TRIBUNA SOFT

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A rádio do jeito que você gosta

terça-feira, 21 de outubro de 2014

A supremacia do marketing

Josias de Souza – UOL

Vivemos atrás do significado maior de qualquer coisa que resuma uma época, seja a propagação do vírus Ebola ou a conversão da água do volume morto do Cantareira em drink-ostentação. Os brasileiros do futuro talvez elejam 2014 como um ano histórico. Dirão que foi o ano em que a política ingressou de vez na Idade Mídia, tornando-se um mero ramo da publicidade.

O Datafolha mais recente, divulgado na noite desta segunda-feira (20), reforça a sensação de que o principal fenômeno político da atual sucessão presidencial tem sido, até o momento, o triunfo da ideologia da desconstrução. Depois de triturar Marina Silva, expurgando-a do segundo turno, a usina de demolição em que se converteu o comitê de Dilma Rousseff passa no moedor a imagem de Aécio Neves.

O quadro ainda é de empate estatístico. Mas inverteram-se as posições. Nas duas primeiras sondagens do segundo turno, Aécio aparecia à frente de Dilma: 51% a 49%. Agora, é a petista quem ostenta a superioridade numérica: 52% a 48%.

Aécio não desabou como Marina. Porém, a campanha de Dilma, a mais marquetada da temporada, vai transformando-o, devagarinho,  numa paçoca em que se misturam a apelação do bafômetro à merecida cobrança por atos como a construção do agora célebre aeroporto de Cláudio. Tudo isso recoberto com um creme demofóbico que gruda no candidato tucano as pechas de ameaça aos mais pobres e amigo dos muito ricos. Nessa caricatura de segundo turno, Armínio Fraga faz o papel de Neca Setúbal.

(...) O jogo continua aberto. Há um derradeiro debate pela frente, na tevê Globo. Mas seja qual for o resultado, 2014 consolida-se como o ano da verdadeira nova política, essa que é 100% feita de publicidade. A sucessão parece um teatro de bonecos japonês.


Chama-se bunraku. Nele, os bonecos são manipulados por pessoas vestidas de preto contra um fundo escuro. A plateia vê os manipuladores. Mas finge que eles não estão lá. No caso da eleição brasileira, o homem de preto é João Santana.


Tesoureiro do PT ganha R$ 20 mil por reunião em Itaipu

João Vaccari Neto, apontado por Paulo Roberto Costa como o recebedor da propina desviada da Petrobras, foi nomeado conselheiro de Itaipu por Dilma


O Globo


BRASÍLIA e SÃO PAULO - Citado na delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa como um dos operadores do esquema de distribuição de propinas na estatal, o secretário financeiro do PT, João Vaccari Neto, virou tema da campanha presidencial, quando Aécio Neves, no último debate, na TV Record, cobrou de Dilma Rousseff, candidata à reeleição, a demissão do correligionário do Conselho de Administração da usina Itaipu Binacional. Dilma silenciou ao ser perguntada por que não demite o petista. Pesquisa no Diário Oficial mostra que Vaccari chegou ao posto por nomeação da própria presidente, em 2003, quando era ministra das Minas e Energia. Com mandato de quatro anos, desde então vem sendo reconduzido ao cargo. A remuneração por participação nas reuniões do conselho de Itaipu é de R$ 20.804,13. O atual mandato de Vaccari vai até 16 de maio de 2016.

A nomeação foi uma espécie de prêmio de consolação dada a Vaccari, que foi preterido na disputa da presidência da Caixa Econômica Federal. No mesmo dia, foi nomeada para o cargo de diretora financeira executiva de Itaipu a atual senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

No último debate, Aécio disse que se sem cargo na Petrobras o petista era acusado de participar de um esquema de 3% de propinas nos contratos da empresa, a situação poderia ser mais grave em Itaipu onde tem crachá.

- A senhora confia nele? - questionou Aécio.

(...)  Apesar de suas sucessivas reconduções, Vaccari vem respondendo, desde 2010, à denúncia do Ministério Público por suposto desvio de recursos, da Bancoop, uma cooperativa habitacional. Vaccari é réu por estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

  

A sordidez invade nossos lares

Os lábios que beijam são os mesmos que vituperam e amaldiçoam
“Tirem as crianças da sala. O PT vem aí”, exortei no início da campanha eleitoral do segundo turno. Confira

Não era necessário nenhuma bola de cristal para prever que o PT, truculento durante todo o primeiro turno, se superaria no segundo. Afinal, o seu projeto de permanência ad eternum no poder – leiam-se mordomias, “consultorias” milionárias, boquinhas regiamente remuneradas, etc. – estava em jogo.

E seriamente ameaçado, pois o adversário Aécio Neves, considerado carta fora do baralho poucos dias antes, entrava em cena revigorado pela expressiva votação no primeiro turno.

E empatava, numericamente à frente, informavam os dois maiores institutos de pesquisas, 
Datafolha e Ibope, com a candidata-president@ Dilma,

A campanha do PT no segundo turno conseguiu se superar em sordidez em relação à do primeiro. Um festival de agressões, acusações, mentiras, manipulações e simulações – como a tentativa de tratar Dilma, a "coração valente" como “coitadinha” por causa da surra elegante que levou de Aécio no debate do SBT – tomaram conta da propaganda eleitoral.

No final de semana, a Folha de S.Paulo contabilizou: dos 22 comerciais de Dilma veiculados no rádio e tevê, 19 atacavam Aécio!

A baixara é tanta – Aécio replica, mas em intensidade menor e sem o ranço do adversário – que o TSE entrou em campo para conter o ímpeto da campanha em seu estágio final.

Tarde demais. O estrago está feito.

Não bastasse tudo o que aprontou, a campanha de Dilma conseguiu se superar ontem à noite. Trouxe aos nossos lares trechos do furibundo discurso de Lula em Belo Horizonte, que marca a carreira do velho líder petista como o mais sórdido de sua vida.

Um Lula tenso, descabelado, olhar ejetado, gestos bruscos e voz gutural tratou o adversário como não se deve tratar sequer um cachorro de rua sarnento.

Recuso-me a repetir seus xingamentos, que, aliás, ele repetiu ontem, em São Paulo, ao lado de Dilma – que, assim, dá a Nação (e nem era necessário mais este) o antiexemplo de comportamento de uma president@ da República.

Ao lado do criador, Dilma admitiu – embora atribuísse o fato ao adversário:

- Nunca uma eleição teve aspectos tão agressivos como esta.


A sordidez invadiu nossos lares. Tirem, por favor, as crianças da sala. 

PT já canta vitória. É cedo pra isso!






Reinaldo Azevedo - Veja

Com uma arrogância muito característica, os petistas já cantaram vitória num encontro havido ontem à noite no TUCA, o teatro da PUC, em São Paulo. Aproveitaram para demonizar e ironizar os adversários, tratando-os como inimigos do povo, que têm de ser eliminados da vida pública. Entendo. O Brasil tem de ficar entregue a patriotas como aqueles que cuidavam da Petrobras. Muito bem: segundo o Datafolha, se a eleição tivesse acontecido ontem, a petita Dilma Rousseff teria obtido 46% das intenções de voto, contra 43% do tucano Aécio Neves. Ocorre que as eleições não aconteceram ontem. Em cinco dias, ele teria oscilado dois pontos para baixo, e ela, três para cima. Os dois continuam empatados na margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. Em votos válidos, o placar é 52% a 48%. Seis por cento dizem não saber em quem votar, e 5% votariam em branco ou nulo.

Aécio aparece na frente nas regiões Sudeste (49% a 40%), Sul (51% a 33%) e Centro-Oeste (48% a 39%), e Dilma, no Norte (55% a 39%) e Nordeste (64% a 27%). Segundo o Datafolha, a mudança mais significativa teria acontecido no Sudeste, onde o tucano teria oscilado de 50% para 49%, e a petista, crescido de 35% para 40%. O eleitorado do Sudeste corresponde a 43,44% do total. No Nordeste, Dilma teria avançado três pontos, de 61% para 64%, e Aécio, oscilado dois para baixo: de 29% para 27%. Vejam os dados.


É claro que é cedo para o PT comemorar. Por mais que a gente possa apostar na vontade que têm os institutos de acertar, o primeiro turno nos recomenda prudência. Até porque certos cuidados se fazem necessários quando se olham dados parciais das pesquisas. Por que digo isso?

No país, segundo o Datafolha, os que não sabem (6%) e brancos e nulos (5%) somam 11%, mesmo percentual, por exemplo, do Sudeste. No Sul, no entanto, onde Aécio está na frente, chegam a 16%; seriam de 13% no Centro-Oeste, mas de apenas 6% no Norte e de 9% no Nordeste. Vamos ver: brancos e nulos somaram 9,64% no primeiro turno, mas cinco dos sete Estados que ultrapassaram a marca de 10% estão no Nordeste: Rio Grande do Norte, com 14%; Alagoas (12,4%), Sergipe (11,67%), Bahia (10,67%), Paraíba (10,14%) e Ceará (9,73%). Rio e São Paulo também ultrapassaram a média, com 13,97% e 10,79%, respectivamente.

Essa observação não serve nem para animar nem para desanimar ninguém. Trata-se apenas de matéria de fato. Na rejeição, ambos estão empatados: não votariam nela 39% dos entrevistados; nele, 40%.

Aécio lidera também em todos os extratos de renda, exceção feita a um: dos que ganham até dois salários mínimos: nesse caso, Dilma tem 55%, e ele 34%. Entre os que recebem de dois a cinco, o tucano vence por 46% a 43%. A vantagem é de 57% a 33% entre cinco e 10 mínimos e de 65% a 29% entre os com renda acima de 10.

É evidente que a euforia truculenta demonstrada por petistas no encontro do Tuca é injustificada. A disputa está empatada. Os tucanos, estes, sim, têm de tomar cuidado. Querem um conselho? Façam como Aécio no primeiro turno, que jamais deixou de acreditar que estaria no segundo turno — e está. Quanto aos petistas, dizer o quê? Estão eufóricos com os números do Datafolha porque eles lhes dizem, por enquanto, que vale a pena investir no jogo sujo.


Vamos ver. Como diria Chacrinha, o Velho Guerreiro, uma eleição só acaba quando termina.

'O passado são eles', diz Aécio sobre 12 anos de PT

Tucano afirma que Dilma, ao sempre fazer comparação com o passado, esquece que mandados petistas 'jogaram fora' algumas conquistas do país

A menos de uma semana para o segundo turno, o candidato do PSDB à Presidência da República Aécio Neves utilizou nesta segunda-feira o prestígio do ex-jogador de futebol Ronaldo e da cantora Fafá de Belém para pedir votos na capital do Pará e tentar ampliar a parcela do eleitorado que pretende pôr um fim no governo do PT. “Temos nas nossas mãos uma oportunidade que não temos o direito de perder, eu é tirar o PT do governo e darmos ao Brasil a sua libertação”, disse o tucano em um comício na cidade de Belém. A informação é da Veja online.

Ao mesmo tempo em que tenta obter mais votos, a utilização de celebridades na campanha presidencial funciona como um antídoto para conter o aumento do índice de rejeição do tucano. Pela primeira vez nesta campanha, informou o instituto Datafolha, Aécio aparece com maior rejeição que a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) – 40% contra 39% da petista. Os dois estão tecnicamente empatados na intenção de votos, com vantagem numérica para a presidente – 52% a 48%.

Ao participar de ato político em Belém, Aécio apelou para um forte tom emocional, ainda que o ritmo frenético da agenda de campanha tenha comprometido sua voz – ele desembarcou no Pará no início da noite abatido e com rouquidão. “O que está em jogo nesses próximos dias não é a vitória do partido A ou a derrota desse ou daquele candidato”, disse ele, atacando a estratégia da adversária de apresentar o PSDB como um partido alheio aos anseios da população. “Não vamos aceitar essa perversa tentativa que fazem de querer nos dividir como se fôssemos povos diferentes. Agora não está mais nas minhas mãos fazer o caminho que precisamos fazer. Está nas mãos de cada uma e de cada um de vocês que vieram de barco, de bicicleta e em longo de cavalo. Está nas mãos dos médicos, dos advogados, dos trabalhadores braçais, está nas mãos dos homens e mulheres de bem mudar o Brasil”, declarou.



Tesoureiro do PT é delegado da campanha de Dilma

Documento obtido pelo site de VEJA mostra que João Vaccari Neto, citado no petróleo, tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Veja online

Desde que o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa veio a público, a campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) entrou em pânico: criou uma força-tarefa para evitar que as novas revelações causassem estrago no projeto de reeleição da petista, redobrou os ataques ao adversário Aécio Neves (PSDB) e barrou o depoimento do tesoureiro João Vaccari Neto à CPI da Petrobras. Não à toa: nove anos após o estouro do escândalo do mensalão, outro homem-forte responsável por cuidar das contas do partido aparece às voltas em um caso de corrupção, agora como o pivô de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Paulo Roberto Costa afirmou textualmente que parte da propina desviada da estatal chegou às mãos de Vaccari.  “Dentro do PT, a ligação que o diretor de serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o senhor João Vaccari. A ligação era diretamente com ele”. Ainda segundo o delator, dois terços da propina ficavam para o PT quando a diretoria era comandada pelo PP. Já nos setores diretamente controlados por petistas, a propina seguia diretamente para o caixa do partido.

A função de Vaccari, no entanto, vai além de cuidar do financeiro do PT: ele tem posto privilegiado no projeto eleitoral da presidente Dilma. Documento obtido pelo site de VEJA mostra que o tesoureiro foi nomeado delegado da campanha de Dilma e tem a função-chave de representar a candidata no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tamanha é a autonomia que Vaccari, tem, inclusive, a prerrogativa de fazer petições e assinar as credenciais dos fiscais da coligação.

Ao lado dele estão outros quatro delegados – todos ocupam posições no projeto de reeleição de Dilma: o secretário-geral do PT, Geraldo Magela, deputado federal derrotado na única vaga ao Senado pelo Distrito Federal; o ex-presidente do diretório paulista do PT e tesoureiro da campanha, Edinho Silva; o ex-ministro do TSE, Arnaldo Versiani, e Luis Gustavo Severo, ambos responsáveis pela área jurídica da campanha.

Embora tenha sido apontado como a ponte para o recebimento da propina, o PT tem se mostrando reticente a afastar o tesoureiro. Ao contrário: saiu em defesa dele e processou Paulo Roberto Costa por difamação.



Ao lado de Dilma, Lula faz nova agressão à imprensa

O Globo

SÃO PAULO - Em evento de campanha ao lado da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou nesta segunda-feira a atacar a imprensa. Desta vez, porém, foi além da crítica institucional e citou os nomes de jornalistas: Miriam Leitão, que trabalha no GLOBO, na TV Globo e na Globonews, e William Bonner, apresentador do “Jornal Nacional” :

— Daqui para frente é a Miriam Leitão falando mal da Dilma na televisão, e a gente falando bem dela (Dilma) na periferia. É o (William) Bonner falando mal dela no “Jornal Nacional”, e a gente falando bem dela em casa. Agora somos nós contra eles.

Ouvida, a TV Globo disse que seus jornalistas não falam mal de ninguém, mas apenas cumprem a sua obrigação de perguntar e noticiar fatos.

No mesmo ato, apesar das queixas de Dilma contra o tom agressivo da campanha, Lula passou a fazer fortes ataques ao candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves:

— Esse rapaz (Aécio) não teve educação de berço para respeitar as mulheres. E, sobretudo, uma presidente, mãe e avó. Esse cidadão agrediu, com seu cinismo, tentando deixar Dilma temerosa — disse ele, aplaudido por cerca de cinco mil pessoas aglomeradas numa praça em Itaquera, na periferia de São Paulo.

Em seu discurso, Dilma disse que essa campanha é a “mais conflituosa” dos últimos anos:

— Nunca uma eleição teve aspectos tão agressivos como esta. A agressividade começou com uma sistemática divulgação de inverdades distorcidas. Essa guerra de informações distorceu os fatos — disse ela.


A eleição se aproxima. Sai de baixo!

Eliane Catanhêde – Folha de S.Paulo

BRASÍLIA - Aécio Neves saiu bem do primeiro turno, como a grande novidade, e abriu bem o segundo, ultrapassando numericamente Dilma no primeiro Datafolha. A reviravolta desta segunda (20) vem numa hora muito ruim para o tucano –a hora da consolidação dos votos.

Essa pesquisa: 1) mostra que os ataques de Dilma estão dando certo; 2) pode mover milhões de indecisos ou votos infiéis pelo país afora. A dias da eleição, o ímpeto é votar em quem está na frente.

A campanha de Aécio estima crescer e até ultrapassar Dilma em Estados chaves como Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de reduzir bastante a vantagem em Pernambuco, onde o tucano conquistou o apoio da viúva, dos filhos e dos aliados de Eduardo Campos.

É nesses quatro focos que Aécio pensa contrabalançar a desvantagem no Norte e Nordeste, redutos petistas, mas a estratégia parte da premissa de que os votos nos demais Estados estão cristalizados. Estão?

Dilma investe nos mesmos quatro –MG, RJ, PE e RS–, mas não descuida daqueles em que o PT é forte e nos quais ela já saiu vitoriosa no primeiro turno. Além de evitar a sangria em redutos que podem oscilar, como o Rio, quer se fortalecer (ou enfraquecer Aécio...) onde ela já é forte.

O interessante é que São Paulo, maior colégio eleitoral do país, entra de forma enviesada, mas é central na estratégia. É a maior vitrine da campanha de Aécio (que passou a se referir a Alckmin e a Serra nos debates), mas começou a ser também uma perigosa vidraça, por causa da crise da água. O confronto de Dilma não é mais com o governo FHC, é com o governo do PSDB em São Paulo, bem mais atual, convenhamos.


A campanha petista tem rumo, sabe aonde quer chegar e não tem o menor prurido de usar todo e qualquer meio para chegar lá. Está bem mais difícil dar certo com Aécio do que deu com Marina. Mas, com empate técnico, esses últimos dias serão de vida e morte. Sai de baixo!

OAB concede - enfim! - carteira de advogado a Joaquim Barbosa

(A OAB do Distrito Federal corrige uma injustiça que era ao mesmo tempo um acinte à Nação, que foi negar, por iniciativa de seu presidente, o registro a Barbosa, e comete um disparate: afinal, desde quando é "ilegal" criticar a classe dos advogados? Ou qualquer categoria profissional?)

A OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil) do Distrito Federal concedeu a carteira de advogado ao ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (foto). De acordo com a comissão que analisou o pedido de reinscrição, o ex-ministro "flertou" muitas vezes com a ilegalidade ao criticar a classe dos advogados, mas não pode ser impedido de exercer a profissão. A informação é da Folha de S.Paulo.

Com a carteirinha da Ordem, Barbosa poderá, além de advogar, produzir pareceres jurídicos para processos - que é o que pretende desde que deixou a Suprema corte.

O imbróglio sobre a reinscrição de Barbosa na OAB teve início no começo do mês, quando o presidente da seccional do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, impugnou o pedido alegando que o ex-ministro não possuiu a idoneidade moral necessária para ser um advogado.



Empreiteiras estudam fazer acordo de leniência

Monica Bergamo – Folha de S.Paulo

Empreiteiras envolvidas no escândalo da Petrobras já estudam fazer um acordo de leniência, admitindo irregularidades em troca de penas mais brandas para seus executivos.

BOCA ABERTA
Por esse acordo, as empreiteiras se comprometeriam a devolver o dinheiro desviado da estatal para o pagamento de propinas a vários partidos políticos –já foram citados nomes de PT, PMDB, PP e PSDB.

FORA DE LUGAR
Antes de avançar na ideia, as empresas esperam a definição, em primeiro lugar, do magistrado que tocará o caso. Elas já apresentaram pedidos para que o juiz Sergio Moro, do Paraná, deixe de comandar o processo. Alegam que as irregularidades não ocorreram no estado, e sim no Rio e em SP.

GRANDE ABRAÇO
O acordo de leniência dependeria também de uma grande "costura" envolvendo Polícia Federal e Ministério Público


Denúncia contra Gleisi: só o começo?

Claudio Humberto – Diário do Poder

O deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR; foto) acha que “é só o começo” a denúncia envolvendo a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) no Petrolão.

DELAÇÃO PREMIADA
O delator Paulo Roberto Costa revelou que o esquema corrupto destinou R$ 1 milhão para Gleisi e o marido Paulo Bernardo, em 2010.

QUEM?
Gleisi e o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) afirmam, como os demais delatados, que nem conhecem Youssef ou Paulo Roberto.

PARTIDO MILIONÁRIO
Dinheiro para o PT não é problema, como diriam Alberto Youssef, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o tesoureiro petista João Vaccari. O partido aumentou em R$ 40 milhões a previsão de gastos nos últimos 5 dias. No total, serão R$ 338 milhões. Isso no caixa 1.


BB dribla regra ao emprestar para amiga de chefe do banco

Bendini e Val: viagens "coincidentes" e ajudinha do banco
Val Marchiori obteve empréstimo de R$ 2,7 milhões a juros subsidiados. E estava impedida de contratar empréstimo

Folha de S.Paulo

O Banco do Brasil concedeu empréstimo de R$ 2,7 milhões à apresentadora de TV Val Marchiori, a partir de uma linha subsidiada pelo BNDES, contrariando normas internas das duas instituições.

Marchiori tinha restrição de crédito por não ter pago empréstimo anterior ao BB e também não apresentava capacidade financeira para obter o financiamento, segundo documentos internos do BB obtidos pela Folha.

A empresa pela qual Marchiori tomou o crédito, a Torke Empreendimentos, apresentou como comprovação de receita a pensão alimentícia de seus dois filhos menores de idade. O financiamento, repassado pelo BB a partir de uma linha do BNDES com juros de 4% ao ano –mais baixos que a inflação–, foi usado na compra de caminhões.
           
A Torke não tinha experiência na área de transportes e a atuação da empresa até então estava relacionada à carreira de Marchiori na TV.

Na condição de administradora com poderes plenos na empresa, Marchiori tinha dívidas antigas com o BB que representavam impedimento para o novo empréstimo. Por isso, foi feita uma "operação customizada", ou seja, sob medida para Marchiori, para liberar os recursos.

Val Marchiori é amiga do presidente do BB, Aldemir Bendine. A apresentadora esteve com ele em duas missões oficiais do banco, uma na Argentina e outra no Rio. Em entrevista à Folha, o ex-motorista do BB Sebastião Ferreira da Silva disse que a buscava em diversos locais de São Paulo a pedido de Bendine. "Fui buscar muitas vezes a Val Marchiori", disse ele.
  
Bendine nega qualquer participação na concessão do empréstimo. Ele reconhece que ficou hospedado no mesmo hotel que Marchiori nas duas ocasiões, mas diz que a estadia dela não tinha relação com as missões do banco, que foram coincidências.




Tucanos planejam auditoria na Caixa e no BNDES

O Estado de S.Paulo

A equipe econômica do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, já escolheu a primeira coisa a fazer, caso ele vença as eleições: uma devassa nas contas da Caixa Econômica Federal e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo auxiliares do candidato, a ordem é começar a trabalhar nisso “já na próxima segunda-feira”.

Os integrantes da equipe econômica do tucano estão convencidos de que esses dois bancos públicos acumulam um grande volume de valores a receber do Tesouro Nacional, sem que se saiba exatamente quanto.

Esses créditos são fruto de programas que cobram juros abaixo do mercado como o Minha Casa Minha Vida e o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI).

Para manter o juro baixo, governo precisa pagar um subsídio. Ou seja, ele “banca’’ parte da bondade com recursos públicos, saídos do Tesouro Nacional, que são entregues aos bancos que fazem o empréstimo. Mas, já há alguns anos, a área econômica vem segurando o repasse dos subsídios. Isso é facilitado pelo fato de ficar tudo “em casa’’, pois quem deixa de receber são bancos públicos.

Especialistas de fora do governo acreditam que o maior volume de subsídios não pagos esteja no BNDES. O economista Felipe Salto, da consultoria Tendências, calcula que sejam R$ 28,8 bilhões. Mas há, na equipe de Aécio, grande preocupação com a Caixa, cuja contabilidade é menos transparente.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Empréstimos secretos: manto vergonhoso

Alvaro Dias (*)

Percorri, nesses últimos anos, longo e tortuoso itinerário para quebrar a caixa-preta dos empréstimos secretos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Jamais aceitei que essas operações fossem revestidas de sigilo em ostensivo desrespeito à Constituição, que impõe a transparência e a publicidade nos atos da administração pública.

Em audiência realizada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, indaguei ao presidente do banco de fomento sobre esses empréstimos, tais como os prazos de liberação de recursos e pagamento da dívida pelos países; os juros e a correção contratados; e se a operação contou com recursos do Tesouro Nacional, fazendo com que o contribuinte brasileiro financie diretamente a construção do Porto de Mariel, em Cuba. As respostas oferecidas por Luciano Coutinho reforçaram a necessidade de discussão, pelo Senado, do projeto que apresentei para extinguir o sigilo bancário nas operações de crédito e empréstimos feitos por instituições oficiais brasileiras, como o BNDES, para outros países. O projeto, que altera o artigo 1.º da Lei Complementar 105, foi motivado pelas manifestações de indignação recebidas por meu gabinete parlamentar de inúmeros setores da sociedade. Infelizmente, quando esteve para ser votado na Comissão de Relações Exteriores, foi retirado de pauta por orientação do governo. É inaceitável que a base de sustentação do governo no Senado barre a aprovação desse projeto, pois o povo brasileiro tem o direito de saber para onde vai seu dinheiro, oriundo dos impostos pagos com tanto sacrifício, de forma direta e indireta.

Inicialmente, recorri à Lei de Acesso à Informação para obter explicações do governo Dilma que justificassem o sigilo nos empréstimos a países estrangeiros. A reposta foi pífia e não explicou o porquê da necessidade de esses empréstimos possuírem a tarja de secretos.

Diante da insensatez que tornou secretos, até 2027, os documentos que tratam de financiamentos do Brasil aos governos de Cuba e de Angola, não nos restou outro caminho senão recorrer ao Poder Judiciário, com o objetivo de resgatar nossa prerrogativa institucional e republicana de fiscalização dos atos do Poder Executivo, bem como de preservar o primado da publicidade administrativa.

Nesse contexto, ajuizei mandado de segurança, entregue pessoalmente ao então presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, contra a concessão dos empréstimos secretos. É direito líquido e certo de qualquer parlamentar promover atos de fiscalização, com base em prerrogativa constitucional da Casa a que pertença.

Exigimos, então, a divulgação de todas as informações sobre as operações de crédito, tendo o presidente do Supremo designado como relator o ministro Luiz Fux, que, por sua vez, intimou a Procuradoria-Geral da República, a Presidência da República e os ministros da área a se justificarem. Ainda estamos aguardando a decisão do ministro Fux sobre o mandado que apresentamos no início desse ano. É inaceitável manter os empréstimos sob o vergonhoso manto do sigilo, quando o contribuinte sofre cada vez mais com a precária infraestrutura brasileira.


(*) Alvaro Dias é senador (PSDB-PR).

Onde está o "coração valente" de Dilma?

Dilma Rousseff foi torturada durante o regime militar por causa de sua participação no Colina e depois Var-Palmares, organizações que lutavam com armas para implantação de um regime comunista.

Sofreu horrores. A tortura é equipara a um crime hediondo. O terrorismo, idem.

A atuação na luta armada e a tortura inspiraram os marqueteiros de Dilma a expor nesta campanha pela reeleição o slogan “coração valente”.

Mas o “coração valente” de Dilma se dissolveu ao ser confrontada pelo adversário Aécio Neves no mais duro debate entre os dois, promovido na semana passada pelo SBT. Aécio foi firme com ela. Jamais deselegante. 

Ele foi o porta-voz do desabafo de milhões de brasileiros.

A firmeza de Aécio forneceu aos marqueteiros de Dilma – tendo Lula como inspirador – o pretexto para ser acusado de "não saber lidar com as mulheres" (propaganda retirada do ar por decisão do TSE). O PT fez de Aécio o algoz e de Dilma a vítima.

Puro trololó!

Cá entre nós, Dilma absorveu as técnicas de tortura a que foi submetida para aplicá-las a toda a Nação.

Há quatro anos o Brasil foi posto num pau de arara, leva descargas contínuas de eletricidade e tornou-se prisioneiro das mentiras e da corrupção de um governo truculento e inepto. Consequência disso: a atrofia do aparelho do estado e os hematomas cada vez mais visíveis na economia. E o descontentamento crescente da população, ansiosa por libertar-se desse governo truculento.

Onde está, afinal, o tal "coração valente"? Valente para espancar uma Nação e amedrontá-la diante da força eleitoral do adversário, mas covarde quando é apresentada a seus erros e mentiras?

Tenham paciência, marqueteiros!









Datafolha dá 52% dos votos válidos a Dilma e 48% a Aécio

Pela primeira vez neste segundo turno, Dilma Rousseff (PT) aparece numericamente à frente de Aécio Neves (PSDB) em intenções de voto para a Presidência da República, mostra nova pesquisa Datafolha.

O levantamento, feito nesta segunda-feira (20), apresenta Dilma com 52% ante 48% de Aécio, na conta dos votos válidos (com o descarte de nulos, brancos e indecisos).

A seis dias da eleição, é um empate técnico no limite máximo da margem de erro do levantamento, que é dois pontos para mais ou para menos.

De acordo com o Datafolha, nessa situação há maior probabilidade de que Dilma esteja à frente de Aécio.

Nas duas rodadas anteriores do Datafolha neste segundo turno, o placar também era de empate técnico, mas sempre com o tucano numericamente à frente: 51% a 49% nas duas ocasiões.

Em votos totais, o resultado da atual pesquisa é Dilma 46% (antes era 43%), Aécio 43% (era 45%). Brancos e nulos somam 5% (ante 6% do levantamento anterior). Outros 6% dizem que não sabem em quem votar, mesmo patamar de antes. (Folha de S.Paulo)



Denúncia contra Gleisi incentiva PT a trocar o comando no Paraná

Bem Paraná

Se confirmada, a denúncia de que Gleisi Hoffmann teria recebido recursos desviados da Petrobras para sua campanha ao Senado na eleição de 2010, feita pelo ex-diretor da empresa, Paulo Roberto Costa, pode acelerar mudanças no comando do PT paranaense. Até aqui, Gleisi e seu grupo – que inclui seu marido, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo – tinha amplo domínio sobre a cúpula do partido no Estado. Mas o mau desempenho da ex-ministra na eleição para o governo, conjugado com as revelações do delator da Petrobras, deve colocar essa liderança em xeque, levando a uma troca de comando na sigla no Paraná.

Grupos mais à esquerda do PT já não tinham digerido a decisão de Gleisi de rifar um quadro histórico como o do deputado federal Dr Rosinha para lançar Ricardo Gomyde (PCdoB) como candidato ao Senado. E acusam o grupo da senadora de se distanciar da base do partido, o que teria afugentado a militância da campanha. Essas críticas ganham corpo agora que Gleisi se vê em meio ao escândalo envolvendo a Petrobras.

Contaminação


Na cúpula nacional do PT, a preocupação é que as denúncias contra a ex-ministra da Casa Civil acabem por contaminar a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição. Tanto que na sexta-feira, provavelmente já sabendo que as denúncias viriam à tona, Gleisi sequer participou da caminhada de Dilma no centro de Curitiba — apesar da sua presença ter sido anunciada pelo partido. Até agora, as denúncias do delator da Petrobras vinham atingindo pessoas da cúpula do PT nacional e de partidos da base aliada distantes de Dilma. Com as novas revelações chegando à Casa Civil, fatalmente a oposição deve questionar a presidente sobre se ela tinha ou não conhecimento do assunto.

Dilma já sabia da denúncia contra Gleisi?

Gleisi e Dilma na campanha de 2010
Rogério Galindo, Caixa Zero - Gazeta do Povo

Na sexta passada, quando a senadora Gleisi Hoffmann (PT) deixou de subir no carro e no palanque ao lado de Dilma Rousseff (PT) na campanha em Curitiba, todos estranharam. Onde estava a ex-ministra da Casa Civil, a principal aliada de Dilma no Paraná?

Especulou-se que ela poderia não ter desejado ficar ao lado de Osmar Dias (PDT), já que os dois estão numa pequena crise particular por o ex-senador não ter feito campanha para ela. A explicação oficial foi de que Gleisi estava articulando um encontro de Dilma com Christiane Yared (PTN). Mas justo na hora do comício?

Eis que agora, com as novidades do fim de semana, surge uma outra explicação possível. O Estadão deu no domingo a notícia afirmando que Paulo Roberto Costa denunciou Gleisi como beneficiada do esquema da Petrobras (veja abaixo). Na sexta, quando Dilma veio ao Paraná, certamente a senadora e o marido já haviam sido contatados pelo jornal para se explicarem.


É bem possível que Gleisi não tenha ido ao comício para não ser fotografada ao lado de Dilma e, assim, não “contaminar” a presidente com a denúncia que saiu no domingo.

Gleisi ameaça Francisquini: “divulgue tudo”

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) disse nesta segunda-feira, por meio de nota, que a “valentia” do líder do Solidariedade na Câmara, deputado Fernando Francischini (PR), em querer convocá-la na CPI mista da Petrobras no Congresso é “seletiva” e sugere: “divulgue tudo”. De acordo com denúncia, Gleisi teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado, em 2010, do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Francischini prometeu protocolar nesta segunda-feira um requerimento com objetivo de ouvir explicações da senadora. A informação é de O Globo.

Por meio de nota, a senadora sugere ao líder do Solidariedade que “divulgue tudo” . Ela lembra que um dos envolvidos na operação Lava Jato, o deputado Luiz Argôlo (BA), é do mesmo partido de Francischini. Argôlo é acusado de ter recebido pelo menos R$ 330 mil do esquema do doleiro Alberto Youssef.

"A valentia do ex-delegado é seletiva. Quando divulgaram o nome de dezenas de deputados que estariam envolvidos, inclusive um do partido dele e o próprio presidente da Câmara, ele não falou em convocar ninguém. Além disso, se apresenta como amigo do juiz do processo e detentor de informações privilegiadas, que ameaça divulgar. É bom divulgar logo tudo, para não parecer que quer achacar alguém", diz a nota.


Reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo” diz que o ex-diretor da Petrobras recebeu um pedido do doleiro Alberto Youssef para “ajudar na candidatura de Gleisi”. O ex-diretor da Petrobras afirmou que Paulo Bernardo, ministro das Comunicações e marido da senadora, teria recebido o dinheiro. Segundo o depoimento de Costa, o repasse de R$ 1 milhão para a campanha seria comprovado através das anotações que ele mesmo fez em sua agenda pessoal, apreendida pela Polícia Federal no dia 20 de março, três dias depois de deflagrada a operação Lava Jato.

Cartel da Lava Jato doou R$ 456 milhões a políticos

As empresas acusadas de formar um cartel para lotear grandes licitações públicas no País, segundo investigação da Operação Lava Jato, doaram R$ 456 milhões a PT, PMDB, PSDB, PSB, DEM e PP nos últimos sete anos, sem fazer distinção entre situação e oposição. Parte do dinheiro foi repassada às legendas em valores fixos e mensais.

Segundo o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, parte desse dinheiro teve como origem esquemas de fraudes em contratos, lavagem de dinheiro e corrupção, e foi parar nas campanhas presidenciais de 2010 do PT e do PSDB. Levantamento feito pela reportagem mostra que o PT e o PSDB, juntos, receberam 55% do total repassado aos seis partidos via diretório nacional. Os R$ 456 milhões que irrigaram as contas dessas legendas de 2007 a 2013 - período que o Tribunal Superior Eleitoral publica para consulta na internet - representam 36% do total doado às seis legendas por pessoas jurídicas em geral, no período.

Esse tipo de doação é legal, mas tem uma fiscalização mais frouxa em relação à eleitoral, e sempre foi usada para tentar dissimular a origem do dinheiro que abastece campanhas.

Repasses mensais

O mapa do dinheiro feito pelo Estado mostra que as construtoras fizeram repasses mensais em valores fixos muitas vezes e pulverizados por partidos, tanto da situação como oposição. É o caso da Andrade Gutierrez, líder no total repassado: R$ 128 milhões aos seis partidos. Para o PT, em 2010, ela deu R$ 15 milhões, sendo que alguns mensais fixos, como três depósitos de R$ 700 mil cada entre fevereiro e abril. Para o PSDB, a Andrade Gutierrez fez 24 repasses, totalizando R$ 19 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.