TRIBUNA SOFT

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A rádio do jeito que você gosta

sábado, 25 de outubro de 2014

Olha a cara dela...


Dilma cumprimenta Aécio antes do debate da Globo...

Aécio se elege dois dias antes da eleição

O título aponta a consequência lógica do debate promovido hoje pela Globo. Se depender do desempenho de Aécio ele terá uma vitória avassaladora amanhã.

Seguro, objetivo, elegante – mas incisivo e preciso, sin perder la ternura jamás! -, o tucano emparedou a tartamudeante adversária petista Dilma Rouseff em todos os blocos. 

Todos!

No confronto frente à frente, apesar de algumas imprecisões e vazios, Aécio encurralou Dilma o tempo todo. E no bate papo com os eleitores indecisos, idem.

Ele vestia o terno clássico de corte inglês, enquanto ela, creio que pelo sectarismo de seus auxiliares, apareceu com os trajes de quimbanda num despacho de sexta-feira – calça preta, casaquinho vermelho-sangue.

Saravá!

A gafe de Aécio foi nomear incorretamente o Ministério de Indústria e Comércio etc.. que ele chamou de Comércio e Desenvolvimento.

As gafes de Dilma foram dezenas!

Aécio foi aplaudido várias vezes. Dilma conseguiu a façanha de ser vaiada! 

Uma delas: indicar como solução a uma economista de 50 anos que sei queixava de falta de oportunidade de emprego que... fizesse um curso no Senai! Eureca!
(kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk – inspiro-me no que os petralhas têm de mais profundo!)

E o gestual da Dilma? Pernas abertas, mãos cruzadas na bunda (bunda?), barrigão salientado pelo casaco vermelho, peitos murchos, muxoxos...

Aécio se impôs e encerrou sua participação com um discurso emotivo. Dilma, que gagujou até na hora de se despedir, mostrou ao país que esteve órfão durante quatro anos de um presidente. Ou president@!


(Voltaremos ao tema)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

A resposta da Veja a Dilma

Revista diz que president@ se limitou a atacar o mensageiro em vez de contestar a denúncia

A presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, ocupou parte de seu horário eleitoral para criticar VEJA, em especial a reportagem de capa desta semana. Em respeito aos nossos leitores, VEJA considera essencial fazer as seguintes correções e considerações:

1) Antecipar a publicação da revista às vésperas de eleições presidenciais não é exceção. Em quatro das últimas cinco eleições presidenciais, VEJA circulou antecipadamente, no primeiro turno ou no segundo.

2) Os fatos narrados na reportagem de capa desta semana ocorreram na terça-feira. Nossa apuração sobre eles começou na própria terça-feira, mas só atingiu o grau de certeza e a clareza necessária para publicação na tarde de quinta-feira passada.

3) A presidente centrou suas críticas no mensageiro, quando, na verdade, o cerne do problema foi produzido pelos fatos degradantes ocorridos na Petrobras nesse governo e no de seu antecessor.

4) Os fatos são teimosos e não escolhem a hora de acontecer. Eles seriam os mesmos se VEJA os tivesse publicado antes ou depois das eleições.

5) Parece evidente que o corolário de ver nos fatos narrados por VEJA um efeito eleitoral por terem vindo a público antes das eleições é reconhecer que temeridade mesmo seria tê-los escondido até o fechamento das urnas.

6) VEJA reconhece que a presidente Dilma é, como ela disse, “uma defensora intransigente da liberdade de imprensa” e espera que essa sua qualidade de estadista não seja abalada quando aquela liberdade permite a revelação de  fatos que lhe possam ser pessoal ou eleitoralmente prejudiciais.


Aécio: Depoimento de doleiro indica caixa dois na campanha de Dilma

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta sexta-feira que considera "extremamente graves" as informações reveladas por VEJA sobre o depoimento prestado na última terça-feira pelo doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro desmontado pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato. Como narra a reportagem, o doleiro, que atuava como banco clandestino do petrolão, implica a presidente Dilma Rousseff (PT) e Lula, seu antecessor, no esquema de corrupção. A informação é da Veja online.


“A denúncia é extremamente grave. A delação premiada é um instrumento que apenas assegura benefícios se vier acompanhada de comprovações das denúncias. É preciso que nos alertemos, porque a primeira etapa da delação feita por Paulo Roberto Costa foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal, portanto acreditando nas informações que ali foram prestadas”, afirmou o presidenciável, em rápido pronunciamento em um hotel no Leblon, Zona Sul do Rio, onde se prepara para o debate da TV Globo, nesta noite.

PT entra com ações no TSE, STF e MP contra a Veja


RIO — O presidente nacional do PT, Rui Falcão (foto), afirmou nesta sexta-feira que o partido entrou com representações contra a revista “Veja” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no Ministério Público Eleitoral (MPE) e no Superior Tribunal Federal (STF). Ele, no entanto, diz que a legenda não pedirá a retirada de circulação da reportagem em que o doleiro Alberto Youssef teria afirmado, em delação premiada à Polícia Federal, que o ex-presidente Lula e a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) saberiam do esquema de corrupção na Petrobras. Falcão também descartou a possibilidade de Lula e Dilma estarem envolvidos no escândalo da empresa.

Segundo o presidente do partido, nesta sexta-feira o PT entrou, no TSE, com um pedido de direito de resposta contra a “Veja” e seu site, além de outro para impedir qualquer publicidade da revista em rádio, TV ou outdoor, porque isso, segundo ele, configuraria propaganda eleitoral negativa. No MPE, o partido solicitou um procedimento investigativo para apurar abuso dos meios de comunicação (no caso, da revista) com a intenção de prejudicar a candidatura e desequilibrar o pleito. No STF, a sigla abriu uma representação penal de difamação, supostamente praticada pelo autor da matéria, contra o PT.

Além disso, afirmou Rui Falcão, o partido pediu providências à Procuradoria Geral da República quanto à eventual quebra de sigilo da delação premiado de Youssef pela “Veja”. Nesse caso, de acordo com ele, o PT solicitou que o partido tenha acesso aos depoimentos do doleiro nos quais estejam contidas denúncias contra petistas. Essa mesma solicitação foi encaminhada ao STF. E, por último, na esfera cível, o PT pediu indenização à revista, ainda sem valor determinado, por difamação.

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Calúnia, a arma de destruição usada pelo PT

Editorial da nova edição de ISTOÉ, que está chegando às bancas, comenta que o massacre de reputações promovido pelo PT é algo sem precedentes na história do Brasil

Foram dias de massacre de reputações sem precedentes. Para se manter no poder, os articuladores da candidata Dilma Rousseff adotaram o que chamaram de estratégia de desconstrução do adversário cuja essência era um bombardeio de mentiras e calúnias, transformando essa na mais torpe eleição dos últimos tempos.

Nas peças de campanha e nas palavras dos principais arautos petistas, liderados pelo ex-presidente Lula, o oponente de Dilma, Aécio Neves, foi classificado de nazista, que agride mulheres, não gosta de trabalhar, tem problemas com bebida e, para completar, iria desempregar os brasileiros e acabar com o programa “Bolsa Família”.

Qualquer um que avaliasse mais detidamente a tática oficial, que despejou milhões em campanha, poderia perceber a inconsistência de tamanha artilharia de insultos e ilações – e o intuito por trás dela. Nada ficaria de pé nesse carnaval de difamações. Mas o seu martelar incessante nas propagandas de TV, nas mídias digitais e nos palanques Brasil afora foi inebriando massas, tentando convencê-las de uma falsa luta do bem contra o mal, de “nós contra eles”. Faltou lucidez e a esperança de parte da população foi embalada por quem controla a máquina numa caixa de promessas vazias. Nas ruas a militância partidária, incessante no seu afã de caluniar, distribuía panfletos apócrifos com teores terroristas, falando da ameaça que viria de uma vitória da oposição.

Era o apogeu de um plano covarde que se repetia depois da destruição implacável imposta à ambientalista Marina Silva, chamada até de homofóbica e acusada de assassinato de um manifestante gay por parte de seus seguranças, segundo ela mesma informou em entrevista ao jornal britânico Financial Times. Indignada com o jogo sujo, Marina fez uma declaração de apoio aberto a Aécio e às mudanças propostas por ele que estão no bojo de um amplo anseio da Nação.

Depois das urnas, qualquer que seja o seu resultado, torna-se imperativa uma revisão das regras eleitorais que abriram margem a tantas manobras rasteiras. Os golpes baixos no plano pessoal e na biografia de conquistas administrativas do mineiro, cuja gestão no governo de seu estado mereceu aprovação recorde, somaram-se a um estratagema maroto de esconder a realidade de crise evidente. Nos últimos quatro anos, os números atestam, o País vive uma paralisia econômica que se agrava, com descontrole dos gastos públicos e desmoralização de instituições como a Petrobras, cujos cofres foram assaltados por partidários do Governo, que desviaram bilhões.

Seguir nesse caminho insano é insistir em um erro, de consequências imprevisíveis, que pode levar muito tempo para se consertar e cujo único antídoto, ou resposta eficaz, está na urna eleitoral.


Déficit nas contas externas é o maior desde 2002

O déficit do Brasil nas suas transações de bens e serviços com o exterior alcançou 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto) nos 12 meses encerrados em setembro. É o maior percentual, na comparação com o tamanho da economia nacional, desde fevereiro de 2002, quando estava em 3,9%. A informação é da Folha de S.Paulo.

O aumento dos gastos brasileiros com serviços estrangeiros e a queda no saldo comercial do país estão entre os motivos que levaram a uma elevação desse resultado negativo nos últimos anos.

No acumulado do ano, o deficit nas transações de bens e serviços com outros países somou US$ 62,7 bilhões, outro recorde. Na comparação com o PIB (Produto Interno Bruto), o resultado passou de 3,61% nos nove primeiros meses de 2013 para 3,72% no mesmo período de 2014.

Estudo recente do FMI (Fundo Monetário Internacional) mostrou que o Brasil está entre os dez países com os maiores deficit mundiais, o que não acontecia desde 2006. O resultado brasileiro só é menor que os de Turquia e Reino Unido.


Veja é “terrorista”, acusa Dilma

Dilma e o PT experimentaram hoje o gosto amargo do veneno que costumam inocular nos adversários: tiveram que se defender de ataques – desta vez da revista Veja, cuja capa afirma, com base em depoimento do doleiro Alberto Yousseff, que ela e Lula sabiam do esquema de corrupção montado na Petrobras para favorecer o PT e seus aliados.

Youssef fez esta acusação, terça-feira, diante do Ministério Público e da Polícia Federal. Para ter direito à delação premiada que solicita, terá que prová-la. (O PT prescinde desta obrigação.)

Dilma disse que vai processar a revista (kkkkkkkk – uso a frase mais filosófica, profunda e recorrente dos petralhas!)

Metade do programa dela foi ocupado para vituperar contra a revista.

Péssima tática para o último programa da petista, que sempre teve a iniciativa do ataque.

Quem se defende na reta final – aliás, nos minutos finais do combate -, ensina a tradição eleitoral, pressente que a vaca já foi pro brejo.


E dele não vai sair nem que o Lula tussa!

Cóf! Cóf!


Petista mata os pais e acusa: “Me deixaram órfão!”

Magistral e verdadeira parábola dos tempos modernos, composta pelo médico e escritor Marco Antonio Fabiani, de Londrina:

Fim de tarde nublado, o petista acende um fósforo. Um relâmpago ilumina o céu. O petista acha que ele e seu fósforo são responsáveis pelo clarão. E não há argumento racional que o demova dessa ideia.

Você aponta a um petista a beleza da lua cheia, a vastidão do universo. Ele diz que você não cortou a unha. Em outras palavras: você aponta a lua o petista olha para o dedo.

O PT se organiza para desviar dinheiro das estatais. Fazem a divisão do butim, o tesoureiro do PT passa por lá e pega os seus 3% “de direito.” O petista se acaba em gritos dizendo que o PSDB é o partido mais corrupto da história. Não fosse a corrupção do Fernando Henrique, etc, ectc.


Parece o sujeito capaz de matar o pai e a mãe e depois se queixar de que é órfão.

(E tomo a liberdade de acrescentar: o petista verdadeiro responsabilizaria o PSDB pela morte dos pais...)


Oposição pede que PGR investigue Lula e Dilma

Como mostra reportagem de VEJA, doleiro Alberto Youssef afirmou à PF que presidente e seu antecessor sabiam dos desvios bilionários na estatal


Os partidos de oposição vão pedir nesta sexta-feira que a Procuradoria-Geral da República investigue se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua sucessora, Dilma Rousseff (PT), sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Como revela reportagem de VEJA, em depoimento prestado na última terça-feira, o doleiro Alberto Youssef, que atuava como banco clandestino do petrolão, implica a presidente e seu antecessor no esquema de corrupção. A informação é da Veja online.

DEM, PSDB, PPS e SD vão subscrever o pedido. O objetivo é pedir que a PGR apure a eventual participação de Dilma e Lula no esquema. O presidente da República só pode ser investigado e denunciado pelo procurador-geral. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, diz que as revelações explicam o empenho do governo na tentativa de minar a CPI da Petrobras no Congresso. "O governo está criando obstáculos para a investigação desde o primeiro momento. Uso eleitoral é esconder esses fatos tenebrosos", diz ele.

A representação dos partidos oposicionistas deve ser entregue nesta tarde por advogados das siglas, já que a maior parte dos parlamentares está em seus Estados de origem.

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TSE nega pedido de Dilma para censurar VEJA

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta sexta-feira um pedido da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) para censurar a reportagem de VEJA desta semana na qual o doleiro Alberto Youssef, pivô do megaesquema de lavagem de dinheiro desmontado pela Polícia Federal, afirma que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam dos desvios na Petrobras.

O pedido da coligação de Dilma para retirar a publicação do site de VEJA do ar e do perfil da revista no Facebook foi protocolado pelo PT nesta sexta-feira, sob o argumento de que a publicação desrespeita a legislação eleitoral. Mas o ministro Admar Gonzaga negou o pedido.


A lei citada pelo PT para tentar censurar VEJA é fruto da minirreforma eleitoral, mas não tem efeito sore as eleições de 2014 porque entrou em vigor menos de um ano antes do pleito. "O dispositivo invocado para a suspensão da veiculação (§ 3º do art. 57-D da Lei nº 9.504/1997), consoante entendimento deste Tribunal Superior (Consulta nº 1000-75), não tem eficácia para o pleito de 2014", afirmou o ministro.

Aécio lidera com 9 pontos de vantagem sobre Dilma


Pesquisa ISTOÉ/Sensus mostra que o candidato do PSDB chega à reta final da campanha com 54,6% das intenções de voto, enquanto a petista soma 45,4%

A pesquisa foi realizada a partir da terça-feira 21 reafirma a liderança de Aécio Neves (PSDB) sobre a petista Dilma Rousseff nos últimos dias da disputa pela sucessão presidencial. Segundo o levantamento que entrevistou 2 mil eleitores de 24 Estados, o tucano soma 54,6% dos votos válidos, contra 45,4% obtidos pela presidenta Dilma Rousseff. Uma diferença de 9,2 pontos percentuais, o que equivale a aproximadamente 12,8 milhões de votos. 

A pesquisa também constatou que a dois dias das eleições 11,9% do eleitorado ainda não decidiu em quem votar. “Como no primeiro turno, deverá haver uma grande movimentação do eleitor no próprio dia da votação”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Se for considerado o número total de votos, a pesquisa indica que Aécio conta com o apoio de 48,1% do eleitorado e a candidata do PT 40%.


De acordo com Guedes, a pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios  revela que o índice de rejeição à candidatura de Dilma Rousseff se mantém bastante elevado para quem disputa. 44,2% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição contra o tucano Aécio Neves é de 33,7%. Segundo o diretor do Sensus, a taxa de rejeição pode indicar a capacidade de crescimento de cada um dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de crescimento. 

Outro indicador apurado pela pesquisa Istoé/Sensus diz respeito á votação espontânea, quando nenhum nome é apresentado para o entrevistado. Nessa situação, Aécio também está à frente de Dilma, embora a petista esteja ocupando a Presidência da República desde janeiro de 2011. O tucano é citado espontaneamente por 47,8% dos eleitores e a petista por 39,4%. 0,2% citaram outros nomes e 12,8% disseram estar indecisos ou dispostos a votar em branco.



Londrina sediará o governo em dezembro

O governador reeleito Beto Richa vai transferir para Londrina a sede do governo em 10 de dezembro, quando a cidade comemora 80 anos de emancipação.

A proposta de transferência foi feita pelo deputado estadual Tercílio Turini (foto) e aprovada pela Assembleia.

Beto fez o anúncio quinta-feira, durante entrega de equipamentos ao Hospital Universitário.


“Topei na hora em que soube”, disse Beto, que é nascido em Londrina. Ele obteve 79% dos votos em Londrina em 5 de outubro.

Doleiro cumpre o que prometeu: "chocar o país"

“Minhas revelações vão chocar o país”, advertiu o doleiro Alberto Youssef no início do mês, quando se dispôs a fazer o acordo de delação premiada.

O acordo não foi ainda homologado, pois, entre outras exigências, depende da confiabilidade – sempre acompanhada de provas – das denúncias do doleiro.

E a que ele fez no início da semana diante dos promotores e policiais corresponde ao que prometeu: choca parte do país a revelação de que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção montado na Petrobras.

Parte do país porque outra, esclarecida, tinha certeza disso há muito tempo. Pois um esquema tão gigantesco, operado por tantas pessoas de confiança de Lula e Dilma e beneficiando os partidos aliados do governo não poderiam passar despercebidos por eles.

Se Youssef não comprovar essa denúncia – a mais grave até o momento –, adiós acordo de delação. Ele deve, portanto, saber do que está falando...


Quanto às contas secretas que o PT possui no exterior e que Youssef diz que vai especificá-las – afinal, era o principal “lavador” do dinheiro desviado da Petrobras -, isso não chocará ninguém. Nem os mais crédulos...

Confira

Youssef se dispõe a apontar contas secretas do PT

No depoimento-bomba que deu terça-feira, doleiro admitiu que Lula e Dilma sabiam da corrupção na Petrobras. Doleiro diz dispor de provas


Reinaldo Azevedo – Veja online

O governo segurou dados negativos sobre o Ideb, a miséria e a arrecadação, entre outros, porque teme que eles possam prejudicar a votação da candidata do PT à reeleição. Já é um escândalo porque o estado brasileiro não pertence ao partido. Ao jornalismo não cabe nem retardar nem apressar a publicação de uma reportagem em razão do calendário eleitoral. A boa imprensa se interessa por fatos e disputa, quando muito, leitores, ouvintes, internautas, telespectadores. Na terça-feira passada — há três dias, portanto —, o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, deu um depoimento estarrecedor à Polícia Federal e ao Ministério Público. A revista VEJA sabe o que ele disse e cumpre a sua missão: dividir a informação com os leitores. Se, em razão disso, pessoas mudarão de voto ou se tornarão ainda mais convictas do que antes de sua opção, eis uma questão que não diz respeito à revista — afinal, ela não disputa o poder. E o que disse Youssef, como revela VEJA, numa reportagem de oito páginas? Que Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sabiam da roubalheira que havia na Petrobras.

Mais: Youssef se prontificou a ajudar a Polícia a chegar a contas secretas do PT no exterior. Segundo as pesquisas, Dilma poderá ser reeleita presidente no domingo. Se isso acontecer e se Youssef fornecer elementos que provem que a presidente tinha conhecimento das falcatruas, é certo como a luz do dia que ela será deposta por um processo de impeachment. Não é assim porque eu quero. É o que estabelece a Lei 1.079, com base na qual a Câmara acatou o processo de impeachment contra Collor e que acabou resultando na sua renúncia. O petrolão já é o maior escândalo da história brasileira e supera o mensalão.

O diálogo que expõe a bomba capaz de mandar boa parte do petismo pelos ares é este:

— O Planalto sabia de tudo!

— Mas quem no Planalto?, perguntou o delegado.

— Lula e Dilma, respondeu o doleiro.

Youssef diz ter elementos para provar o que diz — e, em seu próprio benefício, é bom que tenha, ou não contará com as vantagens da delação premiada e ainda poderá ter a sua pena agravada. A sua lista de políticos implicados no esquema já saltou, atenção, de 30 para 50. Agora, aparece de forma clara, explícita, em seu depoimento, a atuação de José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras durante o califado de Lula e em parte do governo Dilma. Entre outros mimos, ele revela que Gabrielli o chamou para pagar um cala-boca de R$ 1 milhão a uma agência de publicidade que participava do pagamento ilegal a políticos. Nota: Youssef já contou à PF que pagava pensão mensal a membros da base aliada, a pedido do PT, que variavam de R$ 100 mil a R$ 150 mil.

Pessoas que conhecem as denúncias de Youssef asseguram que João Vaccari Neto — conselheiro de Itaipu, tesoureiro do PT e um dos coordenadores da campanha de Dilma — será fulminado pelas denúncias. O doleiro afirma dispor de provas das transações com Vaccari. Elas compõem o seu formidável arquivo de mais de 10 mil notas fiscais, que servem para rastrear as transações criminosas.

Contas no exterior


É nesse arquivo de Youssef que se encontram, segundo ele, os elementos para que a Polícia Federal possa localizar contas secretas do PT em bancos estrangeiros, que o partido sempre negou ter, é claro. Até porque é proibido. A propósito: o papel de um doleiro é justamente fazer chegar, em dólar, ao exterior os recursos roubados, no Brasil, repatriando-os depois quando necessário.

Ipea contradiz governo e admite recessão técnica do Brasil

Segundo instituto de pesquisas, desaceleração econômica tem pouco a ver com uma crise internacional e está mais ligado à fraca demanda doméstica e à redução dos investimentos na produção

Veja online

O fraco desempenho da economia brasileira, em recessão técnica, tem pouco a ver com uma crise internacional e está mais ligado à desaceleração da demanda doméstica e à redução dos investimentos na produção. A visão, contrária aos argumentos da presidente Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, não vem da oposição ao governo, mas de uma ampla análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Divulgada sem alarde no site do Ipea, a Carta de Conjuntura derruba dois dogmas do discurso do governo federal. O Ipea reconhece a "recessão técnica", ou seja, a queda da atividade econômica por dois trimestres consecutivos. O governo rejeita esse conceito. "Este resultado (do 2º trimestre) configurou um cenário de recessão técnica, uma vez que o Produto Interno Bruto (PIB) já tinha caído 0,2% no trimestre anterior", diz no documento.

O instituto, vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência (SAE), também nega que a crise mundial seja a única explicação para o fraco resultado do PIB registrado ao longo dos últimos quatro anos.

A análise, assinada pela Diretoria de Estudos e Política Macroeconômicas, sai em um momento de crise interna no Ipea e de adiamento na divulgação de indicadores negativos para a economia às vésperas da eleição. Na semana passada, o diretor de Estudos e Políticas Sociais, Herton Araújo, pediu demissão após ser voto vencido em reunião da cúpula do Ipea que decidiu não divulgar análises com dados públicos durante o período eleitoral. Na ocasião, Araújo defendia a divulgação de estudo sobre miséria a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE.


Agora, a nova Carta de Conjuntura coloca ainda mais lenha na fogueira no debate político, partindo de análises econômicas. "Ao contrário de outros períodos em que o PIB caiu por dois trimestres consecutivos (por exemplo, 1998-1999, 2001, 2003 e 2008-2009), o momento atual não se caracteriza por crises externas, flutuações bruscas nos preços macroeconômicos e/ou "apagões" energéticos", escrevem os analistas do Ipea. "A inexistência de culpados óbvios, isto é, de 'choques negativos' de grande monta, torna ainda mais significativo o fenômeno da estagnação econômica recente."

Fundadora do PT em Minas declara voto em Aécio

BELO HORIZONTE — Fundadora do PT e líder do partido na época do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, a ex-deputada federal Sandra Starling anunciou que vai votar no candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, no próximo domingo. Aos 70 anos, a professora aposentada disse ao GLOBO que decidiu votar em Aécio diante do comportamento do governo Dilma de esconder dados, citando o caso do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que segurou a divulgação de dados sobre a superação da pobreza no país. A ex-petista disse que é um “voto crítico” e para mostrar sua indignação. Ela faz críticas ao PT, ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff.

Sandra autorizou a publicação na quarta-feira de um texto seu intitulado “Meu voto crítico em Aécio é um veto ao voto a Dilma” no blog Diário do Poder. Ontem, ela disse que saiu do PT em 2010 quando o ex-presidente Lula impôs o apoio do partido à candidatura de Hélio Costa (PMDB) ao governo de Minas Gerais. Sandra lembrou que concorreu ao governo de Minas em 1982 contra o avô de Aécio, Tancredo Neves. E contou que, no início do ano, chegou a ironizar a decisão de Aécio de ser candidato à Presidência.

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FHC afirma que Lula se transformou em ‘arauto da tragédia’

RECIFE — Em entrevista nesta manhã à Rádio Jornal do Commercio, de Pernambuco, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) acusou o ex-presidente Lula de ter se transformando em “arauto da tragédia” e afirmou que o PT adotou a tática de “demonizar os adversários” para reeleger a candidata do partido, Dilma Rousseff. FH declarou ainda que Lula criou uma “obsessão” para desconstruir as gestões tucanas e rebateu as acusações que vêm sendo feitas pelo PT, de que os tucanos “quebraram o Brasil três vezes”. Fernando Henrique criticou Dilma, dizendo que a a presidente merece um “Nobel de incompetência na economia”. 

— Ela merece o Nobel de tanta incompetência na economia. Assim que deixei o governo, o Ministro da Fazenda de Lula, Antônio Palocci, veio agradecer tudo o que o meu governo fez. Nós tiramos o Brasil da moratória. Não o quebramos. Hoje, eles usam essa ideia de desconstrução do passado. Isso se tornou uma obsessão do PT e do ex-presidente Lula. Existe uma má fé impressionante da campanha de Dilma comigo — reclamou FH. (O Globo)

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Lula volta a chamar Aécio de "filhinho de papai"

RIO — O ex-presidente Lula manteve o tom adotado pela campanha petista no segundo turno e fez uma série de ataques ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e ao candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Durante ato de campanha no Calçadão de Alcântara, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, Lula voltou a chamar Aécio de "filhinho de papai", afirmou que ele "nunca trabalhou" e disse que o governo tucano, durante a era FHC, não investiu em educação porque "não queria que pobre estudasse". (O Globo)


Campanha de desinformação

Rogério Furquim Werneck - O Globo

Desde o primeiro turno, a candidata oficial vem tendo de lidar com os dois temas embaraçosos que, a todo custo, tentou evitar. E, tendo sido arrastada para um debate em que tem plena consciência da extensão da sua vulnerabilidade, Dilma Rousseff passou a exibir seu pior lado. Partiu para a negação peremptória de aspectos incontestáveis da realidade que hoje vive o país e para inescrupulosa distorção dos fatos, empenhada em lamentável campanha de desinformação do eleitor.

Isso já havia ficado claro, no primeiro turno, quando a candidata se permitiu alardear que conceder independência ao Banco Central era “tirar do presidente da República e do Congresso Nacional, eleitos pelo povo, as decisões sobre a política econômica do país, para entregá-las aos bancos”. Agora, sem ter o que dizer sobre como pretende superar a estagnação da economia e combater a inflação, passou a denunciar que a proposta, aventada pela oposição, de reduzir a meta de inflação, aos poucos, para 3% ao ano, exigiria que a taxa de desemprego fosse elevada a 15%.

Martelando empulhações de tão baixo nível, Dilma pode até ter enganado vasto contingente de eleitores menos informados, mas à custa de insanável perda de respeito entre parcelas mais esclarecidas do eleitorado.

O mesmo discurso escapista e mistificador vem marcando a maneira como a candidata tem tentado se defender das notícias negativas que emanam da Petrobras. Em vez de se autocongratular por seu inabalável compromisso com o combate à corrupção e pelos feitos da “sua” Polícia Federal, Dilma precisa explicar como um esquema de corrupção dessas dimensões pôde prosperar por tantos anos na Petrobras sem que o Conselho de Administração, por ela presidido com suposta mão de ferro, sequer tivesse tomado conhecimento de sua existência.