TRIBUNA SOFT

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A rádio do jeito que você gosta

domingo, 31 de agosto de 2014

Desculpe-me, senador Roberto Requião.

Desculpe-me, senador Roberto Requião, pelos comentários sobre seu desempenho no debate da Band de quinta-feira à noite, em que afirmo que o senhor “foi vítima do próprio veneno” (confira) ao ser confrontando com a mesma agressividade que pauta sua conduta -  porém sem o destempero que o caracteriza . E que, por isso, “caiu do cavalo”, reagindo de maneira confusa aos adversários, estourando sistematicamente o tempo a que tinha direito (confira também).

Desculpe-me, senador.

Tais comentários não continham nenhuma mandinga.

Nem de longe tive a intenção de causar-lhe qualquer dano físico.

Fiquei muito chateado, confesso, com o acidente que o vitimou no sábado. O senhor caiu de uma escada e quebrou a fístula, como descreveu em sua conta no twiiter.

Chateado duplamente. Pelo acidente em si, pela dor, pelo desconforto que o acompanhará nas próximas semanas. E pela possibilidade de ser associado a ele pelo senhor, que talvez não me conheça, mas seus advogados sim, e por seus seguidores mais ardorosos – os “mamonas assassinos”.

Fiquei chateado com a possibilidade de que interpretassem meus comentários como um código ocultista destinado a feri-lo fisicamente.

Longe de mil tal perversidade!

Desejo-lhe o mais pronto restabelecimento. E que, nesse período, medite sobre as dores que o senhor causou, com seus impropérios alucinados. à canela de muitos, que é onde se localiza a fístula.


Ah, sim, e desculpe-me também por usar o verbo desculpar, que não consta do seu dicionário. Uma rápida busca no Google explicará seu significado.

Marina e as mudanças

O Estado de S.Paulo


Marina Silva se apresenta como alternativa à polarização PT-PSDB que há duas décadas domina o cenário político nacional e tenta se credenciar para esse desafio com uma proposta de mudança que se consubstanciaria numa "nova política" capaz de elevar o padrão ético e de eficácia na gestão da coisa pública. Não é pouca coisa e é impossível de imaginar que algum cidadão bem-intencionado possa se opor a tão elevado propósito, mesmo que ainda não se conheça sua tradução num programa de governo claramente definido. Resta saber de que condições objetivas a candidata do PSB disporá para enfrentar o nada fácil desafio de transpor para o plano da realidade aquilo que fica tão bem no das intenções.

Visual repaginado, mas com discrição

Maria Rita Alonso - O Estado de S.Paulo

Quando o estilista Ricardo Almeida soube da morte de Eduardo Campos, ele fez questão de não cobrar os ternos sob medida encomendados pelo candidato. Eles seriam usados durante a campanha, especialmente nas gravações do horário eleitoral gratuito. Enquanto o guarda-roupa de Campos havia sido bem calculado, o de Marina Silva, alçada de repente a protagonista da campanha à Presidência da República, vem sendo improvisado e lapidado aos poucos.

De pronto, ela topou abrir três exceções às quais tinha dito não na posição de vice: retocou os cabelos brancos, fez a sobrancelha e aceitou incluir uma maquiadora na comitiva. As olheiras, que dão um ar de cansaço, foram atenuadas. Alérgica a maquiagem, ela sucumbiu à base, ao corretivo e ao rímel, dando exclusividade, segundo uma assessora, à marca MAC. O batom, que incha seus lábios, ela substitui por um gloss caseiro que inventou, à base de beterraba e açúcar.

O estilista mineiro Ronaldo Fraga, com quem Marina tem uma relação antiga, ficou de enviar umas peças para a candidata, mas não agora, já que está em Londres


A pior semana de Dilma. Por enquanto

Veja online

 divulgação, nesta sexta-feira, do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), do rombo nas contas públicas e da pesquisa Datafolha, que aponta não só a vitória de Marina Silva (PSB) no segundo turno das eleições presidenciais, como também o empate com Dilma no primeiro turno, encerrou aquela que foi, até agora, a pior semana do governo da presidente desde que assumiu, em janeiro de 2011.

O rosário de notícias ruins começou logo na segunda-feira, com o debate eleitoral transmitido pela Band, em que Dilma foi atacada por Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) e se defendeu lançando mão de dados duvidosos. Ao longo da semana, todos os indicadores econômicos divulgados corroboraram um cenário de crise ocasionado, essencialmente, por erros cometidos pelo próprio governo brasileiro. O PIB, como esperado, veio negativo. Como houve a revisão (também negativa) do resultado do primeiro trimestre, o país entrou na chamada recessão técnica.

Rombo nas contas externas, juros recordes para pessoas físicas, piora na confiança do consumidor e aumento da inadimplência são apenas alguns dos indicadores ruins publicados ao longo dos últimos dias e que ajudaram a fazer com que a percepção do brasileiro em relação ao governo da presidente piorasse – o Datafolha mostra que o porcentual dos que acreditam que o governo da presidente é péssimo aumentou de 23% para 26%. Veja alguns dos principais acontecimentos econômicos que fizeram com que o mês de agosto da presidente terminasse péssimo — e não pessimista, como ela costuma se referir aos seus críticos. 



sábado, 30 de agosto de 2014

A esfinge Marina retira o véu

Candidata socialista divulga proposta de governo que se assemelha à Carta ao Povo Brasileiro de Lula


Em junho de 2012, o então candidato favorito à presidência Lula Inácio da Silva divulgou a “Carta ao Povo Brasileiro”, um manifesto político que rejeitava os cânones mais sagrados do PT e se comprometia a respeitar os pilares básicos do Plano Real – câmbio flutuante, controle da inflação e rigor no cumprimento das metas do superávit primário.
A atitude era necessária para acalmar o mercado, alarmado com a perspectiva de vitória de um candidato que proclamava o socialismo, estancar a sangria de dólares e conter a desvalorização do real e – meta principal - pavimentar o caminho para a vitória.

Agosto de 2014. A ex-petista, ex-verde e por enquanto socialista Marina Silva, guindada pelo destino à condição de favorita para vencer a eleição presidencial deste ano, lança seu programa de governo, que assume características semelhantes ao manifesto de Lula.

Marina acena para o mercado, o agronegócio, os ambientalistas, os movimentos sociais e – numa atitude que pode lhe custar votos preciosos no meio evangélico – das minorias, defendendo o casamento gay e reprovando a homofobia.

É uma barafunda de propostas, que, no entanto, sinaliza um caminho – o que faltava até agora.

Muito pode – e deve – ser discutido sobre sua essência, superficialidade e contradições. Mas a versão marinera da Carta ao Povo Brasileiro atinge, de imediato, alvos preciosos para a candidata.

O mercado foi contemplado com a garantia de manutenção dos pilares econômicos, combate à inflação e autonomia do Banco Central.

O agronegócio com a disposição de incentivar ainda mais este setor, vital para a economia - o único que está tendo expansão continuada na balança comercial.

Os ambientalistas, com a promessa de prioridade à energia renovável e descarte progressivo da derivada de combustíveis fósseis – e lá se vai para o armário o decantado pré-sal, uma das bandeiras do petismo.

Os movimentos sociais foram contemplados com a perspectiva de terem mais espaço nas decisões do governo e de assentamento do contingente de quase cem mil cadastrados pelo MST como agricultores sem-terra.

A esfinge Marina retira, enfim, o véu que encobria sua face. Mas seu interior continua, parafraseando a definição de Churchill sobre a Rússia, uma incógnita envolta num mistério dentro de um enigma.


Beto mantém liderança em nova pesquisa eleitoral

Folha de Londrina

O governador Beto Richa (PSDB) ainda lidera as intenções de voto, com a preferência de 40,7% dos eleitores paranaenses, segundo pesquisa feita pelo Instituto Data Vox divulgada ontem pelo portal Bem Paraná. Atrás do tucano vem Roberto Requião (PMDB), com 27,1%, seguido de Gleisi Hoffmann (PT), com 15,1%. A sondagem também indica que o atual governador venceria num segundo turno contra qualquer adversário.

Na pesquisa estimulada (quando o entrevistador dá os nomes dos candidatos), Tulio Bandeira (PTC) volta a figurar com 1% dos votos. Os outros candidatos foram citados por menos de 1%. Votos brancos e nulos chegam a 6,4% e outros 7,5% não souberam ou não responderam. A margem de erro da pesquisa é de 2,5% para mais ou para menos.

Em um eventual segundo turno, Beto teria os votos de 49,3% contra 41,8% de Requião – não responderam 5% dos entrevistados e 3,9% votariam em branco ou anulariam.

Requião também lidera a rejeição dos eleitores: 32,5% disseram que não votariam nele de jeito nenhum. Beto tem a rejeição de 20,8% dos eleitores e Gleisi, 19,6%. Tulio tem 9% de rejeição; Bernardo Pilotto (Psol), 8%; Rodrigo Tomazini (PSTU), 7%; Ogier Buchi (PRP), 6,7%; e Geonísio Marinho (PRTB), 6%. Outros 8,3% disseram que poderiam votar em qualquer um e 16,2% não souberam dizer ou não responderam.


A pesquisa ouviu 1.536 eleitores em 36 cidades do Paraná, entre os dias 22 e 27 de agosto. A sondagem foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná sob o número PR-00026/2014.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

O Apocalipse assombra o PT


NuncaantesnahistóriadoPT – que, para seus membros, corresponde à da civilização – o partido esteve tão próximo de perder o poder – seu deus supremo, cujo culto permite o recurso a todos os meios.

Não bastasse a degringolada da popularidade de Dilma, a capataz que, em nome do partido e sob a égide de Lula, seu criador, exerce o poder; não bastasse a degringolada da economia, referendada hoje pela pesquisa do IBGE, que aponta um recuo do PIB dois trimestres consecutivos – é a recessão técnica -; não bastasse isso e mais o contínuo distanciamento do PT em relação ao pensamento, gostos e anseios nacionais – e vice-versa-, o destino pôs em seu caminho Marina Silva.

Marina torna-se cada vez mais a opção para aqueles que, descontentes com o PT e com os rumos que impôs ao país, não encontravam em Aécio Neves o instrumento para enxotá-lo do poder. O ideário de Marina é uma incógnita em constante evolução, mas a corrente crescente de seus adeptos não está preocupada – o que é uma pena – com o que pensa e poderá ou deixará de fazer – ela conquistou seus corações, e está é sua principal vantagem, a força avassaladora que demonstra em relação aos adversários.

A entrada apoteótica de Marina na disputa eleitoral dificulta ainda mais o desejo do PSDB de retomar o poder e, a julgar pelo panorama que as pesquisas esboçam, poderá levar Aécio Neves à dupla derrota – a presidência e o governo de Minas, onde o candidato do PT, Fernando Pimentel, tem folgada vantagem sobre o tucano Pimenta da Veiga.

Ruim para o PSDB, trágico, calamitoso para o PT. Que perderá a presidência, os ministérios, as estatais que usa sem pudor em seu benefício – político e pessoal de muitos de seus membros -, os milhares de cargos nos quais acomodou a companheirada e aliados, as embaixadas e – dor suprema – as nababescas oportunidades de negócios. Que o digam Lula, “o palestrante” regiamente pago por empreiteiras, Zé Dirceu, Antônio Palocci, Erenice Guerra, os pródigos companheiros que enriqueceram à sombra do poder (para citar apenas os mais notórios).

A força de Marina é tão avassaladora que, indicam pesquisas em poder da cúpula petista, reveladas hoje pelo colunista Claudio Humberto, nem Lula seria capaz de confrontá-la...

Além de ameaçado de perder o poder central, o PT tende a ficar só com um dos nove governos estaduais que disputa. O desastre se estenderá ainda ao Congresso, onde sua bancada tende a ser reduzida substancialmente – e lá se vão mordomias, poder de barganha e recursos do fundo partidário...


O Apocalipse assombra o PT.

Datafolha dá empate numérico a Dilma e Marina


E aponta vantagem de 10 pontos para Marina em eventual segundo turno

Folha de s.Paulo

Pesquisa Datafolha finalizada nesta sexta (29) mostra a presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-ministra Marina Silva (PSB) numericamente empatadas na simulação de primeiro turno da eleição presidencial. Cada uma tem 34% das intenções de voto.

No teste de segundo turno, Marina seria eleita presidente da República com dez pontos de vantagem em relação à rival: 50% a 40%.


Os dados mostram fortalecimento da candidatura Marina. Em relação ao levantamento anterior do Datafolha, ela apresenta melhor desempenho nas simulações de primeiro e de segundo turno –a pesquisa antecedente foi feita imediatamente após a morte de Eduardo Campos, o candidato que encabeçava a chapa do PSB.

O governo Dilma acabou, diz Aécio


O Globo

SÃO PAULO — O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, usou nesta sexta-feira o anúncio de um quadro de recessão técnica na economia do país para endurecer as críticas ao governo da presidente Dilma Roussef. O presidenciável afirmou que o quadro de PIB negativo pela segunda vez consecutiva mostra que o governo terminou e que o legado a ser deixado será o do fracasso econômico.

— Hoje é um dia muito triste para o Brasil. O Brasil acaba de entrar em recessão técnica. Pelo segundo trimestre consecutivo temos um PIB negativo. Na verdade, o governo do PT terminou e antes da hora. O legado será de crescimento e investimentos baixos, combinado com inflação e juros altos e perda crescente da confiança na nossa economia — disse o tucano, após vistoriar uma estação do monotrilho na capital paulista com o governador Geraldo Alckmin.

O tucano disse que o quadro econômico é um “atestado do fracasso” da atual gestão, e se colocou como a melhor opção dentre os que pregam mudanças nesta eleição.




Economia do PR cresce 1,7% no primeiro semestre


Gazeta do Povo

O Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná cresceu 1,7% nos primeiros seis meses de 2014, informou na manhã desta sexta-feira (29) o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A média foi obtida com a comparação do desempenho econômico do estado do primeiro semestre de 2014 com período equivalente de 2013. A economia nacional, no mesmo período, cresceu 0,5% no mesmo período e na mesma comparação.


O resultado do setor de serviços cresceu 4% e foi o que segurou a média positiva do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná no primeiro semestre de 2014. A indústria e a agricultura, por outro lado, fecharam o período em queda de 1,9% e 4,5%, respectivamente e foram as contribuições que mais puxaram a média para baixo.

Richa se impõe, Gleisi se mantém e Requião cai do cavalo

O desempenho dos principais candidatos ao governo do Paraná no debate de ontem à noite pode influenciar as pesquisas de intenção de voto?

Eis a questão.

O debate permitiu o primeiro confronto direto entre Beto Richa, Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, citados de acordo com a posição que ocupam nas pesquisas.

Não trouxe nada de novo, uma ou outra proposta vaga – Gleisi anuncia o PAC Paraná (meu Deus!) e o Mais Cubanos, digo Mais Médicos (de novo, meu Deus!), mas ensinou um pouco sobre o temperamento dos postulantes.

Richa não apenas enfrentou com firmeza, e argumentos sólidos, os ataques de Requião e Gleisi, mas contra-atacou com vigor – comportamento pouco usual, já que se destaca pela cordialidade. Foi duro com ambos, sem, no entanto, ser descortês. Não deixou ataque passar em branco. Impôs-se.

Gleisi foi pedra e vidraça. Dosou os ataques tanto a Richa quanto a Requião, que precisa desconstruir para reaver a segunda colocação na corrida eleitoral. Seu melhor momento foi quando observou, após a resposta de Requião de que apelou à aposentadoria como ex-governador para pagar indenizações por danos morais, que “o povo do Paraná paga pelo que o senhor fala”. Teve, como sempre a incômoda missão de defender o governo Dilma e a si própria de malfeitos e más companhias. Não pôde esconder a irritação ao ser confrontada com temas espinhosos. Os gestos bruscos e a voz alguns decibéis acima do normal denotaram arrogância. Manteve-se, no entanto.

Requião foi um desastre do início ao fim. Pautou-se, como sempre, pela agressividade, mas embaralhou argumentos, vacilou nas respostas, fez cara de amuo ao ser emparedado por Gleisi e, pecado mortal para um debatedor, não conseguia concluir as perguntas e respostas no prazo – e era interrompido pelo mediador. A petulância do velho guerreiro murchou diante das câmeras – e dos eleitores. Encolheu.

Requião, o colecionador de equinos, caiu do cavalo.



Corda no pescoço

Folha de S. Paulo

Juros ao consumidor chegam ao maior valor desde 2011, o que desfaz mais uma das inúmeras fantasias divulgadas pela gestão Dilma

As novas informações sobre as concessões de empréstimos no país, divulgadas pelo Banco Central, evidenciam que também essa área da economia está paralisada, apesar dos esforços do governo.

Pior, os juros do crédito livre (sem destinação específica) ao consumidor chegaram a 43,2% ao ano, um recorde desde 2011. Desfaz-se, assim, mais uma das inúmeras fantasias propagadas pela gestão Dilma Rousseff (PT) --a de que haveria redução nas taxas escorchantes a que as famílias são submetidas.

Não surpreende, pois, que o saldo das operações de crédito tenha desacelerado pelo sétimo mês consecutivo, na comparação com o mesmo período do ano passado. Em julho, houve expansão de 4,6% (já descontada a inflação), menos da metade do padrão observado de 2011 a 2013.




Mais

Atenção, muita atenção: onde está Marina?

Se o leitor tiver interesse em saber onde Marina Silva aparece nesta foto, feita na feira agropecuária de Sertânzinho (SP) – atenção, preste atenção no que vou dizer.

Repetindo: se o leitor quiser ver a candidata à presidência da República Marina Silva – volto a chamar a atenção para o que estou dizendo -, dou uma dica:

Siga a direção - atenção, preste atenção no que estou dizendo, pois é a última chance de você encontrar a mulher que está se tornando a favorita para governar o Brasil-, siga a direção indicada pela seta providencial no alto da foto...


Preste atenção! 

Ah, sim, o candidato a vice Beto Albuquerque é o que está à direita.

(Desculpe, leitor, pelo incômodo.)

Petrobrás na campanha

O Estado de S.Paulo

Dilma Rousseff, candidata à reeleição, anda reclamando de "ataques" à Petrobrás. "Eu acho extremamente equivocado colocar a maior empresa da América Latina, sempre durante a eleição, como arma política", afirmou recentemente. Para ela, a instituição "está acima" de escândalos. Mas não é a oposição ou a imprensa que ataca a Petrobrás, como quer dar a entender a candidata à reeleição. O ataque à maior estatal brasileira está continuamente vindo do próprio governo, ao envolver a Petrobrás em "erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção", conforme listagem da própria candidata.

O episódio mais recente, que fez Dilma voltar ao tema, é a possibilidade de o ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso por suspeita de corrupção, utilizar o recurso da delação premiada: falar o que sabe em troca de diminuição da pena. Atualmente, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, investiga 13 empresas ligadas a Costa que, segundo a Procuradoria da República, obtiveram "vertiginoso acréscimo patrimonial" na época em que ele foi diretor da Petrobrás.

Nas palavras da candidata, "a Petrobrás é muito maior do que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos (...) isso não significa uma condenação da empresa. Não se pode confundir as pessoas com as instituições". Não se está fazendo essa confusão nem condenando a Petrobrás. O País quer é responsabilizar pessoas pelos "erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção" que possam ter cometido.

Se houve confusão entre pessoas e instituições, foi a própria candidata quem a fez.






Déficit público é o maior em 17 anos

As despesas do governo federal de julho superaram em R$ 2,2 bilhões as receitas, informou nesta sexta-feira (29) o Tesouro Nacional.


É o pior deficit das contas públicas para um mês de julho de que o Tesouro tem registro. A série estatística tem início em 1997.

Estagnação e inadimplência

O Estado de S.Paulo


Mais um recorde negativo foi batido na economia brasileira, embora o governo continue alardeando um desempenho muito melhor que o da maior parte do mundo. A inadimplência das empresas, medida pelo número de contas em atraso, protestos e cheques sem fundos, aumentou 12,9% de junho para o mês passado. 

Para um mês de julho, foi o maior avanço registrado na série iniciada em 2000. Com esse movimento, o índice ficou 11,4% acima do patamar alcançado um ano antes, segundo o levantamento da Serasa Experian. 

A comparação dos primeiros sete meses deste ano com os do ano passado mostra um aumento de 6,9%. Os feriados da Copa do Mundo podem ter atrapalhado a rotina empresarial, mas é um exagero, ou tentativa de enrolação, atribuir todos os problemas de produção, consumo e pagamentos ao campeonato da Fifa. 

A estagnação da economia, a elevação de juros e a alta maior dos salários que da produtividade compõem uma explicação de maior alcance. Ainda seria possível acrescentar a variação de outros custos e a insegurança criada pelo acúmulo de erros da política econômica.

Diabo a quadro

Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

A possibilidade de uma derrota na eleição presidencial já estava no radar do PT há algum tempo. O partido havia abandonado a esperança de vencer no primeiro turno desde que as taxas de rejeição e aprovação à presidente Dilma Rousseff se encontraram.

Os petistas consideravam que a disputa final seria um páreo duro. Perder para Aécio Neves, do PSDB, seria uma hipótese. Remota, é verdade. Principalmente diante da perspectiva de que o horário eleitoral desse à presidente uma dianteira, senão confortável, ao menos segura.
No fatídico dia 13 de agosto último, porém, tudo mudou. Eduardo Campos saiu da vida e Marina Silva entrou na disputa para presidente justamente numa quadra da história em que o País só quer saber de mudança e nada mais. A qualquer custo.

Veio a primeira pesquisa, a segunda, a terceira e as análises precisaram ser revistas. A derrota de Dilma já não se desenhava mais como uma hipótese remota. Enquadrava-se na moldura de uma possibilidade concreta.

(...) Para isso anunciou-se a disposição de fazer "o diabo". Diante do perigo, não há dúvida: haverá de se fazer o diabo a quatro.