TRIBUNA SOFT

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A rádio do jeito que você gosta

quarta-feira, 30 de julho de 2014

A capitulação final de Lula: pedir a demissão de um trabalhador

Nuncaantesnahistóriadestepaís um líder sindical pediu ao patrão que demitisse o empregado.

Nuncaantesnahistóriadestepaís um líder sindical condenou o empregado e elogiou o patrão.

Nuncaantesnahistóriadestepaís se cometeu ação tão vil e em solenidade oficial de um sindicato... de trabalhadores!

Coloquem-se todos os Nuncaantesnahistóriadestepaís que vierem à mente e será pouco para qualificar o que Lula da Silva fez na segunda-feira, em São Paulo, durante “plenária” da CUT – o maior conglomerado de trabalhadores do país e braço sindical do Partido dos Trabalhadores, partido majoritário do governo federal e do qual Lula é presidente honorário.

Associando-se à histeria provocada na seara petista pelo parecer do Banco Santander a correntistas abonados, alertando para a obviedade do risco de agravamento da crise econômica pela eventual reeleição de Dilma Rousseff, Lula cometeu este crime de lesa-trabalhador.

Disse ele, textualmente:

“Ô, Botín é o seguinte, querido: eu tenho consciência de que não foi você que falou. Mas essa moça tua que falou não entende porra nenhuma de Brasil, nem do governo Dilma. Manter uma mulher dessas num cargo de chefia, sinceramente... Pode mandar ela embora e dar o bônus dela para mim, que eu sei como é que eu falo”. Confira

Menosprezemos o palavrão falado por Lula. Está se tornando corriqueiro nas aparições públicas dele. Além de configurar um comportamento incompatível com o que ele foi e é, expressa o desequilíbrio mental que as pesquisas, cada vez mais desfavoráveis à permanência do PT no poder, estão provocando nele e às suas hostes.

A bajulação ao presidente mundial do Santander, o “querido” Emílio Botin, é a artimanha que Lula, o líder sindical, recorre para pedir que o banqueiro demita a funcionária responsável pelo parecer.

A ética foi a primeira bandeira que Lula e PT queimaram. Outras tantas viraram cinzas – reforma política, reforma tributária, transparência administrativa, etc.. Pedir a demissão de uma trabalhadora é a capitulação final: o líder do Partido dos Trabalhadores trai agora – e publicamente – a categoria que seu partido e seu governo dizem representar.

Requiescat in pace.


E sem choro nem vela.

Cacoete autoritário limita análises econômicas

Reação violenta de Dilma, PT e Lula à análise do Santander sobre pesquisas eleitorais lembra críticas à imprensa no mensalão e levará bancos a praticar a autocensura

O Globo

Podia-se creditar apenas ao estado de nervos no núcleo da campanha da presidente Dilma a reação violenta dela, do seu partido e do ex-presidente Lula à análise feita para clientes preferenciais do banco Santander em que altas da Bovespa são relacionadas a pesquisas eleitorais negativas para o projeto da reeleição.

(...) a explicação para reação tão violenta não é conjuntural. O vozerio petista tem a ver com o cacoete autoritário de frações hegemônicas no partido contra a liberdade de expressão. Mesmo de departamentos de análise de instituições financeiras, as quais, daqui para frente, praticarão a autocensura, como foi obrigada a fazer a imprensa durante a ditadura militar. Talvez este seja o objetivo da resposta petista em uníssono.
  
(...) Em alguma medida, o Brasil de Dilma lembrou a Argentina de Cristina Kirchner. Lá, quando a economia estava subordinada ao truculento secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno, escritórios de consultoria que divulgassem estimativas independentes da inflação eram punidos com pesadas multas. Moreno e Casa Rosada queriam impedir comparações com a inflação oficial, manipulada.

O Brasil, felizmente, devido a suas instituições, está muito distante da Argentina kirchnerista. Mas os governos têm cacoetes muito parecidos.



Banco Central, dr. Jekyll e Mr. Hyde

Marcelo Curado – Gazeta do Povo

A existência de coordenação na política econômica é um dos elementos mais importantes para uma boa gestão na área. Por exemplo, se o problema a ser enfrentado num determinado momento é o nível elevado de inflação, o Banco Central e o Ministério da Fazenda devem agir de modo coordenado para atingir esse objetivo. Numa situação como esta, cabe ao Banco Central reduzir a liquidez e ampliar a taxa de juros; e, ao Ministério da Fazenda, aplicar uma política fiscal contracionista, reduzindo, por exemplo, os gastos do governo.

Problemas de coordenação na gestão da política econômica não são raros no Brasil. Na gestão de Lula os conflitos entre as políticas mais conservadoras do Banco Central e a heterodoxia do Ministério da Fazenda foram amplamente relatados. No entanto, as medidas anunciadas pelo Banco Central, alterando as regras do depósito compulsório e para as reservas dos bancos, colocam o tema da coordenação da política econômica em outro patamar.

(...)  a medida é mais um capítulo da infeliz gestão da política econômica de Dilma e o “samba de uma nota só” do estímulo à demanda. As medidas anunciadas colocam a discussão sobre coordenação da política econômica em outro patamar: o da incongruência das medidas tomadas pelo mesma instituição. Tal como no romance O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson, o Banco Central assume uma espécie de dupla personalidade, ora buscando agradar àqueles que se preocupam com a inflação, ora preocupado em agradar àqueles que acreditam que falta demanda e que é necessário estimular os gastos no sistema. O resultado desta bipolaridade é o aumento da incerteza e a perda de credibilidade na gestão da política econômica.

Marcelo Curado é professor do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico da UFPR.



Procurador é favorável à impugnação de Cheida

Condenação por improbidade confirmada pelo TJ impede candidatura de peemedebista, diz parecer

Folha de Londrina

O procurador regional eleitoral do Paraná, Alessandro José Fernandes de Oliveira, emitiu parecer favorável ao pedido de impugnação da candidatura à reeleição do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), condenado em maio deste ano por improbidade administrativa dolosa pela 4ª Câmara do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. "A notícia de inelegibilidade procede", escreveu o procurador no parecer anexado à impugnação apresentada pelo também candidato a deputado estadual Emerson Petriv, o "Boca Aberta" (PSC). O Ministério Público Eleitoral não havia questionado a candidatura de Cheida.


O procurador lembra que (...) Cheida foi condenado à suspensão dos direitos políticos por 8 anos por improbidade dolosa e ressarcimento do erário: ele contratou, com dinheiro público, advogado particular para defendê-lo em dois processos criminais quando era prefeito de Londrina (1993-1996). Além disso, a contratação foi feita sem licitação e o custo das duas defesas foi de R$ 60 mil, valor muito superior ao da tabela da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que vigorava na época.

Dilma tenta se descolar do ‘Top-Top’

Claudio Humberto

O governo "plantou" nos jornais de ontem correção importante no seu discurso sobre o Oriente Médio: destacou que a presidenta Dilma qualifica de "massacre" e não "genocídio" o que ocorre em Gaza, em razão da ofensiva israelense. Dilma isola e se descola do aspone lulista Marco Aurélio "Top-Top" Garcia – que usou a expressão "genocídio", provocando reação de Israel e fazendo do Brasil motivo de chacota.

Anão é o ‘Top-Top’
O governo de Israel chutou o pau da barraca e chamou de "anã" a diplomacia brasileira por saber que "Top-Top" Garcia a lidera de fato.

Vergonhoso
Estreito, atrasado, trapalhão, Marco Aurélio Garcia jamais foi diplomata, mas define a política externa desde o governo Lula.

Medo cúmplice

Subservientes, os diplomatas assistem Marco Aurélio Garcia esfacelar o prestígio construído pela Itamaraty ao longo de mais de cem anos.

PMDB tem de ser fiel a Requião, alerta a Justiça Eleitoral

Gazeta do Povo

A Justiça concedeu uma liminar de protesto ao senador Roberto Requião, o que obriga o diretório estadual do PMDB a notificar todos os seus integrantes sobre a obrigatoriedade da fidelidade partidária. A decisão foi proferida pelo juiz Austregésilo Trevisan, da 17ª Vara Cível de Curitiba, no último dia 24, mas que veio a público somente nesta terça-feira (29). Ainda cabe recurso por parte do partido.

De acordo com a ação, logo após a convenção estadual que optou pela candidatura de Requião, a executiva estadual do PMDB elaborou a ata da convenção e acordou em liberar os integrantes que quisessem apoiar coligações concorrentes. Porém, a ação alerta que a infidelidade partidária, segundo estatuto do PMDB, sujeita o infrator a cancelamento do registro de candidatura e expulsão simultânea do partido.


Segundo o advogado de Requião, Luiz Fernando Delazari, o objetivo da ação é comunicar ao presidente do diretório estadual que a infidelidade partidária é ilegal. “Se isso persistir, medidas judiciais serão tomadas contra os infiéis”, alerta Delazari.

Energia vai encarecer a partir de 2015, diz Aneel

Empréstimos feitos pelo governo para socorrer as distribuidoras vão causar aumento de oito pontos percentuais nas tarifas de luz


Gazeta do Povo

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, estimou ontem em oito pontos percentuais o impacto financeiro dos empréstimos de R$ 17,7 bilhões às distribuidoras no custo da energia em 2015 e 2016. O primeiro empréstimo concedido às empresas foi de R$ 11,2 bilhões. O segundo, que ainda está sendo negociado entre o governo e instituições financeiras, gira em torno de R$ 6,5 bilhões. “Não estou querendo dizer que o reajuste do ano que vem será de 8%, pois isto depende de uma série de outros fatores”, explicou.

De acordo com Rufino, esse é o tamanho do repasse que será feito aos consumidores para cobrir os financiamentos bancários disponibilizados ao setor. Isoladamente, disse ele, o impacto dos empréstimos não representa o aumento real que será percebido nas contas de luz.





(O aumento acima refere-se apenas a esta tomada de empréstimo. Outras foram feitas. O anúncio da Aneel desmonta, portanto, a tese da senadora e candidata do PT ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann, de que o aumento aplicado pela Copel este ano é consequência da não antecipação pela empresa dos contratos de concessão propostos pelo governo federal. As operadoras que o fizeram só então contendo o preço das tarifas por causa dos empréstimos. Que terão de começar a ser pagos a partir do ano que vem. E, então, o consumidor será convocado a entrar com a sua parte...)



terça-feira, 29 de julho de 2014

O partido do terror, da censura e do silêncio. É o PT

Reinaldo Azevedo

O terror petista já está em curso. A “analista” do Santander, que não teve seu nome divulgado, já foi demitida. A informação foi passada aos jornalistas pelo presidente mundial do banco, Emilio Botín, que foi chamado por Lula, nesta segunda, durante encontro da CUT, de “meu querido”. O chefão petista, aliás, puxou o saco do banqueiro e demonizou a pobre bancária. Afirmou que a moça não sabia “porra nenhuma”, nesses termos, e que o seu amigão deveria dar a ele, Lula, o bônus que caberia à então funcionária.

Só para lembrar: correntistas com conta acima de R$ 10 mil receberam uma avaliação sobre a situação política e econômica do país. O texto informava que os indicadores pioram se aumentam as chances de Dilma ser reeleita. Grande coisa! Isso já virou lugar-comum. O PT, no entanto, se aproveitou para inventar uma guerra dos ditos “ricos” contra o PT. Prefeituras do partido que têm a conta salário no banco falam em romper o contrato. A militância estimula os filiados a retirar seu dinheiro do banco. Não passa de oportunismo eleitoral.


Certa feita, um adversário de Marat, o porra-louca jacobino da Revolução Francesa, afirmou sobre o seu furor punitivo: “Deem um copo de sangue a este canibal, que ele está com sede”. Falo o mesmo sobre Lula e o petismo: deem copos de sangue aos canibais; eles estão com sede.

Liminar tira do ar artigo “Requião bate em mulher e apanha de homem”

Do blog do Tupã


O senador Roberto Requião, candidato ao governo do estado pelo PMDB, obteve liminar do juiz Guido José Döbeli, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, para retirar do ar, em caráter liminar, de matéria do blog do jornalista José Pedriali intitulada “Requião bate em mulher e apanha de homem”.

No texto o jornalista comenta um Boletim de Ocorrência, divulgado pelo ex-deputado José Domingos Scarpelini, que teria sido registrado pela mulher do senador, dona Maristela Quarenghi de Mello e Silva, denunciando agressão física que teria sofrido por parte do marido em 23/05/1994.

José Pedriali comenta em seu texto que a agressão à mulher contrastaria com outros dois casos, um com o empresário Ciro Frare, e outro com o deputado federal Rubens Bueno, em que o senador Roberto Requião teria sido agredido por homens sem esboçar qualquer espécie de reação.


Na sua representação Requião alegou que a matéria é “absolutamente inverídica”, porque seria um “notório defensor de mulheres” e argumenta ainda que o documento apresentado, o Boletim de Ocorrência 888/94, registrado na Delegacia da Mulher, seria falso. O juiz observa que a alegação de falsidade do BO não foi comprovada pelo senador.

A conspiração internacional contra o PT

O governo popular do PT está sendo massacrado pelas instituições financeiras internacionais, inconformadas com o êxito de seus programas sociais e econômicos.

O capitalismo não admite a ascensão dos pobres!

Primeiro foi o Banco Central norte-americano- o FED - a apontar deficiências na condução da política econômica do governo popular comandado (sic) por Dilma Rousseff.

Os petistas ficaram eriçados. A senadora Gleisi Hoffmann tornou-se porta-voz da indignação da companheirada ao propor uma "nota de repúdio" à "interferência indevida" (ou algo assim) do Banco Central dos gringos.

Onde já se viu intromissão na política econômica interna de um país estrangeiro, ainda mais comandado pelo povo por meio do Partido dos Tralhadores, onde se viu?!

Felizmente o Senado não acatou a sugestão da colega petista, sob o risco de adotar um instrumento inédito no Legislativo, igualando-se a diretórios estudantis...

E aí veio o espanhol Santander, alertando clientes abonados para o risco representado pela eventual reeleição de Dilma. Comoção geral! O presidente do PT, o inefável Ruy Falcão, foi quem tomou as dores do partido: "terrorismo eleitoral", bradou! Dores que reboaram no Planalto que, mesmo após o mea culpa humilhante da direção do banco, que pediu desculpas e demitiu o responsável pelo alerta, fez picuinha e não mandou representante a solenidade internacional promovida pela instituição.

Não para por aí. Os capitalistas selvagens não esmorecem. E não vão esmorecer até que destruam o último alicerce do governo popular. Eis que entra em cena a mais emblemática instituição do capitalismo selvagem e desumano, o FMI (vade retro, satana!), dizendo - e isto foi hoje - que as contas externas brasileiras são "moderadamente frágeis" diante de um eventual cenário externo adverso.

(Observe-se: moderadamente frágeis?!)

Ó, ó, ó, mil ós: enquanto petistas e petralhas entopem as redes sociais para expressar espanto a mais este golpe da "elite financeira branca internacional" (as aspas são de minha responsabilidade), o vice-presidente do PT - perdão, quem é mesmo o vice-presidente do PT? - diz que a opinião do demônio capitalista "não cheira nem fede".

Se não fedesse, por que os petistas e petralhas estariam tapando os narizes?







A máscara do gigante

Mario Vargas Llosa - O Estado de S.Paulo

Muito me entristeceu a derrota catastrófica do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo, mas confesso que não me surpreendeu. De uns tempos para cá, a famosa seleção canarinho se parece cada vez menos com a mítica seleção brasileira que deslumbrou minha juventude.

 (...)Os críticos esportivos cobriram de impropérios Luiz Felipe Scolari, o treinador brasileiro. No entanto, eu creio que a culpa de Scolari não é somente sua, mas, talvez, uma manifestação no âmbito esportivo de um fenômeno que, já há algum tempo, representa todo o Brasil: viver uma ficção brutalmente desmentida por uma realidade.
Tudo nasce com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), que, segundo o mito universalmente aceito, deu um impulso decisivo para o desenvolvimento econômico do Brasil, despertando assim o gigante adormecido e encaminhando-o na direção das grandes potências. As formidáveis estatísticas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística difundia eram aceitas por toda parte: de 49 milhões, os pobres foram reduzidos a apenas 16 milhões e a classe média aumentou de 66 milhões para 113 milhões.
Não estranha que, com essas credenciais, Dilma Rousseff, companheira e discípula de Lula, vencesse as eleições com tanta facilidade. Agora que ela quer se reeleger e a verdade sobre a condição da economia parece substituir o mito, muitos a responsabilizam por esse declínio veloz e pedem o retorno do lulismo, o governo que semeou, com suas políticas mercantilistas e corruptas, as sementes da catástrofe.

A verdade é que não houve nenhum milagre naqueles anos, e sim uma miragem que só agora começa a se desfazer, como ocorreu com o futebol brasileiro. O endividamento que financiava os dispendiosos programas sociais era, com frequência, uma cortina de fumaça para tráficos delituosos que levaram muitos ministros e altos funcionários daqueles anos (e os atuais) ao cárcere ou ao banco dos réus.
(...) Apesar do panorama tão preocupante, o Estado continua crescendo de maneira imoderada - ele já gasta 40% do PIB - e multiplica os impostos. Apesar disso, segundo as pesquisas, Dilma Rousseff vencerá as eleições de outubro e continuará governando inspirada nas realizações e enganos de Lula.
Se for assim, o povo brasileiro estará não só lavrando sua própria ruína como logo descobrirá que o mito em que está fundado o modelo brasileiro é uma ficção tão pouco séria como a da seleção de futebol que a Alemanha aniquilou. E descobrirá também que é muito mais difícil reconstruir um país do que destruí-lo.
 (As pesquisas nas quais o autor se apoia para prever a reeleição de Dilma estão defasadas...)



O fiasco dos incentivos

O Estado de S. Paulo

O fracasso da política industrial foi provado e comprovado pela estagnação econômica dos últimos quatro anos, pelo péssimo desempenho da indústria e pelo déficit comercial do setor de manufaturados. Mais uma prova contundente acaba de surgir com um estudo sobre o efeito do incentivo fiscal - redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) - ao setor automobilístico. Entre 2010 e 2013, esse benefício resultou em acréscimo de apenas 0,02% ao ano ao Produto Interno Bruto (PIB) e de 0,04% ao emprego, segundo análise dos professores Alexandre Porsse e Felipe Madruga, da Universidade Federal do Paraná. Apesar disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu prorrogar mais uma vez o benefício. Sua extinção estava prevista para o começo de julho, mas a redução valerá até o fim do ano.

(...) O estudo sobre a redução do IPI dos automóveis comprova a ineficácia de uma política industrial voltada para uma indústria ou para alguns segmentos. Testar os efeitos dessa política - conhecida como vertical - foi um dos objetivos da análise realizada pelos dois pesquisadores. Políticas verticais, também praticadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, tendem a ser um desperdício de recursos, podem ter efeitos concentradores e entravam a modernização, se forem acompanhadas de protecionismo. Mas o governo parece ainda longe dessa conclusão.


André Vargas e a Ópera do Malandro

O comportamento de André Vargas em relação ao Conselho de Ética da Câmara, que o investiga por quebra de decoro parlamentar motivada por suas relações incestuosas com o doleiro Alberto Youssef, remete a Ópera do Malandro, de Chico Buarque, em especial à primeira estrofe do hino de abertura:

O malandro/Na dureza
Senta à mesa/Do café
Bebe um gole/De cachaça
Acha graça/E dá no pé.

Hoje, mais uma vez, Vargas não compareceu ao depoimento agendado pelo relator Paulo Souto - que, assim, concluirá o relatório sem ouvir o réu e algumas das testemunhas arroladas por ele - que, como ele, também deram o bolo na comissão.

O comportamento de Vargas aponta para o passo seguinte à eventual - e quase certa - cassação de seu mandato: questionar na Justiça a legitimidade do processo, alegando ter sido "cerceado".

É o comportamento típico do malandro da peça de Chico Buarque: nega-se a pagar o que deve, ri dos que o acusam e procura fugir da responsabilidade.

A Ópera do Malandro é a trilha sonora perfeita para o enredo que Vargas - aquele que deixou o PT, mas o PT, de tão incorporado a seu coração e mente, jamais o abandonará.

Ouça








Obrigado aos 4.493 leitores de ontem. E aos 4,7 mil de hoje, idem

Agradeço aos 4.493 leitores que tiveram a coragem de acessar meu blog na segunda-feira, 28 de julho.

As visualizações desta terça já ultrapassam 4,7 mil (conferir no canto superior direito da página).

Parte do interesse foi motivado pelo artigo  "Requião bate em mulher e apanha de homem", postado sábado e vetado temporariamente na segunda pelo Tribunal Regional Eleitoral, decisão da qual estou recorrendo.

A campanha mal está iniciando. Lances ousados - e irados - estão à espreita. Sabe-se lá quantos Ferreirinhas estão sendo gestados...

(As postagens são em menor quantidade nesta terça por motivo de viagem. O mesmo deve acontecer amanhã.)



Efeito Santander: bolivarianismo cada vez mais explícito

O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Os desdobramentos de uma nota do banco Santander Brasil, a clientes de alta renda, mostrando pessimismo com a possível reeleição da presidente Dilma Rousseff, ampliou o conservadorismo de instituições financeiras nas referências públicas sobre a eleição presidencial de outubro.

"Vai ter mudanças em todos os processos internos de aprovação de documentos do banco de contato com o público", disse uma fonte de um grande banco comercial, sob condição de anonimato.


Leia também, se quiser, a postagem abaixo "É proibido criticar..."


Ministros do STF duvidam da renúncia de Barbosa

Claudio Humberto

Como já adiou uma vez sua aposentadoria, o ministro Joaquim Barbosa caiu na desconfiança de colegas do Supremo Tribunal Federal, que já duvidam se ele renunciará mesmo na sexta (1º) ou continuará na Presidência até novembro, quando termina seu mandato. A única certeza dos ministros é que Joaquim não aceita se submeter ao comando do seu principal desafeto, o atual vice-presidente Ricardo Lewandowski.

É proibido criticar. Então, cale-se, Banco Central!

É o que se deduz da pressão do PT e do Planalto sobre o Banco Santander, que alertou investidores para os riscos de a economia piorar ainda mais caso a president@-adjunta Dilma Rousseff seja reeleita.

Criticar o PT ou o governo passou a ser considerado crime de lesa-pátria.

O Santander acovardou-se, pediu desculpas e demitiu o responsável pela nota - que, aliás, não fez nada além de sua obrigação, nem descobriu o ovo de Colombo: basta ter um mínimo de visão para enxergar o pior dos mundos se Dilma (toc toc toc) vencer.

E não bastou o ato de humilhação pública do banco: nenhum representante do governo - e convites não faltaram - compareceu à solenidade promovida pela direção mundial do banco.

Dilma, em entrevista à Folha de S. Paulo, diz que há "pessimismo inaceitável" em relação ao desempenho da economia.

Ela apontou o dedo para o mercado - no qual se encaixa o Santander, claro.

Esqueceu-se de que o "excesso de pessimismo" está sendo veiculado semanalmente pelo boletim Focus, preparado pelo Banco Central - a última previsão aponta para uma expansão de mero 0,9% do PIB este ano. Como semanalmente a previsão tem sido "excessivamente" mais "pessimista" que a anterior, é de se prever que nos próximos dois meses o número fique em torno de zero.

Passou da hora, portanto, de também silenciar o Banco Central. A cada semana ele está cometendo crime de lesa-pátria.


Pois está decretado: é proibido criticar.

Juízes do Paraná ganham 12 vezes mais do que a média do trabalhador


Diferença entre os rendimentos dos magistrados paranaenses e os do brasileiro médio é maior do que a de oito países

Gazeta do Povo

Juízes e desembargadores paranaenses ganham 12 vezes mais que a renda média de um brasileiro. A diferença entre os rendimentos dos magistrados e a dos demais trabalhadores é maior no Paraná do que em oito países listados no último levantamento do Ministério da Justiça, de 2011. Um juiz em início de carreira no estado recebe R$ 303,2 mil por ano, enquanto os demais brasileiros, de modo geral, recebem apenas R$ 25,2 mil anuais, segundo o IBGE. Se a comparação fosse feita com o salário dos desembargadores, o abismo seria ainda maior: eles embolsam 15 vezes a mais que a média da população.

A disparidade é bem menos acentuada nos outros países da lista. Na Rússia, um juiz em início de carreira ganha só 0,29 vezes mais que a renda média dos outros russos. Na Irlanda, onde há a segunda maior diferença salarial, o rendimento de um juiz é 4,4 vezes maior que o do restante dos trabalhadores (veja todas as comparações no infográfico).

Os ganhos acessórios dos magistrados paranaenses, como os auxílios moradia (de no mínimo R$ 3,2 mil mensais), saúde e alimentação, não entraram no cálculo. Os “penduricalhos” agregados ao salário aumentariam ainda mais a disparidade.

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