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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pasadena: oposição critica TCU por eximir Dilma de responsabilidades

Folha de S. Paulo
  
Deputados da oposição criticaram hoje o parecer do ministro José Jorge, do Tribunal de Contas da União, que isenta de responsabilidade os conselheiros da Petrobras pela compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. O relatório sugere a punição de diretores da estatal por irregularidades na operação, estimando um prejuízo de cerca de US$ 700 milhões (R$ 1,5 bilhão).

(O parecer foi aprovado no final da tarde por unanimidade).

Para o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), Dilma, que na época era presidente do Conselho de Administração do Conselho da Petrobras, deve ser responsabilizada por seus atos. "Só basta o ministro relator olhar a lei das SAs [que dispõe sobre as sociedades por ações] que obriga não só a diretoria, mas sobretudo o conselho da empresa a tomar todos os cuidados, porque é o último a dar o seu parecer e avalizar a operação. Neste caso, a então presidente do Conselho de Administração Dilma Rousseff é responsável pelos seus atos", disse.

O deputado Fernando Francischini (SD-PR) avalia que o parecer "é mais político do que técnico" e afirmou que será preciso avaliar se houve pressão do governo sobre o ministro José Jorge.




Requião se alia ao diabo. Oops, a Gleisi!

Folha de Londrina

A notícia de que PT e PMDB estariam negociando uma espécie de "pacto de não agressão" em São Paulo também respingou no Paraná. Por meio de sua conta no microblog Twitter, o senador Roberto Requião (PMDB) disse que determinou ao seu "pessoal" nenhuma crítica à senadora Gleisi Hoffmann (PT). "Nosso confronto de projetos será no segundo turno", postou. Ambos disputam com o atual governador, Beto Richa (PSDB), a preferência dos eleitores paranaenses. 

Comento: A nova estratégia de Requião, que até agora vinha castigando a candidata petista, compromete (ainda mais) a imagem dela, pois remete ao seu comentário histórico de que "aceito qualquer parada, qualquer aliança... eu subo no palanque com o diabo!"

Vídeo


Tribunais de contas precisam ser moralizados

O Globo

A imagem de inoperância dos Tribunais de Contas leva a que se proponha até sua extinção, cabendo a avaliação da execução dos orçamentos apenas a auditores. No entanto, além de muito radical, a ideia deixa transparecer alguma influência corporativista. Mas é certo que, conforme mostraram reportagens do GLOBO, os Tribunais de Contas dos Estados (TCE) precisam passar por um saneamento.

Um problema-chave dos tribunais é seu uso para abrigar apaniguados políticos e até parentes. Os TCEs, cujos conselheiros são indicados pelo Legislativo (dois terços) e Executivo (o terço restante), têm, portanto, o funcionamento prejudicado na função essencial de verificar a lisura no cumprimento de contratos de obras e serviços assinados pelos estados e empresas públicas. A responsabilidade dos TCEs aumentou com a Lei da Ficha Limpa, porque cabe a eles analisar a prestação de contas dos administradores públicos e comunicar aos Tribunais Regionais Eleitorais quais os reprovados, passíveis de terem o pedido de registro de candidatura rejeitado.

Infelizmente, os próprios tribunais não conseguem atender ao requisito constitucional da “reputação ilibada” para altas funções públicas. Pois, dos 189 conselheiros dos 27 TCEs, 44, ou 23%, respondem a algum processo na Justiça ou eles mesmos tiverem contas rejeitadas, conforme a ONG Transparência Brasil.




http://oglobo.globo.com/opiniao/tces-precisam-ser-moralizados-13330613#ixzz38JlSH8yu

MP investiga gastos com cavalos de Requião


O Ministério Público do Paraná publicou na edição desta segunda-feira do Diário Oficial do Estado o comunicado de abertura de inquérito para apurar o uso de dinheiro público no trato de 88 cavalos do senador Roberto Requião (PMDB) durante o período em que ele governou o Paraná, entre 2003 e 2010. O processo foi instaurado no dia 15 de julho, de acordo com a publicação. A responsável pela acusação é a promotora de Justiça Claudia Cristina Rodrigues Martins Madalozo.

Segundo a denúncia que veio a público em junho deste ano, a partir de um pedido de informação protocolado em abril pelo-ex-deputado José Domingos Scarpellini (PSB), de 88 cavalos do ex-governador teriam ficado alojados nas baias da Polícia Militar ao longo dos oito anos de governo. Na sua declaração de bens, entregue na Justiça Eleitoral, não consta qualquer animal na lista de bens do senador.

A Polícia Militar do Paraná também investiga a utilização de policiais militares, estrutura e recursos do regimento de polícia montada para tratar os cavalos de Requião. Os custos podem ultrapassar a R$ 5 milhões. Os cavalos viviam uma rotina semelhante à dos animais pertencentes à Polícia Militar. Os animais eram abrigados no regimento; no Parque da Ciência, em Pinhais (ao lado da Granja do Canguiri, imóvel do governo utilizado como residência oficial por Requião); no Haras Palmital, também em Pinhais; e no Haras Barigui, em Almirante Tamandaré.

Leia aqui a crônica sobre o tema pela qual Requião está exigindo na Justiça direito de resposta:






Richa recebe apoio prefeitos da RMC e Litoral

O governador Beto Richa (PSDB) recebeu o apoio de 29 prefeitos da Região Metropolitana de Curitiba (RMC) e do Litoral durante encontro na noite desta terça-feira (23), em Curitiba.  Os prefeitos representam uma população de 1,4 milhão de habitantes. 

“Fico muito agradecido e consciente da responsabilidade que tenho com essas importantes regiões. O apoio de todos vocês é muito importante para fortalecer nosso projeto de governo”, afirmou Richa, ao lado da candidata a vice-governadora, Cida Borghetti (Pros), e do senador Álvaro Dias (PSDB).


Até o momento, cerca de 160 prefeitos comprometeram-se a apoiar a candidatura de Richa à reeleição. O governador espera a adesão de cerca de 300 prefeitos.


Requião ataca Richa e é emparedado por apresentador

Em entrevista à Rádio Paiquerê AM, de Londrina, sábado, o senador Roberto Requião pensava terminar os 10 minutos cedidos a ele - e ocupados na maior parte para atacar Beto Richa - com uma estocada mortal: sugeriu aos repórter que também ouvissem o governador, mas que só o procurassem no período da tarde, porque “ele não acorda cedo”.

E então o apresentador e proprietário da emissora JB Farias retrucou: “Isto deve ser mal de governador porque quando o senhor era governador e o procurávamos para entrevistar ao vivo no Jornal da Manhã, sua assessoria mandava que o procurássemos somente à tarde”.

Requião falou o que não devia, pois a agenda de Richa é lotada no período da manhã, e ouviu o que não queria – de fato, ele não costumava despachar pela manhã.



Para todos os efeitos, Vargas continua no PT



O site da Câmara dos Deputados, aliás, afirma que para todas as finalidades André Vargas continua figurando como parte da bancada do PT. Segundo o texto, no dia 25 de abril, o deputado André Vargas anunciou que estava se desfiliando da legenda à qual esteve filiado por 24 anos. “No entanto, até hoje, nem ele nem o partido comunicaram oficialmente à Câmara a desfiliação”, diz o texto. As informações são da Gazeta do Povo.

O que Gleisi foi fazer no Paraguai?

O último movimento de Gleisi Hoffmann (PT) intrigou Ogier Buchi, candidato ao Governo do Paraná pelo PRP. "O que a senadora Gleisi Hoffmann foi fazer no Paraguai em plena campanha acompanhada do seu candidato à senador, Ricardo Gomyde (PCdoB), e de todo estafe do primeiro escalão da Itaipu Binacional?", questiona Ogier Buchi. 

Gleisi esteve dois dias em Assunção, no Paraguai, se encontrou com o presidente paraguaio, Horácio Cartes, e se fez acompanhar de Jorge Samek, presidente da Itaipu Binacional e do assessor de Samek, Joel de Lima, e de Gomyde. O comunista, segundo Buchi, não tem qualquer tipo de função pública no Brasil para acompanhar a senadora em encontro oficial no Paraguai. "Essa história de Gleisi no Paraguai está mal contada", desconfia Buchi.


Dilma cria comitê para atrair voto de evangélicos

O Globo

BRASÍLIA - Em reunião com presidentes dos nove partidos que integram a aliança pela reeleição da presidente Dilma, na terça-feira à noite, no Palácio do Alvorada, foi definida a criação de um comitê evangélico. Ele será organizado pelos presidentes do PRB, Marcos Pereira, do PSD, Gilberto Kassab, e do PROS, Eurípedes Júnior.

A decisão foi tomada após Pereira reclamar com Dilma e com os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) da falta de interlocução do governo com os pastores evangélicos. Ele relatou que há muita resistência dos fiéis à reeleição de Dilma por causa da defesa pelo PT e pelo governo de temas desprezados pelo segmento, citando o aborto. A presidente disse ao dirigente que sua gestão não mudou nenhuma lei com relação ao tema e que isso deve ser esclarecido aos fiéis. Ficou acertado que ela se reunirá com pastores, além da criação do comitê.

Os presidentes dos partidos reclamaram de estarem alijados das decisões da campanha.

- Somos tratados como os primos pobres - disse o presidente do PDT, Carlos Lupi.


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A president@, mais uma vez, manda a lei às favas

Leitor(a), o(a) senhor(a) - ou vice-versa - leu o texto acima?

Se sim, notou algo estranho?

Dificilmente.

Relaxe. Estamos nos acostumando às infrações recorrentes que a president@-adjunta Dilma, Lula, o PT & Cia comentem contra a legislação eleitoral.

Notaram onde foi realizada a reunião com os líderes políticos para tratar da campanhapela reeleição da madame?

No Palácio do Alvorada.

Ora, independentemente do horário em que a reunião tenha sido realizada, trata-se obviamente de um edifício público, local vedado pela legislação para atos de cunho eleitoral.

Não foi a primeira, nem a segunda - foi a terceira vez que reunião de tal magnitude foi realizada em curto espaço de tempo, tendo as duas primeiras a participação de Lula e todo o staff superior da campanha da president@.

E daí?

Nada vai acontecer. Sobretudo agora, em que o TSE está sob o comando do petista transformado em ministro do STF Dias Toffoli.

Então, não adianta reclamar com ele. O jeito, caso queira externar sua indignação, será recorrer ao bispo.






Lula se diz surpreso com rejeição ao PT. Oh!

Painel – Folha de S. Paulo


Em conversa recente com um aliado, Lula se disse surpreso com o grau de rejeição ao PT e reconheceu que a imagem do partido pode ter se desgastado antes do que previa. O ex-presidente esperava que o eleitorado acusasse a “fadiga de material” apenas na próxima corrida presidencial, em 2018. O sentimento, portanto, não comprometeria a reeleição de Dilma Rousseff. Com o novo diagnóstico, Lula entende que é preciso repensar o discurso para manter o petismo no poder.

Moral da história: demorou, demorou, mas - antes tarde do que nunca - começou a cair a ficha.


Carvalho: governo não lutará "até o fim" por conselhos populares

O Estado de S. Paulo

Brasília - Principal interlocutor do Palácio do Planalto com movimentos sociais, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira, 23, que o governo vai enfrentar "até o fim" a "guerra" em torno do decreto que institui a política nacional de participação social e orienta todos os órgãos da administração a adotarem consultas populares.

"A participação social veio para ficar. Se a Câmara dos Deputados e o Senado tiverem bela inteligência política, não se colocarão na contracorrente de uma exigência da sociedade brasileira, da ampliação da participação. Da parte do governo há uma disposição de enfrentar essa guerra até o fim", afirmou o ministro, que participou nesta manhã em Brasília da assembleia de eleição da representação da sociedade civil do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve).


Os gatos da política energética

O Estado de S.Paulo

O governo transformou a política energética num poste cheio de gatos - uma confusão de fios ligados de forma clandestina e improvisada - e a cada dia tem maior dificuldade para desfazer as trapalhadas. Os problemas para montar um novo financiamento às distribuidoras de energia formam o mais novo capítulo dessa história. A baderna começou há mais de um ano, com a mistura amadorística de questões muito diferentes: a renovação de concessões a empresas de eletricidade e o desafio político de uma inflação muito alta. A presidente Dilma Rousseff conseguiu impor a renovação antecipada a várias companhias e, ao mesmo tempo, determinou a contenção de tarifas. Esse foi o primeiro grande gato, a ligação clandestina entre o combate à inflação e a administração do setor elétrico.

Clandestina é uma boa qualificação. Em primeiro lugar, porque a decisão presidencial misturou a gestão de um setor de infraestrutura com um problema típico de ajuste monetário e, no caso brasileiro, também fiscal. Em segundo, porque o controle de tarifas permitiria, na melhor hipótese, administrar os índices de preços, sem de fato mexer nas pressões inflacionárias. O gato, nesse caso, ainda foi feito de forma incompetente e ineficaz.


O efeito sobre a inflação é conhecido e indisfarçável. Os preços continuaram a subir muito mais que em países governados com alguma seriedade, porque nenhuma fonte de pressão foi de fato atacada. As empresas voltaram a elevar as tarifas neste ano, realimentando os índices de preços. Com o atraso, no entanto, acumularam-se os problemas de caixa das distribuidoras e o governo foi forçado a novamente cuidar do assunto.

Carcereiros suspeitos de entregar celular a Youssef são afastados

Folha de S. Paulo

 A Polícia Federal no Paraná afastou cinco carcereiros que estão sendo investigados sob suspeita de terem fornecido um telefone celular para o doleiro Alberto Youssef quando ele já estava preso em Curitiba (PR). O doleiro está na custódia da PF desde 17 de março deste ano.

Os afastados são investigados sob suspeita de corrupção passiva –eles teriam recebido dinheiro para entregar o celular para o doleiro.

Dos afastados, apenas um era agente da PF. Os outros eram guardas municipais que estavam cedidos para a Polícia Federal. Cinco agentes da PF foram convocados para substituir os afastados.



Causa espanto o repúdio do PT à prisão de black blocs


Ruy Castro – Folha de S. Paulo

A Polícia Civil produziu um relatório de duas mil páginas, descrevendo uma investigação que vem realizando desde outubro de 2013 e que envolveu monitoramento de telefonemas e e-mails, análise de documentos e colaboração de informantes. O objeto da operação é o grupo que, desde junho do ano passado, vem executando ataques a prédios públicos e particulares no Rio, ferindo policiais, destruindo ônibus e fazendo do vandalismo um programa de ação.

Programa cujas ideias não se prestam a debates racionais, mas se materializam em coquetéis molotov, bombas de fragmentação, incêndios –um deles, ordenado e não executado, da Câmara de Vereadores–, promessas de execução de PMs e ameaças à imprensa. A provar que tal barbárie não é exatamente espontânea, o relatório fala de hierarquias, divisão de trabalho e disciplina, contatos com grupos em outras capitais, arrecadação e distribuição de recursos, aproximação com sindicatos, fabricação dos explosivos e arregimentação de quadros.

Como seus principais participantes já foram identificados e acusados de crimes específicos, a Justiça decretou a prisão preventiva de 23 deles, inclusive a de sua liderança mais ostensiva, a ativista "Sininho". Note-se que isso está sendo feito às claras e pelos trâmites legais, até com a possibilidade de vários acusados se beneficiarem de habeas corpus –como já aconteceu.

Daí o espanto ao se ler uma "nota de repúdio" da direção nacional do PT, classificando as prisões de "grave violação de direitos e das liberdades democráticas", falando numa "criminalização das manifestações" e repelindo a "violência de Estado".

Ou seja, o partido que detém o Poder Executivo não quer que o Poder Judiciário faça o seu trabalho. Saudade, talvez, da ditadura, quando o Judiciário também vivia sendo impedido de funcionar.



Eleitor dá ao governo Dilma nota 5,4

O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - A propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio só começará em 19 de agosto, mas há um número que desde já parece indicar que a eleição de 2014 será mais difícil para a presidente Dilma Rousseff do que a de 2010: a nota média dada pelo eleitor brasileiro à administração atual. Segundo a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, o governo federal está com nota 5,4 neste momento – mais de dois pontos abaixo da que Lula teve em junho de 2010, quando recebeu nota 7,8 dos entrevistados pelo instituto.


A diferença entre o humor do brasileiro em relação ao governo federal hoje e naquela época é grande. Se há quatro anos 72% dos brasileiros achavam que seu poder de compra e o das pessoas ao seu redor havia melhorado nos dois anos anteriores, agora apenas 42% acham o mesmo. A situação é parecida em relação às oportunidades de emprego: 56% haviam dito que elas haviam avançado em 2010, contra 36% atualmente.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Ibope dá vitória a Dilma

Contrariando duas pesquisas divulgadas no final da semana passada – Datafolha e Sensus – Ibope projeta vitória de Dilma no primeiro e – eureca! –segundo turnos. 

O Globo

RIO — Pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira aponta a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) com 38% das intenções de votos dos eleitores. Aécio Neves (PSDB) está com 22% e Eduardo Campos (PSB), 8%. O levantamento do Ibope foi encomendado pela TV GLOBO e o jornal ‘O Estado de S. Paulo’, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No levantamento anterior realizado pelo instituto, em junho, Dilma aparecia com 39%, Aécio com 21% e Campos com 10%. Votos em branco e nulo representam 16% das respostas, e 9% dos entrevistados não sabem ou não quiseram responder.

Em um eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista venceria com 41% das intenções contra 33% do tucano. Brancos e nulos somam 18%, e indecisos 8%. Se o adversário fosse Eduardo Campos, a presidente também teria 41% dos votos contra 29% do socialista. Brancos e nulos somam 20%, e indecisos 10%.



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Parecer de ministros do STF isenta Aécio (do caso do aeroporto)...


O Estado de S. Paulo

Depois de passar o dia recolhido em Belo Horizonte preparando sua defesa no caso do aeroporto construído em Minas em um terreno que pertenceu ao seu tio-avô, o senador Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, desembarcou em São Paulo no fim da tarde desta terça-feira, 22, e fez uma declaração à imprensa.

O tucano apresentou dois pareceres assinados por ex-ministros do STF, Carlos Velloso e Ayres Brito,  para reforçar o argumento de que não houve ilegalidade na construção de um aeroporto no município de Cláudio, no interior do Estado, em um terreno que foi desapropriado de seu tio-avô.

Segundo o documento assinado por Velloso, o procedimento adotado foi "correto". "Estando o Estado já investido na posse de bem imóvel, é licita a realização da obra para a qual o ato de desapropriação ocorreu". Em sua defesa, Aécio alega que o terreno de seu tio-avô foi desapropriado pelo Estado a um preço muito abaixo do que ele valia. "O Estado pagou R$ 1 milhão pelo terreno e meu tio apresentou proposta de R$ 9 milhões. Se houve algum favorecido foi o Estado, não meu tio-avô", disse Aécio.


O candidato disse ainda que a denúncia é motivada por seus adversários na campanha eleitoral. "A campanha começou como nossos adversários gostam, com mentiras e ataques, essa é uma praxe de nossos adversários do PT". O senador encerrou a declaração sem responder às perguntas dos jornalistas sobre a frequência com a qual utiliza o aeroporto, que fica a 6 km da fazenda de sua família.