TRIBUNA SOFT

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A rádio do jeito que você gosta

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Richa executou 76% do plano de governo

A avaliação é da Gazeta do Povo, que conferiu o cumprimento das propostas de campanha do tucano em 2010


Em três anos e sete meses de gestão, o governador Beto Richa cumpriu ou está cumprindo 76% das metas de governo estabelecidas no plano de governo proposto na campanha eleitoral, em 2010. O levantamento foi publicado nesta quinta-feira (21) pelo jornal Gazeta do Povo.  Os melhores resultados foram em áreas prioritárias, como saúde e educação. Do total de 137 metas listadas pelo jornal, apenas 33 ainda não foram alcançadas. A Gazeta do Povo não considerou novas metas estabelecidas e cumpridas depois de 2011 durante a gestão do governador, como a duplicação da PR-445, entre Londrina e Cambé, a maior obra executada com recursos do estado.

“Estamos fazendo um governo de resultados, em que a melhoria das condições de vida dos paranaenses é o objetivo final de cada projeto, de cada compromisso. Apesar das dificuldades que tivemos nesse período, atingimos um índice satisfatório de metas cumpridas”, afirma o governador Beto Richa. A expectativa do governador é melhorar ainda mais os indicadores: “Temos de avançar mais”. Richa registrou em cartório seu plano de governo, em 2010

PRIORIDADE – A Gazeta mostrou que os melhores resultados são de áreas prioritárias. Na educação, todas as 16 metas foram ou estão sendo cumpridas. “Uma demonstração inequívoca que a educação é prioridade absoluta. Quando educação vai bem, todas as outras áreas avançam no mesmo caminho”, avalia Beto.

O governo propôs e cumpriu a meta de implantar reforço escolar em 1.076 escolas e implantou programa de contraturno em 1,6 mil escolas. Além disso, os professores tiveram aumento de 60% nos salários, diminuiu o número de alunos por sala de aula, o salário dos professores e funcionários foi equiparado com o de agentes profissionais do estado.

Na saúde, Beto criou 670 novos leitos de UTI, implantou o resgate aéreo em regiões do Paraná e reduziu a mortalidade materna e infantil pelo programa Mãe Paranaense. Na segurança o avanço também foi expressivo. Foram compradas novas viaturas, contratados mais policiais e criadas novas penitenciárias para jovens infratores. Beto reduziu a criminalidade em todo Estado.

OUTRAS METAS – Além de avançar nas áreas prioritárias, Beto melhorou a gestão do Estado. O jornal mostra que aumentou a transparência e o controle social do Estado, reorganizou a máquina administrativa com a extinção e fusão de secretarias e melhorou o ambiente de negócios (tempos de resposta a licenciamentos e alvarás, por exemplo).

Na área social, o programa Tarifa Social da Água foi estendida para mais 25 mil famílias; o programa Família Paranaense contribuiu para retirar 92 mil famílias da extrema pobreza. Em 2013, Beto zerou o ICMS sobre o óleo diesel, para ajudar a manter um preço justo nas passagens do transporte coletivo.

Hoje 100% dos municípios são atendidos por fibra ótica. O Paraná ampliou a cobertura de coleta e tratamento de esgoto, voltou a investir na duplicação de estradas. Entre as obras entregues e em andamento, há 265 km de duplicação. Outra grande conquista foi a criação da Lei estadual de Inovação.




Collor usa Gleisi como cabo eleitoral

Quem diria: a petista Gleisi Hoffmann, candidata ao Palácio Iguaçu, está dando uma mãozinha para seu colega de Senado Fernando Collor (PTB), que tenta a reeleição!

Ela se converteu numa das estrelas do programa de Collor. O senador - cassado em candidato à reeleição. No programa eleitoral, Collor - cassado em 1992, processo no qual o PT foi um dos principais protagonistas - diz que sofreu "um golpe parlamentar". 

Para justificar sua afirmação, o senador apresenta vídeo com aparte de Gleisi na tribuna do Senado em que ela elogia o petebista. "Ex-presidente Fernando Collor que me antecedeu nessa tribuna, o ditado diz que a verdade é um barco que balança mas não afunda e o tempo é sempre o senhor da razão", disse Gleisi. 

Quem te viu, quem te vê...




Requião, o homem dos dois pesos e duas medidas


Fernando Tupan - Bem Paraná

Ao dar uma entrevista a Sandro Dalpícolo, da RPC, ontem, o senador Roberto Requião tremia de indignação com a concessão do auxílio moradia aos juízes, no valor de R$ 4 mil. O auxílio é, realmente, questionável. O problema é que Requião é o cidadão menos indicado para se indignar com esse benefício. Recebe uma aposentadoria vitalícia de ex-governador no valor de R$ 26 mil mensais, depois de três mandatos ou 12 anos de trabalho.

Embolsa outros R$ 26,5 mil como salário de senador. Ou seja, só de salário e pensão, sem contar gordas verbas de gabinete, põe no cofrinho, todos os meses R$ 53 mil mensais. Requião foi o senador que mais viajou as custas do erário. O Senado bancou, nos últimos quatro anos, R$ 186 mil para o candidato do PMDB viajar pelo mundo, nos melhores hotéis.

As despesas do gabinete do senador, inclusive os salários de 21 funcionários, do escritório de Requião em Curitiba, pagos pelo Senado, já custaram R$ 972,9 mil. Mais ainda: o Senado bancou mais R$ 207,4 mil em hospedagem, gasolina e alimentação para Requião e outros R$ 161,8 mil para Requião divulgar na mídia suas atividades. Foram salários e aposentadorias, Requião já embolsou R$ 1,5 milhão do Senado para pagar suas despesas.


Petrobras em apuros

Gazeta do Povo

Quanto mais combustível a Petrobras vende, mais prejuízo ela tem. Parece loucura, mas é esse o cenário que a estatal vive atualmente, a julgar pelos seus dados, publicados no dia 8. Seu lucro líquido no segundo trimestre, de R$ 4,96 bilhões, foi 20% menor que o registrado no segundo trimestre de 2013, e também foi 8% menor que o lucro do primeiro trimestre deste ano. Se a comparação for feita entre semestres, o lucro líquido de R$ 10,3 bilhões na primeira metade de 2014 representa um valor 25,5% menor que o resultado do primeiro semestre de 2013. Como se chegou a essa situação?


A chave está na análise dos dados da Divisão de Abastecimento – responsável, no segundo trimestre de 2014, por um prejuízo líquido de R$ 3,9 bilhões, 55% pior que no mesmo período de 2013. Isso ocorre porque o governo, para impedir que a inflação escape definitivamente do controle – pois ela já vem rondando os 6,5% em 12 meses, o teto da meta do Banco Central, já há um bom tempo –, vem represando artificialmente diversos preços controlados, incluindo o dos combustíveis. Para piorar, a empresa ainda tem de importar combustível para acompanhar a demanda (mostrando que o discurso da autossuficiência não passava de bravata), pagando em dólar para revender com preços estagnados – para sorte da Petrobras, a leve queda na cotação do dólar ao longo do segundo trimestre deste ano fez o prejuízo da Divisão de Abastecimento ser menor que o do primeiro trimestre de 2014 (R$ 4,8 bilhões). Sem os reajustes necessários, a estatal não consegue, na bomba, repor os custos. Assim se chega ao cenário surreal em que a Petrobras está pagando para abastecer o tanque dos brasileiros.

Pronto! Marina enterrou Eduardo Campos

Reinaldo Azevedo – Veja online

O PSB oficializou nesta quarta-feira a candidatura de Marina Silva à Presidência da República, tendo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) como vice. Para não variar, tudo está sendo feito de acordo com as exigências de… Marina. O partido que a recebeu já foi transformado em mero hospedeiro. Ela não está nem aí para a legenda que a abrigou. Pois é… Eu sempre disse que seria assim. Vamos ver?

1: Marina disse há quatro dias que acataria os acordos regionais feitos por Eduardo Campos. Isso não vale mais: ela só vai subir em palanques em que todos os partidos pertençam à coligação nacional. Isso exclui São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio.

2: O comando do PSB afirmou que Marina assinaria uma carta de compromisso mantendo os fundamentos do programa que Campos queria para o país. Marina já deixou claro que não assina nada.

3: O PSB tinha o comando da campanha de Eduardo Campos, que estava a cargo de Carlos Siqueira. Marina resolveu dividir a função com o deputado federal marineiro Walter Feldman (SP). Na prática, todo mundo sabe, Siqueira foi destituído.

Mais





Aécio foi o que menos falou no JN

Um levantamento feito pelo Controle da Concorrência revela que Aécio Neves foi o candidato com menos espaço para falar na entrevista do Jornal Nacional.

Entrevistado no dia 11, Aécio falou por 9 minutos e 51 segundos. Ficou atrás do Pastor Everaldo com dez minutos de fala; seguido de Eduardo Campos com 10 minutos e 35 segundos; e Dilma Rousseff, com 11 minutos e 4 segundos.

(Lauro Jardim – Veja)






Campanha tucana: duas semanas em mar revolto

Lauro Jardim - Veja

A cúpula da campanha de Aécio Neves prevê duas semanas de tempo fechado a partir de agora. A avaliação é de que Marina Silva ainda tem fôlego para subir nas pesquisas, dado que ela terá ainda muita exposição nos próximos dias.

Por isso, a ordem é usar a força dos governos do PSDB. Assim, Aécio já marcou dez agendas em conjunto com Geraldo Alckmin para entre esta semana e o início de setembro. Irá também ao Paraná, colar em Beto Richa.

De fato, é quase uma unanimidade, seja entre petistas ou tucanos: a lógica indica que Marina Silva vai subir. O último Datafolha não captou a comoção do dia do enterro de Eduardo Campos. Além disso, Marina continua protagonizando a cena política nestes dias.




Discurso de Marina contraria a prática

Veja online

Depois de um dia inteiro de reuniões a portas fechadas, que começaram por volta das 11 horas, o PSB formalizou na noite desta quarta-feira a indicação da ex-senadora Marina Silva para encabeçar a chapa à Presidência da República. Às 20h20, Marina iniciou seu pronunciamento na sede do partido em Brasíla. A mensagem central do discurso foi de que o vínculo que existia entre ela e Eduardo Campos, morto na semana passada e de quem a ex-senadora anteriormente era vice, agora se estende ao PSB e à Rede Sustentabilidade: "Para mim, tão importante quanto a criação da Rede é o crescimento do PSB. Estamos juntos nesse sentido". Mas, apesar da retórica de união, Marina não subirá em todos os palanques do PSB nos Estados. "Onde não tem consenso, o PSB terá suas escolhas e a Rede as suas", disse.





A Petrobras não merecia mais essa

E só faltava essa para a Petrobras afundar ainda mais no limbo administrativo e ético em que o PT a meteu: sua president@ Graça Foster livrou-se de três imóveis depois do estouro do escândalo Pasadena.

Ela seguiu o mesmo procedimento do pivô da crise, o ex-diretor Nestor Cerverò, que teve os bens bloqueados pelo Tribunal de Contas da União. A mesma penalização poderá ser aplicada a Graça pelo tribunal, que adiou a decisão duas vezes – a última por causa da revelação de que ela se desfizera de patrimônio.

O advogado-geral da União Luiz Adams, que, num procedimento inédito, defendeu Graça em duas sessões da corte, alega que se ela tiver os bens bloqueados perderá sustentação para continuar à frente da petrolífera – pois sua credibilidade e honorabilidade estará seriamente comprometida.

O mesmo raciocínio deve, portanto, se impor agora, pois a manobra de Graça visou a evitar sua possível penalização – ele perdeu credibilidade e honorabilidade.

O raciocínio é lógico, mas a lógica do PT é outra: se poupar um aliado for necessário à sobrevivência do partido, o chamarão de “herói do povo brasileiro” perseguido pelas "elites”.



O vice e a vida real

O Estado de S.Paulo

Já que a personagem "dos sonhos" do PSB para compor a chapa com Marina Silva - Renata Campos, a viúva do ex-governador pernambucano - recusou a indicação, o partido escolheu um político que definitivamente não é o sonho da candidata. O gaúcho Beto Albuquerque, no seu quarto mandato de deputado federal, tem com o agronegócio ligações e afinidades que o situam do outro lado da divisa do movimento ambientalista.

Não bastasse ter feito carreira nos redutos ruralistas, Albuquerque foi um dos parlamentares que mais se empenharam para que o então presidente Lula assinasse a medida provisória liberando a soja transgênica no País. Naquele ano de 2003, no comando do Ministério do Meio Ambiente, Marina moveu céus e terras para bloquear a iniciativa. Lula se decidiu por influência do à época titular da Casa Civil, José Dirceu, e depois de se informar com especialistas sobre o que era, afinal, a biotecnologia e seu potencial para a economia brasileira. Ainda assim, a senadora pelo Acre permaneceu no governo petista até romper com Dilma Rousseff cinco anos depois.



Novo vice, velho vício

Folha de S.Paulo

Para muitos de seus eleitores, a candidatura de Marina Silva há de expressar a aspiração por uma "nova política", tal como se fez nas manifestações de junho de 2013.

A militante ambientalista por certo preserva a aura de respeitabilidade pessoal e firmeza de compromissos que marcou sua carreira, sobretudo por ocasião de seu rompimento com o governo Lula.

Não constitui sinal de inovação, porém, o resultado dos entendimentos que, após a morte de Eduardo Campos, no último dia 13, determinaram a nova chapa do PSB nas eleições presidenciais.

Tendo Marina assumido, como é natural, o posto de Campos, coube ao PSB indicar o candidato a vice. Trata-se do deputado federal Beto Albuquerque, do Rio Grande do Sul. O escolhido terá, sem dúvida, todas as credenciais ideológicas necessárias para representar seu partido –o qual não se destaca por extrema rigidez nesse quesito.

É fora de questão, entretanto, que seus compromissos em muito divergem do ideário "marineiro". No governo Lula, do qual foi vice-líder na Câmara, Beto Albuquerque teve papel de importância na liberação da soja transgênica.



Agronegócio volta a figurar no debate político-eleitoral

O Globo

A economia brasileira tem crescido pouco, mas esse resultado provavelmente seria negativo não fosse o impulso do agronegócio. A produção industrial do país deve encolher em 2014, mas a safra de grãos baterá novo recorde — acima de 190 milhões de toneladas. Não fosse o agronegócio, o Brasil seria forçado a importar ainda mais gasolina, e não contaria com a geração de energia elétrica proveniente da biomassa.


O agronegócio revigorou cidades médias e pequenas, interrompendo o inchaço das regiões metropolitanas, sobrecarregadas de problemas urbanos e sociais. Expandindo-se bem acima da média, as áreas cujas cadeias produtivas estão mais ligadas ao setor demandam investimentos em infraestrutura e serviços, de modo que o conjunto da economia acaba também de beneficiando. “Demonizado” por grupos políticos de esquerda, que o confundem com o velho latifúndio improdutivo, o agronegócio é quase sempre vítima de preconceito ideológico, inclusive de ambientalistas, como se fosse impraticável compatibilizar atividade agrícola e pecuária com a preservação da natureza.

(...) Essa questão inevitavelmente vai figurar no debate político que envolve a campanha eleitoral, agora que Marina Silva se torna candidata à presidente na coligação liderada pelo PSB, devido ao trágico falecimento de seu companheiro cabeça de chapa, Eduardo Campos. Tal aliança foi vista inicialmente com desconfiança — e até fadada a fracasso — por conta das posições assumidas anteriormente por ela em relação ao agronegócio. Campos vinha buscando aproximação com o empresariado, com um discurso pró-mercado, e afirmava ter chegado a entendimento com Marina sobre todos os temas polêmicos (o que, obviamente, incluía o agronegócio). Sem Eduardo Campos, resta saber como Marina se posicionará em relação a segmento tão importante para o Brasil.






quarta-feira, 20 de agosto de 2014

As sete (entre as mais escandalosas) mentiras de Requião na RPC

O senador Roberto Requião, do PMDB, abriu a série de entrevistas com os candidatos ao Palácio Iguaçu promovida pela RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, no início da noite.

Ele mesclou a entrevista com autoelogios às suas administrações e aos parentes que empregou e ataques ao governador Beto Richa (PSDB), seu sucessor. Referiu-se ao irmão Maurício como o "que mais fez pela educação na história do Paraná" (as aspas não expressam literalmente o que disse, apenas a essência) e lançou a candidatura dele a ministro da área...

Suas afirmações formaram uma sequência de mentiras.

Vou citar apenas as sete - número que simboliza o mentiroso - mais despudoradas.

Em suas duas eleições anteriores ele fez do pedágio o alvo principal de seus ataques, prometendo “baixar ou acabar”. Não fez nem uma coisa nem outra e agora está aliado com Marcelo Almeida, proprietário de duas concessionárias de rodovias no estado, a quem lançou candidato ao Senado. Como explicar essa contradição? perguntou o entrevistador Sandro Dal Piccolo E Requião: “Marcelo não tem nada com as empresas”

Mentira. Almeida é proprietário das concessionárias, que herdou do pai. Cecílio do Rego Almeida.

Beto Richa retirou em caráter definitivo os processos contra as concessionárias de pedágio.

Mentira. Os processos foram suspensos – apenas suspensos – para permitir a retomada do diálogo entre o governo e as empresas, interrompido durante a administração Requião. Em consequência das negociações, obras foram retomadas e algumas foram antecipadas.

Estou vencendo esta eleição...
...Mentira. Está em segundo lugar.

O Porto de Paranaguá, administrado durante seu governo pelo irmão Eduardo, “acabou com as filas”.
Mentira. As filas deixaram de existir no governo Beto Richa, que implantou um sistema informatizado de agendamento de desembarque.
Confira em


Há "policial sem uniforme, sem colete de bala".
Mentira. Algumas unidades da Polícia Militar enfrentaram dificuldades pontuais no fornecimento de material de consumo devido a problemas logísticos. O governo Beto Richa ampliou o efetivo policial, aumentou seus salários e reequipou a PM.

“Não votei contra empréstimos, apenas pedi explicações”.
Mentira deslavada. Entrou na procuradoria Geral da República contra a concessão de R$ 817 milhões do Proinveste. E defendeu essa posição na tribuna do Senado em 19 de fevereiro deste ano, quando anunciou que votaria contra a concessão do empréstimo. “Em defesa do Paraná, voto contra o empréstimo”, declarou.
Confira no site de Requião:

“O Paraná está uma bagunça.”

Onde está a bagunça? Na cabeça do Requião, com certeza, há bastante.


Richa destaca "Mãe paranaense" no programa de estreia

Os momentos finais da gestação de risco e o nascimento de Pérola Sofia Domingues foram utilizados pelo governador Beto Richa na estreia da propaganda eleitoral na tevê para mostrar os resultados do programa Mãe Paranaense, que ele trouxe para o Estado a partir da experiência bem sucedida na Prefeitura de Curitiba, de sua iniciativa.

Beto disse que o programa reduziu em 40% a mortalidade materna e infantil, salvando, em três anos, 550 vidas.

Imagens do tucano em campanha ao lado da vice Cida Borghetti e do presidenciável Aécio Neves preencheram o restante do programa.

Roberto Requião “(PMDB)  centrou seus ataques em Richa, acusando-o de descuidar da saúde do Paraná e de fazer uma gestão financeira temerária. Disse que, se eleito, vai baixar as tarifas de água e luz (seria a ressurreição do “baixa ou acaba” do pedágio, que não acabou tampouco abaixou?)

Gleisi Hoffmann (PT) destacou sua carreira política, cutucando de leve o governador ao afirmar que ele “procura desculpas para justificar suas incompetências”. Richa acusa Gleisi de contribuir para bloquear os empréstimos solicitados pelo Estado e só liberados após decisão do STF.


No rádio, pela manhã, o tucano foi incisivo em acusar o governo federal de “discriminação” ao retardar a liberação de empréstimos. Roberto Requião (PMDB) acusou Beto de destruir as finanças do Estado e Gleisi se apresentou como a “candidata da mudança” em confronto com o “candidato do continuísmo” e  o “candidato do atraso”.

Conselho de Ética aprova cassação de André Vargas

Por mais que tenha tentado embaralhar o jogo desde o início, André Vargas (ex-PT, mas o PT não o abandonou) foi vencido hoje pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, que aprovou o voto do relator Júlio Delgado (PSB) recomendando a sua cassação.

Vargas foi flagrado em grampo da Polícia Federal em negociatas com o doleiro Alberto Youssef, principal investigado da Operação Lava Jato. 
  
Vargas - que evitou o quanto pôde ser notificado da acusação, indicou testemunhas que faltaram ao depoimento e recusou-se a depor - telefonou para os membros do Conselho pedindo-lhes que não comparecessem à sessão de hoje. Dois acataram a sua recomendação, mas a manobra foi frustrada pelo presidente da Comissão, Ricardo Izar (PSD), que nomeou substitutos. Um deles é o paranaense Rubens Bueno (PPS).

A decisão final sobre a perda do mandato caberá ao plenário. Não há perspectiva de que a matéria seja votada antes das eleições.



Dilma e o Festival dos Muitos Erros Culinários

A foto da president@-adjunta Dilma “cozinhando” – uma das imagens apresentadas no programa de estreia dela na tevê, ontem à noite – motivou o colega Clóvis Augusto Melo, de O Diário, a apontar erros que comprometem a veracidade da cena.

São eles:

1 – Cozinhando sem touca no cabelo
2 – Não tem água na panela do macarrão
3 – O macarrão está frio
4 – Direto da panela para a travessa, sem passar pelo escorredor (tudo bem, não tinha água na panela, mesmo)
5 – A garrafa de óleo está fechada
6 – A garrafa de azeite está aberta, mas não foi usada
7 – Cadê o molho? Na outra panelinha?

E tem mais... A panela do macarrão é uma frigideira, as outras travessas estão vazias (o que ela fez para acompanhar o macarrão?), na mesa (atrás) não tem prato nem toalha... E por aí vai... Sabe tudo de cozinha!!

Observo também o colar e brincos, além do relógio, que uma mulher jamais usa quando está cozinhando.

Deixo ao leitor o prazer de se aprofundar nesta pesquisa, que faz esta cena tão falsa como as grávidas do programa eleitoral do Lula.


Este é o PT!


Leia também (se quiser) "Dilma cozinheira? KKKKKKKKKK"





É hora de destravar a política externa

Sérgio Amaral

Afora os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e as relações com Pequim, a política externa brasileira travou, inclusive em setores prioritários –como Mercosul, América do Sul e comércio exterior.

O Mercosul está paralisado, se não em retrocesso. Em pouco mais de uma década, as vendas brasileiras para o grupo declinaram de 17% a 8% das nossas exportações. Os investimentos também caíram, enquanto as instituições do Mercosul não fizeram qualquer progresso significativo.

Chegou a hora da verdade para o Mercosul. Os países-membros do grupo terão de tomar decisões fundamentais: querem consolidar o livre-comércio? Pretendem manter a união aduaneira? Querem continuar a proteger bens intermediários, em detrimento da integração das cadeias produtivas?