afirmaram que vão realizar assembleias na próxima semana. Há possibilidade de greves e de adiamento do início do ano escolar. (Gazeta do Povo)


Observo: Richa começa tropeçando o segundo mandato. Oxalá consiga se equilibrar logo - para o bem e felicidade geral do Estado.



PT mapeia cargos para pressionar deputados na eleição da Câmara

Este é o método petralha de ser: chantagem, pressão, suborno...

Informa a Folha de S.Paulo:

O comando da campanha do candidato do PT à presidência da Câmara elaborou uma planilha com o mapa dos cargos de deputados no governo e escalou ministros para pressioná-los a votar em Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Os principais alvos são deputados da base aliada do governo Dilma Rousseff simpáticos à candidatura de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), principal adversário de Chinaglia.

A planilha obtida pela Folha registra a atuação direta de ministros como Pepe Vargas (Relações Institucionais) e Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência).


A lista é atualizada em tempo real pelos coordenadores da campanha de Chinaglia, mostrando a tarefa cumprida pelos ministros ou a missão atribuída a cada um.

Agência de risco rebaixa todas as notas de crédito da Petrobras

RIO - A agência de classificação de risco Moody's rebaixou na noite desta quinta-feira todos os ratings da Petrobras. A decisão foi motivada por preocupações com as investigações sobre corrupção na estatal e uma possível pressão sobre a capacidade da companhia de pagar suas dívidas, em função de atraso na divulgação de resultados financeiros auditados.

A ação cortou todas as notas da petroleira de Baa2 para Baa3. Com isso, a estatal está a um degrau de perder o chamado grau de investimento, espécie de selo de garantia que indica que a empresa é boa pagadora. A Moody's disse ainda que os ratings permanecem em perspectiva negativa, enquanto as investigações da Operação Lava-Jato continuam a se desenrolar.

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