TRIBUNA SOFT

TRIBUNA SOFT
A rádio do jeito que você gosta

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Do virtual ao real

Merval Pereira – O Globo

Saindo do mundo criado pelo marqueteiro João Santana e caindo na realidade que a propaganda oficial negou, a ponto de ter conseguido fazer com que a avaliação do governo Dilma subisse durante a campanha, o PT está se especializando em derrotar o PSDB por suas propostas econômicas para, em seguida, colocá-las em prática já com o mandato garantido.


Quem começou a tomar “medidas impopulares” foi o mesmo governo que demonizou seu adversário tucano, aumentando os juros dois dias depois de fechadas as urnas e autorizando aumentos da energia elétrica como os de Roraima, de nada menos que 54%. E vêm mais aumentos por aí, das tarifas de energia até a gasolina, tudo represado para não atrapalhar a campanha eleitoral, segurando artificialmente a inflação.

Setor público tem déficit pela primeira vez em 17 anos

BRASÍLIA  -  O setor público não financeiro registrou, em setembro, déficit de R$ 25,491 bilhões em suas contas primárias. Em agosto, o déficit foi de R$ 14,460 bilhões. Com isso, o setor público tem déficit pelo quinto mês seguido, algo inédito na série do BC, iniciada em 1997. A informação é do Valor Econômico.

Os números foram divulgados, há pouco, pelo Banco Central (BC), e referem-se ao desempenho fiscal de União, Estados, municípios e empresas sob controle dos respectivos governos, excluídos bancos estatais, Petrobras e Eletrobras. Em setembro do ano passado, fora registrado déficit primário de R$ 9,048 milhões.

De janeiro a setembro, o país passou a registrar um déficit primário de R$ 15,286 bilhões - o primeiro para o acumulado do ano registrado na série histórica. Até agosto, havia saldo positivo nas contas primárias do setor público.

Medido em 12 meses, o superávit primário caiu de R$ 47,498 bilhões em agosto, para R$ 31,055 bilhões em setembro de 2014. Medido em proporção do PIB o esforço fiscal passou de 0,94% para 0,61% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo BC, pior resultado da série histórica iniciada em 2002.

Para este ano, o governo se comprometeu a entregar um superávit primário de R$ 99 bilhões, ou 1,9% do PIB. São R$ 80,8 bilhões do governo central (União, Previdência e BC), ou 1,55% do PIB, e outros 18,2 bilhões de Estados e municípios, o que equivale a 0,35% do PIB.

Para essa conta fechar o governo tem de economizar R$ 114,3 bilhões no último trimestre do ano, ou o equivalente a R$ 38,1 bilhões por mês, algo nunca registrado.

Mais 


Outra mentira petista é desmascarada

Blogs e jornalistas simpáticos e/ou financiados pelo PT por vias transversas inundaram as redes sociais com a informação de que Alberto Youssef não confessou no dia 21 (uma terça-feira) à Polícia Federal e Ministério Público que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.

A denúncia foi o tema central da revista Veja, que foi às bancas (em São Paulo) na sexta-feira e, no dia seguinte, a Folha de S. Paulo a esmiuçou, acrescentando que, segundo Yousseff, o PeTrolão foi iniciativa do deputado José Janene (falecido em 2010) para compensar o fim do mensalão. E teve o aval de Lula.

O que houve, segundo os petralhopetistas, foi uma “retificação” feita no dia seguinte por “um dos advogados” do doleiro, na qual Lula e Dilma são apontados genericamente. “Dada a dimensão do esquema, era impossível que não soubessem”, teria escrito o tal advogado.

A versão petista visa a tirar o impacto da denúncia e envolvê-la num contexto de conspiração contra a reeleição de Dilma por não ter partido do réu e sim de “um de seus advogados”.. Ah, sim, tais jornalistas e blogueiros dizem que os advogados de Youssef são ligados aos tucanos...

Muito bem. Mais uma tramoia petralhopetista é sepultada. Para o bem da verdade, das investigações e do país. E para o mal dos corruptos, que têm, além de advogados regiamente pagos (às vezes com fundo partidário, que é dinheiro público), defensores zelosos na mídia. Muitos também regiamente pagos...

Eis o que informa O Globo:

BRASÍLIA - O advogado Antonio Figueiredo Basto negou nesta quinta-feira que tenha ocorrido um segundo depoimento de seu cliente, o doleiro Alberto Youssef, no âmbito da delação premiada. Segundo Basto, na semana passada ele foi ouvido apenas na terça-feira, dia 21, sem qualquer retificação no dia seguinte, diferentemente do que publicou O GLOBO na edição de quarta-feira. Em sua última edição, a revista “Veja” informou que Youssef dissera no depoimento de terça-feira que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula sabiam dos desvios de dinheiro de obras da Petrobras para partidos políticos.

Antes disso, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, afirmara em depoimento à Justiça Federal de Curitiba que o esquema beneficiava três partidos políticos — PT, PMDB e PP.

Basto explicou que participam dos depoimentos a Procuradoria Geral da República, delegados da Polícia Federal e agentes, além de um advogado de defesa, que não faz perguntas. Segundo ele, o advogado apenas confere os documentos produzidos e as assinaturas.

— Não existiu depoimento (de Youssef) na quarta, não existiu retificação, e os advogados não se manifestam — afirmou.

O advogado disse que os depoimentos de Youssef têm sido valiosos para a Justiça e que há muitos interesses, econômicos e políticos, para que a investigação não dê certo. Lembrou ainda que no depoimento à Justiça Federal de Curitiba seu cliente havia afirmado que não era o responsável pelo esquema, que estava muito acima dele e do ex-diretor Costa. Ele defendeu investigação sobre os vazamentos.




PF suspeita que R$ 35,8 milhões da Repar foram usados para pagar propina

Investigadores da Operação Lava Jato encontraram novos indícios que ligam o esquema operado pelo doleiro Alberto Youssef às obras de ampliação da refinaria Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na região metropolitana de Curitiba. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apuraram que empresas controladas por Youssef mantiveram pelo menos três contratos com empreiteiras que atuaram na obra, ocorrida entre 2006 e 2012 e que custou R$ 7,5 bilhões. Os valores repassados pelas empreiteiras às empresas de Youssef somam R$ 4,9 milhões. A PF também apreendeu uma planilha, que estava em posse do doleiro, detalhando supostos pagamentos de propina de R$ 35.8 milhões envolvendo a Repar. O dinheiro abasteceria o esquema de pagamento a políticos e empresários descoberto pela Lava Jato. A informação é da Gazeta do Povo.

Em função desses novos indícios, um inquérito da PF instaurado em 2010 que investiga a suspeita de superfaturamento de R$ 1,4 bilhão nos contratos da Repar, foi integrado à investigação da Lava Jato. O valor foi estimado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na época, em um processo que até hoje não teve decisão final por causa de contestações das empresas envolvidas. O possível sobrepreço na obra da Repar é maior que a estimativa de superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, avaliado recentemente em R$ 1,1 bilhão pelo TCU.




quinta-feira, 30 de outubro de 2014

PSDB pede auditoria da apuração dos votos


A inciativa dos tucanos atende a um clamor que cresce a cada dia nas redes sociais. O pedido é feito de maneira sóbria e seu atendimento, que esperamos confirme a lisura da eleição, fará bem à biografia da president@ Dilma 2.0 – que não gostaria de passar à história como beneficiária de uma fraude


BRASÍLIA – O PSDB apresentou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de auditoria especial nas eleições deste ano. A solicitação foi protocolada nesta quinta-feira pelo deputado Carlos Sampaio, coordenador jurídico da campanha presidencial de Aécio Neves. A intenção é formar uma comissão de especialistas indicados pelos partidos políticos para verificar a lisura do processo. O resultado proclamado pelo TSE foi de 51,64% dos votos válidos para Dilma Rousseff (PT) e 48,36% para o tucano, uma diferença inferior a 3,5 milhões de votos. A informação é de O Globo.

No pedido, há a ressalva de que o partido confia no sistema e só tomou a medida atendendo a dúvidas levantadas nas redes sociais, onde há até a defesa da recontagem dos votos. O partido argumenta que a credibilidade do sistema brasileiro precisa ser reafirmada.

“A legitimidade da representação popular, em qualquer país democrático, está diretamente relacionada com a confiança do povo brasileiro no processo eleitoral e nas instituições públicas. Neste momento, as manifestações de uma parte considerável da sociedade brasileira não estão em consonância com esta esperada confiança, o que exige dos órgãos responsáveis pelo processo eleitoral e dos agentes que participaram das eleições, ações concretas para que quaisquer dúvidas sejam dissipadas”, argumenta.

O pedido é que a comissão tenha acesso a cópias dos boletins de urna e demais documentos gerados em todas as sessões eleitorais, dos arquivos eletrônicos com a memória dos resultados, além dos logs originais e completos das urnas eletrônicas e de transmissão e recebimento dos dados da apuração. Solicita-se ainda acesso a todas as ordens de serviço e registros técnicos sobre manutenção e atualização dos serviços técnicos relativos ao segundo turno, aos programas de totalização de votos e aos programas e arquivos de urnas utilizadas, que seriam escolhidas aleatoriamente em todos os estados e em pelo menos dez cidades de cada um.

O documento ressalta que a impressão do voto, que seria uma forma de auditoria automática, foi considerado inconstitucional. Por isso, na visão do partido, seria necessário formar a comissão para dissipar quaisquer dúvidas sobre a lisura do processo.




Youssef depositou em conta de proprietário de portal petista

Que estatais, bancos oficiais e sindicatos pelegos do PT financiem blogs amestrados para enaltecer o governo federal e atacar a honra dos adversários, isso é público e notório. Agora vem à tona a revelação de que o doleiro Alberto Yousseff repassou dinheiro desviado da Petrobras ao portal Brasil 247, petista até no nome (é só somar os algarismo e teremos o número do PT!). É o que informa Augusto Nunes, da Veja:

“No monitor de uma das meses (sic) havia um post it com a anotação ‘Leonardo Attuch 11-950206533 6×40.000.00 24/02/2014′”, informa o trecho do relatório em que a delegada Paula Ortega Cibulski resume o que foi encontrado, num dos imóveis utilizados pela quadrilha de Alberto Youssef, por agentes da Polícia Federal incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. No fim do texto reproduzido abaixo, datado de 17 de março de 2014, a delegada acrescenta que anexou ao relatório um registro fotográfico do documento que vincula o alvo principal da Operação Lava Jato ao blogueiro Leonardo Attuch, proprietário do site Brasil 247.

As letras e os algarismos que constam do anexo 3, confrontados com outras peças da montanha de documentos capturados pela Polícia Federal, revelaram que o próprio Youssef fez as anotações manuscritas que incorporam Attuch ao bando de políticos, governantes, empresários, funcionários públicos, além de indivíduos, que se apresentam como “jornalistas” envolvidos de alguma forma com um dos comandantes do mais portentoso propinoduto montado no Brasil desde o Descobrimento.

São tantos os integrantes do esquema forjado para saquear a Petrobras que, como faz a CBF com os times de futebol, os responsáveis pelo esclarecimento dos crimes dividiram informalmente os investigados em duas categorias. Na série A figuram presidentes da República (embolados no G4), ministros de Estado, governadores, figurões do Congresso, megaempreiteiros, diretores da Petrobras e gatunos de alta patente. Na série B aglomeram-se empreiteiros e fornecedores menos graúdos, parlamentares do baixo clero, funcionários do segundo escalão e jornalistas estatizados ou arrendados pela organização criminosa.

Compreensivelmente, a série A tem monopolizado tanto as investigações de campo quanto os interrogatórios de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, que toparam contar o que muito que fizeram ou sabem em troca dos benefícios da chamada delação premiada. Sorte de Attuch: a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal ainda não encontraram tempo para devassar as catacumbas da classe B. Mas chegará o dia em que as suspeitíssimas anotações manuscritas terão de ser elucidadas.

O blogueiro costuma desperdiçar seu tempo com a edição de textos abjetos sobre jornalistas independentes, aos quais se seguem “comentários” que difamam, caluniam e afrontam a honra de quem ousa criticar o governo lulopetista. A prudência recomenda que suspenda o serviço sujo e procure a ajuda de um advogado especialmente imaginoso. Vai precisar de um álibi e tanto para escapar do enquadramento no Código Penal.

Planalto reduz repasses e agrava crise no Piauí

Falta de saneamento, casas precárias: um retrato do Piauí
Quase 80% dos eleitores do estado votaram em Dilma. E eis o que recebem, como informa o portal G1:

Contratos de serviços assinados com prefeituras do Piauí estão comprometidos. É que a verba federal destinada para as despesas foi reduzida pelo quarto mês consecutivo, e sem o recurso, funcionários de 70% das cidades podem ficar sem receber o décimo terceiro salário.

Em 164 cidades piauienses a queda no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) é de 36,4.  Em Mosenhor Gil, a 50 km da capital, em agosto a prefeitura da cidade recebeu R$ 459 mil, em setembro foi R$ 403 mil e agora em outubro a projeção é de R$ 297 mil.

O prefeito Francisco Pessoa afirmou que o município está em crise, 11 funcionários foram demitidos e há três meses não paga parte dos fornecedores e prestadores de serviço. “Todos os órgãos têm que funcionar, porém não podemos segurar muitos funcionários, pois é muitos constrangedor colocar para trabalhar e não poder pagar”, argumentou.

Nas pequenas cidades do Piauí os moradores reclamam da qualidade dos serviços públicos principalmente nas áreas da educação e saúde. “Os políticos não investem no que é para ser investido, não usam os recursos adequadamente, isso é o que acontece”, falou uma moradora de Monsenhor Gil.


Itamaraty atrasa pagamentos a funcionários no exterior

O Itamaraty voltou a atrasar o repasse de recursos para os postos diplomáticos e as verbas para pagamento de moradia dos servidores lotados no exterior. Os recursos referentes a setembro, que deveriam ter sido pagos no início de outubro, ainda não foram depositados, e há sinais de que a de outubro também atrasará. A informação é de O Estado de S.Paulo.


Ontem, o Sindicato dos Servidores do Itamaraty (SindItamaraty) enviou um ofício ao ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, pedindo explicações sobre o atraso e informações sobre o que será feito para regularizar a situação, mas ainda não teve resposta. A verdade é que o ministério estaria já sem orçamento. A verba prevista para 2014 teria terminado em agosto e um crédito suplementar foi aprovado pelo Congresso em setembro, mas ainda está nas mãos da presidente Dilma Rousseff, que deve assinar a liberação.

Planalto admite ajuste fiscal 'violento'

A presidente Dilma Rousseff está ciente de que terá que fazer, para 2015, um ajuste fiscal "violentíssimo", informou uma fonte qualificada do governo. Embora ainda não se saiba o tamanho, terá que ser algo de maior impacto do que foi o contingenciamento de R$ 50 bilhões feito em 2011, no primeiro ano do primeiro mandato. A informação é do Valor Econômico.

Dilma sabe que a situação da economia, agora, é muito mais difícil e delicada do que quando assumiu, em janeiro de 2011, e que além da estagnação econômica e de uma inflação resistente enfrentará, também, uma oposição mais forte e legitimada pelas urnas no Congresso Nacional. Ao mesmo tempo, estarão em curso os desdobramentos da Operação Lava-Jato.

Crise econômica, alianças políticas esgarçadas, oposição forte e possíveis cenas de prisões de envolvidos na corrupção da Petrobras serão as marcas do início do segundo mandato da presidente Dilma, no cenário traçado por importantes assessores do Palácio do Planalto.

 Mais

Petrobras revela empresas que farão auditoria

RIO — Em comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Petrobras confirma a contratação de duas empresas independentes especializadas em investigações, a brasileira Trench, Rossi e Watanabe Advogados e a americana Gibson, Dunn & Crutcher LLP, para apurar as denúncias feitas pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, “ bem como apurar fatos e circunstâncias correlatos que tenham impacto material sobre os negócios da companhia”, afirma, em nota, a estatal.


Conforme O GLOBO publicou nesta quarta-feira, a Petrobras quer ouvir o ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa nas investigações internas para apurar irregularidades nas obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, o Comperj. O pedido foi encaminhado nesta quarta-feira à Justiça Federal do Paraná, uma vez que Costa cumpre prisão domiciliar depois de ter sido beneficiado pela delação premiada negociada com o Ministério Público Federal. A estatal pede autorização para ouvir o ex-executivo e pede que ele responda por escrito 19 quesitos, a maioria relacionados a negócios da diretoria de Abastecimento.

Delatores de corrupção na Petrobras vão devolver R$ 175 milhões

Youssef durante hospitalização
BRASÍLIA — O doleiro Alberto Youssef deverá devolver aos cofres públicos R$ 55 milhões até o fim dos processos abertos contra ele a partir da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal. A devolução do dinheiro e dos bens obtidos de recursos ilícitos faz parte do acordo de delação premiada que o doleiro firmou em troca de redução substancial das penas de prisão a que poderia ser condenado por desvios de verbas da Petrobras e de outras áreas da administração pública. Na quarta-feira, Youssef recebeu alta do hospital em Curitiba onde estava internado desde sábado e voltou para a prisão. A informação é de O Globo.

Até o momento, réus que decidiram colaborar com as investigações da Lava-Jato já se comprometeram a devolver aproximadamente R$ 175 milhões. O primeiro da fila da delação premiada, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que confessou participar de um esquema de corrupção que envolvia políticos de PT, PMDB e PP, deverá devolver mais de R$ 70 milhões. Entre os valores a serem entregues por Costa estão US$ 23 milhões que ele teria recebido da Odebrecht, uma das empreiteiras com grandes contratos com a Petrobras. O dinheiro está bloqueado em contas bancárias na Suíça, e sua devolução aos cofres públicos depende apenas de medidas burocráticas

Volume expressivo de dinheiro deve ser devolvido também por outros colaboradores, entre eles o executivo Júlio Camargo, da Toyo Setal, que também decidiu fazer acordo de delação premiada. Os valores que ele teria de devolver estariam em torno de R$ 40 milhões. Os recursos a serem recuperados até o fim do processo devem aumentar ainda mais caso algumas empreiteiras confirmem a intenção de fazer acordo de leniência. Emissários de empresas já fizeram sondagens sobre possível acordo logo na primeira fase das investigações, mas ainda não há decisão sobre isso.

Para o Ministério Público, novos acordos só deverão ser assinados em bases ainda mais duras.

— Não dá para fazer acordo de leniência com todas as empresas. Tem que ser acordos individuais com condições específicas — disse uma autoridade que acompanha o caso de perto.





Receita reduz meta de arrecadação

Lançado para salvar o resultado das contas públicas de 2014, o programa de refinanciamento de dívidas tributárias (Refis) decepcionou em setembro e deixou a Receita Federal sem saber como será o desempenho dos tributos até o fim do ano. As empresas devedoras recolheram R$ 1,637 bilhão ao Fisco, quando esperavam-se R$ 2,2 bilhões ao mês daqui até dezembro. Os dados da arrecadação de setembro, divulgados ontem após terem sido empurrados no calendário para depois das eleições, reforçam um cenário de desaceleração econômica e dificuldades para fazer frente aos gastos.


A Receita foi surpreendida pela queda no Refis, admitiu uma fonte ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A ordem, agora, é esperar o mês de outubro para refazer as contas.


Brasil terá 3ª maior alta de gastos públicos do G-20

Enquanto a economia está em recessão técnica, os gastos públicos continuam crescendo e o Brasil será o terceiro país que mais vai aumentar despesas em 2014 entre todos os países do G-20. Isso reforçará a posição do País como emergente com mais gastos públicos e o sexto país cujo governo tem mais despesas no grupo das 20 maiores economias - atrás apenas de França, Itália, Alemanha, Canadá e Reino Unido. A informação é de O Estado de S.Paulo.


Estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) mostra que os gastos públicos brasileiros aumentarão praticamente um ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano - o equivalente a cerca de R$ 50 bilhões. Segundo previsão do Fundo, o total das despesas públicas passará de 41,12% do PIB em 2013 para 42,05% em 2014. O aumento esperado só será menor que o registrado em dois países do G-20: Argentina (cujos gastos crescerão 3 pontos porcentuais do PIB) e Arábia Saudita (2,3 pontos).

Impeachment de Dilma tem 1,4 milhão de assinaturas

A petição pública pelo impeachment da president@ Dilma 2.0 atingiu às 8h27 de hoje 1.411.940 adesões - 540 adesões a mais que meia hora antes.

Ou seja, está obtendo quase vinte assinaturas por minuto.

O abaixo-assinado é iniciativa de Rogério Teixeira M. E seu enunciado é anacrônico. Diz: “O PT, Partido dos Trabalhadores, hoje representado pela presidente Dilma, trouxe o mal estar para nação. A presidente Dilma, que foi eleita pelo povo brasileiro, está nos traindo e dando continuidade ao idealismo esdrúxulo do PT. A copa do mundo comeu bilhões de reais que poderiam ter sido aplicados na saúde, na educação e em infraestrutura. Nós brasileiros, estamos cansados dessa hipocrisia.”

Ele não menciona fatos recentes, e ainda mais escandalosos, como a citação de Dilma como ciente das maracutaias promovidas na Petrobras em benefício do PT e seus cúmplices no Congresso. A menção foi feita pelo doleiro Alberto Youssef.

O autor da proposta pretende reunir 5 milhões de assinaturas para, então, formalizar o pedido ao Congresso.

O site Avaaz é administrado no Brasil pelo militante petista Pedro Abramovay, que, depois de congelar por quase um dia a contagem automática do site, quando ele estava no 1,3 milhão de assinaturas, postou essa observação: “Esta petição (...) pode não representar a visão da comunidade da Avaaz.”

Tá explicado.


(O rapaz deve estar levando puxões de orelhas dolorosos...)


Para assinar

Dilma sai de férias depois de 40 dias sem trabalhar!

Fôssemos um país sério, e teríamos um motivo a mais para pedir o impeachment da president@ Dilma 2: ela passou 40 dias longe do trabalho, só fazendo campanha e com dinheiro público, e tem a desfaçatez de sair de férias.

Sim, ela usou dinheiro público para fazer campanha. Em primeiro lugar, não renunciou ao salário. Em segundo, casou despudoramente sua agenda de candidata com a de pretensa chef@ de Estado e, assim, teve direito ao AeroLula, séquito e todas as mordomias que nossa vil imaginação é capaz de conceber.

Fôssemos um país sério, e os partidos de oposição exigiriam que o Tribunal Superior Eleitoral abrisse uma investigação.

Fôssemos um país mais sério ainda, e nem seria preciso o tribunal ser acionado – ele faria a investigação por contra própria, o que, aliás, é sua obrigação.

Não satisfeita com o abuso do poder político e econômico demonstrado durante a campanha, madama Dilma manterá durante as férias sua remuneração e.. mobiliza a estrutura da presidência para ir e vir e as confortáveis instalações da Marinha em Aratu, Bahia.

Só nos resta o consolo de que durante alguns dias não teremos notícias nem imagens dela.

Que nenhum paparazzo, per l’amore di Dio, fure o bloqueio naval e aéreo!


(Em tempo, ela passou ontem pelo Palácio do Planalto para ver se suas coisas estavam em ordem...)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Dilma planta recessão e colhe juros. kkkkkkkkkkkkkkkkk!

Ué: durante a campanha Dilma não disse que os tucanos "plantam recessão para colher juros?

Pois é. Em recessão já estamos - e a culpada disso é a madam@ Dilma (que repassa a responsabilidade à "crise internacional"). 

E agora quem está colhendo juros.. é a própria!
                                                                              
Seria trágico se não fosse cômico!

Pois é. Eis o que registra o portal da Veja:

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central retomou o aperto monetário finalizado há 16 meses e elevou a taxa Selic a 11,25% ao ano. A decisão é válida até o próximo encontro, em 2 e 3 de dezembro, que também é o último do ano. Trata-se da maior taxa de juros desde outubro de 2011 e da primeira alta desde abril deste ano.


A decisão surpreende porque o mercado esperava uma sinalização de elevação da taxa de juros, e não a alta em si. Na última reunião, em setembro, o BC sinalizou a manutenção da Selic. Na ata, a autoridade monetária informara que, com a manutenção da Selic, a inflação tenderia a entrar em trajetória de convergência para a meta de 4,5% em 2016. Pesquisa da Reuters havia mostrado que todos os 43 analistas consultados esperavam a manutenção da Selic.

Moral da história: quem mandou votar na dita cuja?!

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk