Os Estados Unidos anunciam que vão reconhecer o resultado das eleições presidenciais hondurenhas, previstas para o próximo domingo. Espera que com isso a situação política daquele país seja normnalizada.
O "assessor especial" para assuntos internacionais da presidência do Brasil, professor Marco Aurélio Garcia, sinaliza que o governo tomará o rumo contrário.
O Brasil, que não reconhece o presidente Roberto Micheletti - que chefiava o Congresso quando o presidente Zelaya foi deposto -, continuará não reconhecendo o futuro governo. A afirmação é de Garcia, em seu costumeiro atropelo da hierarquia do itamaray.
Ora, ora, ora, senhor "assessor especial", se as eleições já estavam previstas - e quem quis tumultuá-las foi Zelaya, por isso foi deposto - a posição brasileira é contraditória.
O governo brasileiro não reconhece o atual governo hondurenho por considerá-lo ilegítimo, por julgar que Zelaya foi vítima de um golpe de Estado, e ao mesmo tempo condena por antecipação o próximo presidente - que será eleito democraticamente, num processo tumultuado pelas circunstâncias políticas, mas conduzido com total liberdade para os candidatos.
Negar o reconhecimento ao próximo presidente é assinar em baixo: o governo brasileiro queria mesmo é que se concretizasse o desrespeito à Constituição tentado por Zelaya e que ele, por sua simpatia a Chávez, se mantivesse no poder por mais quatro anos - e porque não oito ou 12?
terça-feira, 24 de novembro de 2009
"Ouro de Moscou", um desperdício comunista
O "ouro de Moscou", o dinheiro que o Partido Comunista soviético investiu para financiar a revolução mundo afora, foi um desperdício.
Milhões de rublos foram torrados para doutrinar e equipar ativistas (armados ou não) e financiar atividades subreptícias dos "agentes de Moscou" nos cinco continentes, e o resultado foi pífio, embora a divisão do mundo tenha prevalecido do final da Segunda Guerra à queda do Muro de Berlim - durante 44 anos, portanto.
Todo o arcabouço ideológico comunista desabou com o muro.
"Pegadinhas Eróticas", programa que o SBT transmite de segunda a sexta-feira à noite, revela que, se tivessem investido em "sensualidade" (eufemismo de sacanagem), os soviéticos teriam avançado muito mais profundamente sobre corações e mentes do Ocidente.
O programa é uma sucessão de quadros rápidos em que belas mulheres, a pretexto de uma acidente qualquer, despem-se parcialmente diante de desavisados - e perplexos - cidadãos comuns, homens e mulheres.
Não sei qual a audiência do programa, mas, ao sair de meu apartamento dias desses, passei pela porta de dois vizinhos, e o som que me alcançou era o das "pegadinhas".
Sim, assisto ao programa. É muito mais instrutivo que "O Capital".
Milhões de rublos foram torrados para doutrinar e equipar ativistas (armados ou não) e financiar atividades subreptícias dos "agentes de Moscou" nos cinco continentes, e o resultado foi pífio, embora a divisão do mundo tenha prevalecido do final da Segunda Guerra à queda do Muro de Berlim - durante 44 anos, portanto.
Todo o arcabouço ideológico comunista desabou com o muro.
"Pegadinhas Eróticas", programa que o SBT transmite de segunda a sexta-feira à noite, revela que, se tivessem investido em "sensualidade" (eufemismo de sacanagem), os soviéticos teriam avançado muito mais profundamente sobre corações e mentes do Ocidente.
O programa é uma sucessão de quadros rápidos em que belas mulheres, a pretexto de uma acidente qualquer, despem-se parcialmente diante de desavisados - e perplexos - cidadãos comuns, homens e mulheres.
Não sei qual a audiência do programa, mas, ao sair de meu apartamento dias desses, passei pela porta de dois vizinhos, e o som que me alcançou era o das "pegadinhas".
Sim, assisto ao programa. É muito mais instrutivo que "O Capital".
A vendeta da prostituta

A prostituta italiana Patrizia D'Addario (foto) está lançando "Gradisca Presidente" (Desfrute, presidente), livro no qual relata seu envolvimento com o presidente Silvio Berlusconi.
Mais que um testemunho do apetite sexual do presidente - testemunhado por uma sucessão de fatos tornados públicos -, Patrizia promove uma vendeta: o motivo de sua confissão é o descumprimento do acordo feito com Berlusconi.
Ela deveria receber por seus serviços um terreno em Bari, sua terra natal, mas o presidente não cumpriu o combinado.
"O primeiro-ministro mentiu, não me pagou, não era dinheiro que devia me dar, tinha me prometido outra coisa, eu dei meu corpo e ele não deu nada em troca", diz Patrizia.
Alerta aos defensores de Battisti
Do deputado italiano Piero Fassina, ex-ministro da Justiça e lider do Partido Democrático, ex-comunista, sobre o imbróglio da extradição do ex-ativista de extrema-esquerda daquele país Cesare Battisti:
"Creio que a esquerda no Brasil não tenha uma informação e uma visão exata" (da situação dele).
O comentário está na edição de hoje da "Folha de S. Paulo", enviada pelo correspondente em Genebra.
A matéria intitula-se "Esquerda italiana defende extradição de Battisti", porque, segundo Fassina, "ele não foi condenado por suas ideias, foi condenado por assassinato".
"Creio que a esquerda no Brasil não tenha uma informação e uma visão exata" (da situação dele).
O comentário está na edição de hoje da "Folha de S. Paulo", enviada pelo correspondente em Genebra.
A matéria intitula-se "Esquerda italiana defende extradição de Battisti", porque, segundo Fassina, "ele não foi condenado por suas ideias, foi condenado por assassinato".
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Falha congênita
Com a pesquisa CNT/Sensus apontando um aumento da avaliação positiva do presidente de 76,8% para78,9%, o filme de Luis Carlos Barreto já nasce defeituoso.
Um defeito de conceituação, expresso no título: "Lula, o filho do Brasil".
Com bilhetes subsidiados pelas centrais sindicais e com os pedidos mui gentis dos produtores para que empresários comprem ingressos no atacado para seus funcionários, o título do filme ficará rapidamente defasado.
O correto, para mantê-lo atualizado pelo menos para o público interno, seria chamá-lo "Lula, o pai do Brasil".
A etapa seguite, assim que a tática do jogo de futebol proposto por ele entre judeus, árabes e palestinos se revelar a fórmula mágica da pacificação do Oriente Médio, seria alterar o título para "Lula, o pai do mundo".
Um defeito de conceituação, expresso no título: "Lula, o filho do Brasil".
Com bilhetes subsidiados pelas centrais sindicais e com os pedidos mui gentis dos produtores para que empresários comprem ingressos no atacado para seus funcionários, o título do filme ficará rapidamente defasado.
O correto, para mantê-lo atualizado pelo menos para o público interno, seria chamá-lo "Lula, o pai do Brasil".
A etapa seguite, assim que a tática do jogo de futebol proposto por ele entre judeus, árabes e palestinos se revelar a fórmula mágica da pacificação do Oriente Médio, seria alterar o título para "Lula, o pai do mundo".
Serra cai, Dilma sobe. Mas só ela está em campanha
O instituto Sensus divulga nova pesquisa de intenção de votos, apontando uma queda de 15 pontos percentuais no favoritismo de Serra sobre Dilma, se comparado o humor do eleitor hoje com o de dezembro do ano passado.
Serra aparece com 31,8% das intenções de voto no primeiro turno. em segundo vem Dila, com 21,7, em terceiro Ciro Gomes, com 17,5%. Marina Silva vem comendo por fora, devagar e sempre, com 5,9%.
Na primeira lista apresentada pela CNT/Sensus aos entrevistados, Serra aparece na frente de Dilma para primeiro turno, com 31,8% de intenções de voto, seguido pela ministra, com 21,7%. Em terceiro lugar, aparece o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), com 17,5%. A senadora Marina Silva (PV-AC) tem 5,9% e vem em quarto lugar.
Em dezembro de 2008, Serra tinha 46,5% das intenções de voto, Dilma tinha 10,4% e a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) - que na época era uma potencial candidata - tinha 12,5%.
A pesquisa é publicada com mais detalhes no portal do Estadão. Acessar http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pesquisa-mostra-dilma-rousseff-com-chances-de-crescimento,470726,0.htm
Dilma vem crescendo, crescendo, enquanto Serra cai. Detalhe: só ela está em campanha Brasil afora, tendo a tiracolo o maior cabo eleitoral da atualidade, o "filho do Brasil", o presidente Lula.
Os holofotes, portanto, estão todos focados nela, enquanto sobre Serra, o favorito do PSDB para a disputa, paira a penumbra da indefinição.
Os tucanos estão encolhidos na toca, enquanto Dilma, Lula & PT estão pulando de galho em galho, no topo da árvore da campanha antecipada.
A continuar assim, quando o PSDB definir quem irá enfrentar a mãe do PAC e o "filho do Brasil", a maior parte do eleitorado já terá sido adotado pelo adversário...
Serra aparece com 31,8% das intenções de voto no primeiro turno. em segundo vem Dila, com 21,7, em terceiro Ciro Gomes, com 17,5%. Marina Silva vem comendo por fora, devagar e sempre, com 5,9%.
Na primeira lista apresentada pela CNT/Sensus aos entrevistados, Serra aparece na frente de Dilma para primeiro turno, com 31,8% de intenções de voto, seguido pela ministra, com 21,7%. Em terceiro lugar, aparece o deputado federal Ciro Gomes (PSB-SP), com 17,5%. A senadora Marina Silva (PV-AC) tem 5,9% e vem em quarto lugar.
Em dezembro de 2008, Serra tinha 46,5% das intenções de voto, Dilma tinha 10,4% e a ex-senadora Heloisa Helena (PSOL) - que na época era uma potencial candidata - tinha 12,5%.
A pesquisa é publicada com mais detalhes no portal do Estadão. Acessar http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pesquisa-mostra-dilma-rousseff-com-chances-de-crescimento,470726,0.htm
Dilma vem crescendo, crescendo, enquanto Serra cai. Detalhe: só ela está em campanha Brasil afora, tendo a tiracolo o maior cabo eleitoral da atualidade, o "filho do Brasil", o presidente Lula.
Os holofotes, portanto, estão todos focados nela, enquanto sobre Serra, o favorito do PSDB para a disputa, paira a penumbra da indefinição.
Os tucanos estão encolhidos na toca, enquanto Dilma, Lula & PT estão pulando de galho em galho, no topo da árvore da campanha antecipada.
A continuar assim, quando o PSDB definir quem irá enfrentar a mãe do PAC e o "filho do Brasil", a maior parte do eleitorado já terá sido adotado pelo adversário...
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Cesare Battisti: uma aposta sobre a decisão de Lula
Autorizado pelo STF a decidir o destino do terrorista italiano Cesare Battisti, o presidente Lula disse hoje que sua decisão já está tomada, mas que somente a anunciará assim que o tribunal publicar o acórdão.
Então, uma aposta: Battisti não será extraditado.
Lula pode resistir à pressão da Itália, mas não mostra disposição de peitar seu douto ministro da (in)Justiça Tarso Genro, menos ainda o advogado e companheiro de velha data, Luiz Eduardo Greenhalgh, a quem deve tantos favores - um deles a cortina de fumaça criada em torno do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel.
Lula já deu a pista na recente visita à Itália. No encontro com o presidente Berlusconi, disse que se a decisão do STF fosse "terminativa", ele (é óbvio!) permitiria a extradição de Battisti.
Como a sentença foi autorizativa, ele tem o respaldo jurídico que tanto necessitva para agradar aos "companheiros".
Então, uma aposta: Battisti não será extraditado.
Lula pode resistir à pressão da Itália, mas não mostra disposição de peitar seu douto ministro da (in)Justiça Tarso Genro, menos ainda o advogado e companheiro de velha data, Luiz Eduardo Greenhalgh, a quem deve tantos favores - um deles a cortina de fumaça criada em torno do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel.
Lula já deu a pista na recente visita à Itália. No encontro com o presidente Berlusconi, disse que se a decisão do STF fosse "terminativa", ele (é óbvio!) permitiria a extradição de Battisti.
Como a sentença foi autorizativa, ele tem o respaldo jurídico que tanto necessitva para agradar aos "companheiros".
Requião e a Solenidade do Nada
Roberto Requião será lançado amanhã pré-candidato à presidência da República pelos peemedebistas inconformados com a coligação, enfiada goela abaixo, com o PT.
O governador do Paraná prepara uma grande solenidade em Curitiba. Pena que entre os convidados está o senador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul: o currículo dele não merece incluir a participação neste mico!
Mas a presença de mister Mangabeira Unger é apropriada à solenidade: o homem que projetou o aqueduto do rio Amazonas para o Nordeste, para com isso solucionar de vez o drama da carestia de água naquela região árida, tem tudo a ver com a Solenidade do Nada.
Requião aproveita-se do descontentamento criado com a decisão da cúpula do partido (leia-se Michel Temer) sem consultar as bases para ocupar espaço político. Fará bravatas, ameaçará mundos e fundos, mas os alicerces do Palácio do Planalto, fincados sobre a espinha dorsal sempre subserviente do PMDB, não sofrerá abalo algum.
O PMDB continuará, agora e sempre, com os pés nas canoas da situação e oposição, fortalecendo, assim, seu poder de barganha, que é a essência da organização.
O governador joga para a plateia nacional de olho na cobiçada vaga do Senado, limite de suas possibilidades.
O governador do Paraná prepara uma grande solenidade em Curitiba. Pena que entre os convidados está o senador Pedro Simon, do Rio Grande do Sul: o currículo dele não merece incluir a participação neste mico!
Mas a presença de mister Mangabeira Unger é apropriada à solenidade: o homem que projetou o aqueduto do rio Amazonas para o Nordeste, para com isso solucionar de vez o drama da carestia de água naquela região árida, tem tudo a ver com a Solenidade do Nada.
Requião aproveita-se do descontentamento criado com a decisão da cúpula do partido (leia-se Michel Temer) sem consultar as bases para ocupar espaço político. Fará bravatas, ameaçará mundos e fundos, mas os alicerces do Palácio do Planalto, fincados sobre a espinha dorsal sempre subserviente do PMDB, não sofrerá abalo algum.
O PMDB continuará, agora e sempre, com os pés nas canoas da situação e oposição, fortalecendo, assim, seu poder de barganha, que é a essência da organização.
O governador joga para a plateia nacional de olho na cobiçada vaga do Senado, limite de suas possibilidades.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
O "filho do Brasil" e nossos chargistas
O dilema do presidente Lula
O STF autorizou a extradição de Cesare Battisti mas deixou ao presidente Lula a decisão final de atender ao pedido do governo italiano.
A suprema corte, assim, deu uma no prego, outra na ferradura.
Sábia decisão, já que, acima da situação jurídica do réu, estão as relações entre o Brasil e a Itália, normatizadas por tratados.
Lula enfrentará o dilema de atender ao governo italiano, que quer que Battisti cumpra a pena a que foi condenado, ou ao PT em peso, e ao advogado Luiz eduardo Greenhalg e seus fabulosos honorários em particular, que o quer entre nós.
A Itália negou a extradição do dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, protagonista de uma das maiores fraudes financeiras. A situação jurídica de ambos é diferente, mas Lula, para apaziguar os companheiros, pode recorrer a este antecedente.
A suprema corte, assim, deu uma no prego, outra na ferradura.
Sábia decisão, já que, acima da situação jurídica do réu, estão as relações entre o Brasil e a Itália, normatizadas por tratados.
Lula enfrentará o dilema de atender ao governo italiano, que quer que Battisti cumpra a pena a que foi condenado, ou ao PT em peso, e ao advogado Luiz eduardo Greenhalg e seus fabulosos honorários em particular, que o quer entre nós.
A Itália negou a extradição do dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, protagonista de uma das maiores fraudes financeiras. A situação jurídica de ambos é diferente, mas Lula, para apaziguar os companheiros, pode recorrer a este antecedente.
STF, Battisti e o ministro da (in)Justiça
O STF autorizou, por 5 votos a 4, a extradição de Cesare Battisti para a Itália.
Battisti foi condenado por uma penca de assassinatos quando militava numa organização de extrema-esquerda.
O ministro da (in)Justiça Tarso Genro sai dessa catando cavaco. Pois, passando por cima de decisão do Conselho Nacional de Refugiados, que considerou improcedente a concessão de asilo político a Battisti, o ministro da (in)Justiça autorizou esse status ao réu antes que o STF se pronunciasse.
Battisti foi condenado por uma penca de assassinatos quando militava numa organização de extrema-esquerda.
O ministro da (in)Justiça Tarso Genro sai dessa catando cavaco. Pois, passando por cima de decisão do Conselho Nacional de Refugiados, que considerou improcedente a concessão de asilo político a Battisti, o ministro da (in)Justiça autorizou esse status ao réu antes que o STF se pronunciasse.
A melhor piada do Arthur Virgilio
O senador Arthur Virgilio (PSDB) é um parlamentar combativo, mas convenhamos: é insosso como um xuxu.
Mais eis que hoje ele consegiu colorir a pílula. Contou a melhor piada do ano: apelou para uma representante da Fundação Cacique Cobra Coral, que diz ter poderes, por intermédio do espírito de um chefe tribal, de decifrar códigos sobrenaturais.
A tal fundação será convocada para explicar aos senadores as causas do apagão, já que ninguém da área técnica ou política do governo foi capaz de nos esclarecer até agora, passada uma semana, o que causou o maior blecaute dos últimos 20 anos.
Depois dos 3 raios que atingiram simultaneamente 3 linhas de transmissão - a maior coincidência da história do mundo! -, eis que o governo vem com outra: a causa do apagão é o execesso de chuva, que molhou os transitores.
Cacique Cobra Coral, urgente: envie seu espírito clarividente até nós, por favor.
Mais eis que hoje ele consegiu colorir a pílula. Contou a melhor piada do ano: apelou para uma representante da Fundação Cacique Cobra Coral, que diz ter poderes, por intermédio do espírito de um chefe tribal, de decifrar códigos sobrenaturais.
A tal fundação será convocada para explicar aos senadores as causas do apagão, já que ninguém da área técnica ou política do governo foi capaz de nos esclarecer até agora, passada uma semana, o que causou o maior blecaute dos últimos 20 anos.
Depois dos 3 raios que atingiram simultaneamente 3 linhas de transmissão - a maior coincidência da história do mundo! -, eis que o governo vem com outra: a causa do apagão é o execesso de chuva, que molhou os transitores.
Cacique Cobra Coral, urgente: envie seu espírito clarividente até nós, por favor.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Brasil melhora posição no ranking mundial da corrupção
Das agências de notícias:
O Brasil passou da 80ª colocação para o 75º lugar no ranking anual de corrupção desenvolvido pela ONG Transparência Internacional. 180 países foram analisados no relatório divulgado em Berlim, nesta terça-feira (17). o Brasil recebeu 3,7 pontos este ano, em uma escala de 0 a 10.
A Somália teve a nota mais baixa, 1,1. Já a Nova Zelândia foi considerada a menos corrupta, com 9,4 pontos. Nas Américas, o Canadá foi o mais bem colocado, seguido pelos Estados Unidos. Já o Haiti manteve-se na última colocação desta região.
A ONG explica que o índice não é uma medição real da corrupção em cada país, mas da forma como os governos são vistos por analistas e por homens de negócios. A Transparência Internacional também orienta que não se comparem os números e as posições no ranking de ano a ano como indicadores de evolução no combate à corrupção.
Apesar da melhora, o Brasil continua entre os países com índice alto de percepção de corrupção. O Brasil está apenas quatro posições à frente de Burkina Faso, China, Suazilândia e Trinidad e Tobago.
O índice é calculado com base em pesquisas feitas por instituições de renome, que ouviram especialistas e empresários, convidados a dar sua opinião sobre a percepção que têm da corrupção existente entre funcionários públicos e políticos de seus países.
(comento esta informação no post abaixo)
O Brasil passou da 80ª colocação para o 75º lugar no ranking anual de corrupção desenvolvido pela ONG Transparência Internacional. 180 países foram analisados no relatório divulgado em Berlim, nesta terça-feira (17). o Brasil recebeu 3,7 pontos este ano, em uma escala de 0 a 10.
A Somália teve a nota mais baixa, 1,1. Já a Nova Zelândia foi considerada a menos corrupta, com 9,4 pontos. Nas Américas, o Canadá foi o mais bem colocado, seguido pelos Estados Unidos. Já o Haiti manteve-se na última colocação desta região.
A ONG explica que o índice não é uma medição real da corrupção em cada país, mas da forma como os governos são vistos por analistas e por homens de negócios. A Transparência Internacional também orienta que não se comparem os números e as posições no ranking de ano a ano como indicadores de evolução no combate à corrupção.
Apesar da melhora, o Brasil continua entre os países com índice alto de percepção de corrupção. O Brasil está apenas quatro posições à frente de Burkina Faso, China, Suazilândia e Trinidad e Tobago.
O índice é calculado com base em pesquisas feitas por instituições de renome, que ouviram especialistas e empresários, convidados a dar sua opinião sobre a percepção que têm da corrupção existente entre funcionários públicos e políticos de seus países.
(comento esta informação no post abaixo)
Uma boa notícia e uma má intenção
(comentário do post acima)
Embora a Transparência Internacional advirta que não se devem comparar números e posições no ranking do ano como indicadores de evolução no combate à corrução, saltar cinco posições para menos entre os países mais corruptos é um fato alentador.
A corrução está na origem do Brasil e o acompanha como um código genético, perpassando gerações. Alguns surtos chamam a atenção para sua existência – o mensalão é o mais abrangente dos mais recentes, por denunciar as relações promíscuas de dois poderes, o Executivo e o Legislativo -, mas ela age na maioria do tempo como o diabetes: corrói em silêncio o organismo da Nação.
A notícia alentadora vem no momento certo, alertando para uma ameaça latente, que é a intenção do governo de retirar do Tribunal de Contas da União o poder de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, transferindo essa função para um “conselho de notáveis”.
O governo do presidente Lula tem estado em rota permanente de colisão com o TCU por causa da inépcia, segundo o tribunal, na aplicação dos recursos destinados ao PAC, o bilionário programa de investimentos, que, muito mais que aprimorar a infraestrutura do país, visa a dar sustentação à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
Para impedir que intenção se concretize, maculando indelevelmente a biografia de Lula e de seu governo, o Congresso tem de arregaçar as mangas e ir a campo. Mas como confiar num Legislativo submisso aos interesses do Executivo? É preciso, portanto, pressionar o Congresso. E essa pressão tem de ser feita pela sociedade – e todos nós, eu, você, ele, fazemos parte dela.
Embora a Transparência Internacional advirta que não se devem comparar números e posições no ranking do ano como indicadores de evolução no combate à corrução, saltar cinco posições para menos entre os países mais corruptos é um fato alentador.
A corrução está na origem do Brasil e o acompanha como um código genético, perpassando gerações. Alguns surtos chamam a atenção para sua existência – o mensalão é o mais abrangente dos mais recentes, por denunciar as relações promíscuas de dois poderes, o Executivo e o Legislativo -, mas ela age na maioria do tempo como o diabetes: corrói em silêncio o organismo da Nação.
A notícia alentadora vem no momento certo, alertando para uma ameaça latente, que é a intenção do governo de retirar do Tribunal de Contas da União o poder de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos, transferindo essa função para um “conselho de notáveis”.
O governo do presidente Lula tem estado em rota permanente de colisão com o TCU por causa da inépcia, segundo o tribunal, na aplicação dos recursos destinados ao PAC, o bilionário programa de investimentos, que, muito mais que aprimorar a infraestrutura do país, visa a dar sustentação à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência.
Para impedir que intenção se concretize, maculando indelevelmente a biografia de Lula e de seu governo, o Congresso tem de arregaçar as mangas e ir a campo. Mas como confiar num Legislativo submisso aos interesses do Executivo? É preciso, portanto, pressionar o Congresso. E essa pressão tem de ser feita pela sociedade – e todos nós, eu, você, ele, fazemos parte dela.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Oposição sem rumo
Editorial do Estadão de hoje:
O governo federal queima dinheiro com gastos improdutivos, investe pouco, incha a máquina pública, loteia o setor elétrico e atrapalha-se todo na hora de explicar um apagão em 18 Estados, mas a oposição silencia diante da maior parte dos erros, é tímida na hora do confronto e seu provável candidato em 2010, o governador José Serra, parece gostar mesmo é de criticar a política de juros do Banco Central (BC). Tudo isso é visível para quem acompanha o dia a dia da economia e das principais decisões do governo, mas o economista Rogério Furquim Werneck, da PUC-Rio, vai um passo além e faz uma advertência: para não serem vistos como anti-Lula, os oposicionistas ficam sem discurso e arriscam-se a entrar sem bandeira, ou com uma bandeira muito descorada, na disputa eleitoral.
Eleição à parte, o comportamento desses políticos chama a atenção também por outra peculiaridade. Ao concentrar as críticas na política monetária, o governador José Serra e alguns de seus companheiros escolhem o alvo errado. Em primeiro lugar, cometem uma injustiça. O BC é o único setor da administração federal com uma boa folha de serviços prestados nos últimos sete anos. Se a inflação se manteve controlada nesse período, foi por causa da manutenção de dois pilares da política econômica, o sistema de metas de inflação e o regime de câmbio flutuante.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem diploma de economista, mas entendeu perfeitamente esse fato. Sua reeleição foi muito facilitada pelo êxito da política anti-inflacionária. Sem isso, a redução da pobreza e da desigualdade teria sido muito mais difícil. O salário real teria subido menos - ou não teria subido - e os programas de transferência de renda teriam sido minados pela alta de preços. Alvo preferencial também de uma parte dos petistas, dos aliados de Lula e de alguns membros do governo, o presidente do BC, Henrique Meirelles, foi no entanto preservado. Nenhum de seus antecessores durou tanto no cargo. O presidente Lula não escolheu esse caminho só para agradar ao mercado financeiro.
O terceiro pilar da política econômica foi razoavelmente preservado no primeiro mandato do presidente Lula, mas vem sendo submetido a uma erosão cada vez mais perigosa. As tentativas cada vez mais evidentes de maquiar as contas, por meio de ajustes na meta fiscal, não permitem nenhuma dúvida. Se o governo tivesse agido com alguma parcimônia, contendo o desperdício, teria terminado o ano em condições financeiras muito melhores, apesar da crise e dos incentivos concedidos para o combate à recessão.
O desperdício continuará no próximo ano, porque o empreguismo, o aparelhamento e as bondades concedidas com dinheiro público vão continuar e servirão a propósitos eleitorais, mas nada disso parece impressionar a oposição. O governo conseguirá, sem a mínima dificuldade, a aprovação de um orçamento segundo as suas conveniências. Continuará queimando dinheiro, deixará de investir por incompetência, não por falta de verbas, e porá a culpa no Tribunal de Contas da União.
Em segundo lugar, a oposição erra na escolha do alvo porque a bem-sucedida atuação do BC é uma continuação de políticas adotadas a partir de 1999. Essas políticas deram certo logo depois de adotadas, continuaram garantindo uma razoável estabilidade de preços e têm contribuído para facilitar o planejamento das empresas. Além do mais, o BC foi muito mais ágil que o Ministério da Fazenda, nas primeiras ações de combate à crise, no ano passado. Sem essa intervenção, as condições de financiamento teriam sido muito piores, bancos pequenos e médios teriam corrido riscos muito maiores e a situação cambial poderia ter-se deteriorado muito mais perigosamente.
Em resumo, a oposição combateu algumas das melhores ações econômicas dos últimos sete anos e silenciou diante das mais desastrosas. Foi incapaz de defender algumas das mudanças mais importantes do governo anterior, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e a bem-sucedida privatização de empresas com atividades típicas de mercado, como a mineração, a produção de aço e a fabricação de aviões. Os oposicionistas ficaram quietos quando o presidente Lula tentou intervir na gestão de algumas dessas companhias, assim como têm ficado passivos diante das perigosas mudanças embutidas nos projetos de lei do pré-sal. Se essa é a sua orientação, que mensagem terão para o eleitorado?
O governo federal queima dinheiro com gastos improdutivos, investe pouco, incha a máquina pública, loteia o setor elétrico e atrapalha-se todo na hora de explicar um apagão em 18 Estados, mas a oposição silencia diante da maior parte dos erros, é tímida na hora do confronto e seu provável candidato em 2010, o governador José Serra, parece gostar mesmo é de criticar a política de juros do Banco Central (BC). Tudo isso é visível para quem acompanha o dia a dia da economia e das principais decisões do governo, mas o economista Rogério Furquim Werneck, da PUC-Rio, vai um passo além e faz uma advertência: para não serem vistos como anti-Lula, os oposicionistas ficam sem discurso e arriscam-se a entrar sem bandeira, ou com uma bandeira muito descorada, na disputa eleitoral.
Eleição à parte, o comportamento desses políticos chama a atenção também por outra peculiaridade. Ao concentrar as críticas na política monetária, o governador José Serra e alguns de seus companheiros escolhem o alvo errado. Em primeiro lugar, cometem uma injustiça. O BC é o único setor da administração federal com uma boa folha de serviços prestados nos últimos sete anos. Se a inflação se manteve controlada nesse período, foi por causa da manutenção de dois pilares da política econômica, o sistema de metas de inflação e o regime de câmbio flutuante.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem diploma de economista, mas entendeu perfeitamente esse fato. Sua reeleição foi muito facilitada pelo êxito da política anti-inflacionária. Sem isso, a redução da pobreza e da desigualdade teria sido muito mais difícil. O salário real teria subido menos - ou não teria subido - e os programas de transferência de renda teriam sido minados pela alta de preços. Alvo preferencial também de uma parte dos petistas, dos aliados de Lula e de alguns membros do governo, o presidente do BC, Henrique Meirelles, foi no entanto preservado. Nenhum de seus antecessores durou tanto no cargo. O presidente Lula não escolheu esse caminho só para agradar ao mercado financeiro.
O terceiro pilar da política econômica foi razoavelmente preservado no primeiro mandato do presidente Lula, mas vem sendo submetido a uma erosão cada vez mais perigosa. As tentativas cada vez mais evidentes de maquiar as contas, por meio de ajustes na meta fiscal, não permitem nenhuma dúvida. Se o governo tivesse agido com alguma parcimônia, contendo o desperdício, teria terminado o ano em condições financeiras muito melhores, apesar da crise e dos incentivos concedidos para o combate à recessão.
O desperdício continuará no próximo ano, porque o empreguismo, o aparelhamento e as bondades concedidas com dinheiro público vão continuar e servirão a propósitos eleitorais, mas nada disso parece impressionar a oposição. O governo conseguirá, sem a mínima dificuldade, a aprovação de um orçamento segundo as suas conveniências. Continuará queimando dinheiro, deixará de investir por incompetência, não por falta de verbas, e porá a culpa no Tribunal de Contas da União.
Em segundo lugar, a oposição erra na escolha do alvo porque a bem-sucedida atuação do BC é uma continuação de políticas adotadas a partir de 1999. Essas políticas deram certo logo depois de adotadas, continuaram garantindo uma razoável estabilidade de preços e têm contribuído para facilitar o planejamento das empresas. Além do mais, o BC foi muito mais ágil que o Ministério da Fazenda, nas primeiras ações de combate à crise, no ano passado. Sem essa intervenção, as condições de financiamento teriam sido muito piores, bancos pequenos e médios teriam corrido riscos muito maiores e a situação cambial poderia ter-se deteriorado muito mais perigosamente.
Em resumo, a oposição combateu algumas das melhores ações econômicas dos últimos sete anos e silenciou diante das mais desastrosas. Foi incapaz de defender algumas das mudanças mais importantes do governo anterior, como a Lei de Responsabilidade Fiscal e a bem-sucedida privatização de empresas com atividades típicas de mercado, como a mineração, a produção de aço e a fabricação de aviões. Os oposicionistas ficaram quietos quando o presidente Lula tentou intervir na gestão de algumas dessas companhias, assim como têm ficado passivos diante das perigosas mudanças embutidas nos projetos de lei do pré-sal. Se essa é a sua orientação, que mensagem terão para o eleitorado?
A segunda gafe de Obama

O presidente Barack Obama acaba de cometer sua segunda gafe internacional. Curvou-se demais diante do imperador Akihito, do Japão.
Ambos estão na China.
Segundo o portal do Estadão, "Programas que tratam de política repetiram várias vezes a cena. "Eu não sei porque o presidente Obama pensou que isso era apropriado", indagou no domingo o conservador William Kristol, em entrevista ao canal Fox. "Mas não é apropriado para um presidente americano se curvar diante de um estrangeiro", disse. Segundo Kristol, esse gesto sugere que os EUA tornaram-se fracos ou excessivamente reverentes sob Obama."
Muito bem, muito bem.
E qual foi a primeira gafe?
Chamar o presidente Lula de "o cara".
Pegou tão mal para Obama, que agora, em todo lugar que vai, ele chama o anfitrião de "o cara". Como o imperador do Japão tá velhinho e Obama não poderia chamá-lo de coroa, curvou-se demais diante dele...
Obama quebrou a cara!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
A chefe dos chefes, o apagão e o blecaute
Ó, plebe ingnara, que ousaste atribuir à interrupção de energia na noite de terça-feira e madrugada de quarta o termo apagão.
Não foi apagão, não, não e não: o que ocorreu foi blecaute, definiu nossa deusa do Olimpo - ou do Planalto - Dilma a Chefe Rousseff.
Na novilíngua lulo-dilma-petista, apagão é sinônimo de mal planejamento; blecaute de infortúnio causado pelos elementos em transe.
Duas semanas atrás, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Dilma a Chefe Rousseff afirmou: "Nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão".
Como o fato desmentiu a tese, muda-se o termo para caracterizar o fato.
"Se tem uma coisa que nós humanos não controlamos são as chuvas, raios e ventos", disse, em sua modéstia infinita, a ministra-chefe dos chefes.
Modéstia à parte, isso é só questão de retórica: porque da Dilma, a chefe, espera-se tudo, principalmente que controle os ventos, os raios e as chuvas, que, se ousarem se indispor às suas ordens, serão chamados de furacões, bombardeios extraterrestre e temporais dos infernos.
É só mudar o termo, e pronto: os fatos se ajustam ao desejo da chefe dos chefes.
Não foi apagão, não, não e não: o que ocorreu foi blecaute, definiu nossa deusa do Olimpo - ou do Planalto - Dilma a Chefe Rousseff.
Na novilíngua lulo-dilma-petista, apagão é sinônimo de mal planejamento; blecaute de infortúnio causado pelos elementos em transe.
Duas semanas atrás, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Dilma a Chefe Rousseff afirmou: "Nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão".
Como o fato desmentiu a tese, muda-se o termo para caracterizar o fato.
"Se tem uma coisa que nós humanos não controlamos são as chuvas, raios e ventos", disse, em sua modéstia infinita, a ministra-chefe dos chefes.
Modéstia à parte, isso é só questão de retórica: porque da Dilma, a chefe, espera-se tudo, principalmente que controle os ventos, os raios e as chuvas, que, se ousarem se indispor às suas ordens, serão chamados de furacões, bombardeios extraterrestre e temporais dos infernos.
É só mudar o termo, e pronto: os fatos se ajustam ao desejo da chefe dos chefes.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O apagão e o curto-circuito
O apagão de terça-quarta-feira provocou um curto-circuito no governo: tá todo mundo eletrizado procurando a explicação do inexplicável.
Lobão foi escalado porta-voz, mas se enrolou mais que uma bobina.
O argumento de que a causa foi uma intempérie caiu por terra.
Já que não consegue explicar, o governo adotou a tática do silêncio.
Tenta, com o silêncio, apagar o apagão, ocultar o evidente.
Mais grave que o acidente é a incompetência do governo em elucidá-lo.
Lobão foi escalado porta-voz, mas se enrolou mais que uma bobina.
O argumento de que a causa foi uma intempérie caiu por terra.
Já que não consegue explicar, o governo adotou a tática do silêncio.
Tenta, com o silêncio, apagar o apagão, ocultar o evidente.
Mais grave que o acidente é a incompetência do governo em elucidá-lo.
Pedido de ajuda
Alguém poderia me emprestar uma vela ou lanterna para eu tentar encontrar a ministra-candidata Dilma Rousseff, que garantiu, duas semanas atrás, que não havia mais risco de apagão?
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